Não Uso Trema

Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Blogworld | Monday, January 5th, 2009

Até que eu sou uma pessoa bem adaptada ao mundo. Tem gente que pode discordar, mas eu não ligo.

Só que para se viver, a gente faz uma regras próprias porque ninguém é de ferro.

E eu confesso: eu sempre escrevi do jeito que eu quis independente das regras ortográficas.

Por exemplo, nunca usei trema. Sempre me recusei. Sempre achei inútil. Bobo. Besteira o trema.

Hífen, a mesma coisa: colocava aonde queria para a palavra composta ficar bonita. E dane-se.

Acentos… Só quando não tinha preguiça e em algumas palavras que eu fazia questão para mostrar que eu sabia que tinha acento.

Curiosamente, as novas regras ortográficas vem ao encontro a muitas de minhas regras prévias. Ou seja, vou escrever certo e nem vou reparar que tudo mudou.

Aposto que vocês nunca repararam que eu escrevia do jeito que eu queria, né?

(Post inspirado no Janio)

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  • Mais 4 Aninhos de IPVA

    Liliana | Blogworld, Dinheiro: é bom e eu gosto., Tecnologia para viver | Sunday, January 4th, 2009

    Acabei de ver no Anderssauro que meu jipinho ficará isento de IPVA aos 15 anos de idade.

    Eu gosto do meu Defender e de carros clássicos porque não precisa ficar trocando toda hora. São feitos para durar a vida toda, o modelo é sempre o mesmo, não envelhece.

    O jipinho completa 11 anos em fevereiro. Tá bonitinho ele.

    Carro para mim não é símbolo de status, nem extensão do meu penis inexistente imaginário. Muito menos sou consumista.

    O Defender é a minha cara.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta, Bichos Incríveis | Sunday, January 4th, 2009

    A estrutura do mundo é fractal.

    Profundo não é? Hehehe Mas é bacana perceber esse padrão fractal nas coisas porque podemos transportar do macro para o micro e vice-versa em todos os aspectos na natureza.

    Aqui em casa, com a pequena população de seres que moram aqui, os fenômenos socias se reproduzem quase como se fossem em uma grande sociedade. É a estrutura social familiar que mimetiza a organização de uma cidade, de um reino, de uma comunidade.

    Minha cachorrinha nova, a Joom-La está se adaptando a nova estrutura social, a pertencer a uma família.

    Ela, como todo indivíduo saudável, é produtiva e necessita trabalhar, se ocupar, se inserir numa rotina dela, o que molda sua personalidade e destaca as boas qualidades que ela tem.

    Meus cachorros tem uma posição bem marcada aqui em casa: eles obedecem. Não mandam. Tem autonomia mas ainda estão abaixo na cadeia de comando daqui. E entre eles, existe uma hierarquia do cachorro mais velho para a mais nova. Existem regras rígidas de comportamento que apesar de nunca terem sido faladas ou impostas, foram sendo implementadas por eles mesmos por causa da necessidade natural de organização social do grupo. Não há brigas e nem cachorros com comportamentos pasteurizados. Todos mantém personalidades próprias e idiossincrasias, suas “manias”.

    A Joom-La aprendeu que a função básica de uma cachorro por aqui é seguir o chefe: eu.

    Ela, que chegou tão traumatizada com gente que não deixava ninguém agradá-la ou falar com ela, agora entende que um humano é o centro de atenção dela e é a partir desse humano que a segurança, o equilíbrio, a calma e principalmente as instruções do que fazer vem.

    Quando eu me desloco pela casa, todos os cachorros vem atras de mim, cada um em seu ritmo, sempre prestando atenção aonde estou. Se paro em um lugar, minutos depois estão a minha volta acomodados quietos, cuidando e sendo “cuidados” por mim.

    A mesma coisa acontece com gente, com crianças, com outros animais.

    Reparem num ambiente uma presença de alguém com uma boa estrutura interna que passa calma e equilíbrio: em algum tempo, outros seres estarão em volta dessa pessoa sendo influenciados por essa atmosfera propícia. É uma situação natural bem diferente daquelas forçadas nas quais pesssoas impõe a presença de outras ou sufocam as personalidades em volta.

    Não há nada mais desagradável do que ficar num lugar com alguém sendo obrigado a suportar a presença do outro. 

    Fico pensando quando eu era mais nova e meus pais me obrigavam a ficar em lugares com eles, ou em trabalhos com chefes que em vez de liderar de forma positiva oprimiam.

    Acho que a medida é justamente influenciar e ao mesmo tempo não sufocar. Como a Joom-La, ela está se mostrando uma boa cachorrinha com muitas qualidades. Cada vez escuta menos “nãos” e recebe mais elogios. Mas claro que está sendo educada de acordo com as regras da casa, claro.

    Vocês já pensaram em como vocês influenciam os seres em sua volta? Como você está nesse contexto da atração social? Reparem. É bem interessante. E serve de parâmetro para você ficar melhor consigo mesmo também e principalmente.

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  • Eu te sigo no Twitter

    O Cardoso acabou de comentar comigo que o Penn Jillette, aquele mágico superbacana do Bullshit ficou superfeliiz quando uma fã disse para ele que o seguia no Twitter.

    O Penn Jillette (@pennjillette) é um cara famoso, importante, faz shows em Las Vegas, programas de televisão e fica feliz de saber que uma pessoa o segue no Twitter.

    Quando fui ao BlogCamp SP no ano passado, fui falar com uma das pessoas que eu seguia no Twitter também, afinal, seguir alguém no Twitter é compartilhar a vida daquela pessoa de alguma forma. E esperava que essa pessoa tivesse a mesma satisfação do Penn.

    A reação, pelo contrário foi oposta.

    O dito cujo do indivíduo fez cara de nojo e “quem diabos é você?” como se fosse a coisa mais natural do mundo ele ser seguido no Twitter. E nem se dignou a trocar UMA palavra comigo.

    Claro que parei de segui-lo imediatamente. Óbvio.

    Tem gente muito equivocada quanto a fama na Blogosfera e a utilidade do Twitter.

    Nos dias de hoje, que as relações sociais na internet são tudo, o contato com o próximo é ao mesmo tempo bem individualizado e magnificado. E as repercussões são imediatas. E nossa “persona” vai se definindo e se estabelecendo no meio para todo mundo ver.

    Simplificando, um cara como o que eu me aproximei não passa de um zero enquanto o Penn Jillette bem… É o Penn Jillette.

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  • Problemas com N73 da Nokia?

    Liliana | Celulares, Tecnologia para viver | Friday, January 2nd, 2009

    Eu adoro celulares e tecnologia móvel.

    Há um bom tempo atrás, comprei por uma pechincha numa promoção da VIVO um N73 da Nokia Musical Edition que roda Symbian S60 e ele me acompanha literalmente em todo canto.

    Eu adoro a Nokia, sempre gostei. E pelo jeito vai demorar para eu ceder aos encantos do iPhone…

    Porém, tem uns meses que meu N73 começou a falhar: ele desliga sozinho! A sorte é que eu ando com mais dois celulares e as pessoas acabam me encontrando de qualquer jeito. Mas, peralá! O telefone desligar sozinho… Não!

    Ele também começou a desligar durante as ligações. Do nada.

    Mais para frente, os aplicativos começaram a se comportar de um jeito bem esquisito.

    Afinal, qual o problema?

    Bem, dei um HARD RESET no celular.

    (Para dar um Hard Reset no seu N73, tecle *#7370# Código de fábrica é 12345)

    A maioria dos problemas desapareceu. No entanto o defeitinho de desligar sozinho não sumiu. E isso, como fui descobrir era um defeito do FIRMWARE antigo do aparelho.

    Eu não costumava atualizar firmware de Nokias, mas como descobri depois, justamente este defeito de desligar sozinho foi corrigido nessa última atualização. E eu achava que meu telefone estava perdido.

    Assim, se seu Nokia estiver dando problemas e começar a se comportar estranhamente, vá ao site da Nokia e veja se tem novos aplicativos para consertá-lo.

    Aqui, o link para a página do N73. Aqui, a página de Softwares para N73 incluindo o Firmware. E aqui, Download de Softwares da Nokia. Você vai precisar do programa  NokiaSoftwareUpdater em seu PC para poder atualizar seu aparelho. Infelizmente não tem uma versão para Mac, apesar da Nokia disponibilizar aplicativos da Apple tipo iSync e o Aparelho Como Modem, por exemplo.

    Espero ter ajudado, gente.

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  • Primeiro Meme em 2009

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Blogworld | Thursday, January 1st, 2009

    A Fabi não podia saber que eu estava descansando em casa que me mandou um meme para responder.

    Acho que já respondi esse, Escrever 6 Fatos Aleatórios Sobre Mim. Mas, vamos lá:

    #lilianafacts

    1- Meu closet é arrumado por cor das roupas.

    2- Eu carrego um canivete e uma lanterna na bolsa o tempo todo para alguma emergência.

    3- Eu sou muito organizada.

    4- Eu adoro celulares e tecnologia móvel.

    5- Eu converso com os animais igualzinho eu converso com gente.

    6- Eu gosto de televisão e filmes em inglês.

    Prontinho, quem quiser continuar respondendo o meme, é só seguir! Faça seu próprio #FACTS!

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  • Como Comprar Sutiã Americano

    Dia 1 de Janeiro e é dia da Super Sensacional Liquidação Semi-Anual da Victoria’s Secret.

    O que tem de bom lá?

    Sutiãs a partir de 12,99 dólares com modelagem perfeita no seu corpo. Uma modelagem que você não encontra no Brasil. Por que? Porque os sutiãs americanos tem duas medidas básicas: o tamanho do tórax e o tamanho do bojo, e você combina o seu tórax com o seu bojo e o sutiã fica perfeitinho nos seus peitos.

    Por exemplo, sou peituda e meu tórax é pequeno. Se fosse para eu usar um sutiã brasileiro eu usaria tamanho 46 mas ficaria largo no tórax e nas tiras. E se fosse para ficar justo no tórax teria que ser 42, mas sobraria peito para fora. Deu para entender?

    Então, a primeira coisa que você tem que fazer é saber qual o tamanho do seu sutiã americano.

    Primeiro pegue uma fita métrica e meça a circunferência do tórax logo abaixo das mamas, onde vai ficar a tira do sutiã prendendo nas costas.

    Anotou quanto deu em centímetros? Transforme para polegadas. Este é o número do seu tórax e se deu ímpar, arredonde para cima 1 unidade.

    Você ficará com um número parecido com 32, 34, 36, 38 e assim por diante.

    Depois, coloque a fita métrica em volta das mamas passando por cima dos mamilos, no ponto que elas são maiores. Pegue e medida e transforme em polegadas também.

    Agora vamos calcular o tamanho de seu bojo.

    Subtraia a medida do bojo menos a medida do tórax e você chegará num número que mostrará qual a letra que corresponde ao seu bojo.

    Se a medida do bojo é igual a medida do tórax, você praticamente não tem peito e seu bojo é AA.

    Se a medida do bojo menos medida do tórax é igual a 1 polegada seu bojo é A.

    Se a medida do bojo menos a medida do tórax é 2, seu bojo é B.

    Se for 3, é C. Se for 4 é D. Se for 5 é DD. (Se der número ímpar, arredonde meia polegada para mais.)

    No fim, você terá um número de sutiã com duas informações: o número do tórax e a letra do bojo, ou algo assim: 34C, 32B, 36DD e assim por diante.

    Fácil, não é?

    Agora, mãos a obra para aproveitar a liquidação

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  • Mas o que está acontecendo com você? A Doença de Addison.

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Thursday, January 1st, 2009

    Este é um post para conscientizar as pessoas sobre uma doença rara e diferente: Doença de Addison. Ela é fatal se não tratada.

    Nosso corpo funciona com os hormônios levando informações para cada célula do que fazer, de que proteínas sintetizar, de como gastar energia, enfim, os hormônios levam as ordens de funcionamento dos outros órgãos do corpo. Os hormônios são sintetizados nas glândulas. Temos várias glândulas no corpo. Quando uma glândula por qualquer razão para de fabricar o seu hormônio, o corpo entra em insuficiência e todo o funcionamento do organismo começa a sofrer.

    Há inúmeras causas que levam a uma glândula a parar de fabricar seu hormônio.

    Por exemplo, na Diabetes Melitus, o pâncreas é a glândula em questão e o hormônio é a insulina. A insulina é a responsável por disponibilizar a glicose ou açúcar para as células. Se há falta de insulina, o açúcar fica aumentado no sangue e não entram nas células, e as células que se alimentam de açúcar, ou seja, o corpo todo, não recebe seu alimento e a pessoa pode entrar em coma e morrer. Por isso o diabético dependente de insulina precisa se aplicar a insulina todos os dias para viver.

    Na Doença de Addison, a doença que fui diagnosticada, o defeito está em outra glândula, são as supra-renais ou também chamadas de adrenais. As supra-renais produzem vários hormônios, sendo o mais importante o cortisol. O cortisol tem como uma de suas funções  mandar o corpo sintetizar proteínas especiais como a adrenalina que é a responsável pelo manejo do stress do corpo. E stress eu quero dizer todo e qualquer estímulo que saia do estado de repouso do corpo, ou seja, para andar, respirar, comer, digerir alimentos, pensar, tudo são estímulos que necessitam adrenalina para o corpo funcionar, para o coração bater, para o corpo manter a pressão arterial constante e os outros órgãos funcionando. Sem cortisol a pessoa não vive, pois sem adrenalina não se vive. O cortisol também é responsável por muitas outras ações no corpo, como tomar conta das respostas inflamatórias, dos neurotransmissores do cérebro, da síntese de músculos, do próprio uso da insulina e de outros hormônios como o da tireóide. Ou seja, uma insuficiência de cortisol atinge toda a economia do corpo.

    Bem, descobriram que eu não estou produzindo cortisol. Há muitas razões para isso, e não vem ao caso agora. O tratamento é repor o cortisol que eu não produzo tomando comprimidos de cortisona ou medicamento similar todos os dias, várias vezes por dia. É como eu digo, um tipo de diabetes mas de outra glândula.

    Mas o que eu sentia?

    Como essa doença se manisfesta?

    Imagine um corpo sem adrenalina. Sem energia para viver. Ele não funciona no geral. Então o que eu sentia era uma fraqueza muito grande, um cansaço enorme, um desânimo e um humor bem depressivo porque falta energia vital. O apetite fica todo estragado porque o corpo não aproveita os alimentos, a insulina não funciona direito, dá inapetência e ao mesmo tempo um desejo grande de doces. Os órgãos não funcionam, então, a comida passava reto no intestino dando uma diarréia importante. Os rins não seguravam urina e daí minha pressão arterial caía muito. Meus músculos não se refaziam como é o normal, então, tinha uma fraqueza muscular e uma perda de massa muscular grande. Minhas atividades foram aos poucos diminuindo cada vez mais porque cada vez mais era mais difícil fazer alguma coisa, o corpo não acompanhava.

    Essa situação de insuficiência persistiu por vários meses. A maior parte do ano de 2008 e eu não sabia o que era e nem os médicos. Apenas quando ficou em níveis de risco de vida que finalmente foi feito o diagnóstico.

    A sensação de uma falta de cortisol aguda é exatamente a de você estar morrendo, porque literalmente você está morrendo. O corpo entra em falência completa, o coração vai diminuindo os batimentos, a pressão vai caindo, o cérebro vai parando de funcionar, todos os órgão param. Isso é chamado de Crise Addisoniana e é uma emergência médica fatal se não tratada a tempo e corretamente. Por isso que os pacientes com Doença de Addison devem usar identificação para sinalizar aos socorristas sua condição e apontar o tratamento certo.

    Qualquer estímulo fora do normal que a pessoa está acostumada e medicada pode levar a uma Crise Addisoniana. É como um diabético que exagerou nos doces e precisa de mais insulina. No caso, um stress a mais, um trauma, um acidente, um stress emocional, uma infecção, um exercício físico que não está acostumado, uma temperatura ambiente extrema, muito calor, muito suor, uma cirurgia, um susto, ou seja, qualquer situação que faça a pessoa consumir mais adrenalina e cortisol pode levar a falta aguda do cortisol e disparar a Crise Addisoniana.

    Como estava contando, eu vinha me sentindo bem mal durante o ano todo até que tive que ser internada para diagnóstico porque estava em mal estado geral e não tinha mais condições de ficar em casa. No hospital, descobriram essa insuficiência das supra-renais e eu comecei a tomar a reposição e tive alta para voltar para casa.

    Voltei num dia com uma certa dose porém a dose estava insuficiente e no dia seguinte entrei em Crise Addisoniana tendo que ser atendida de urgência e removida para o hospital novamente.

    Infelizmente o médico do PS que me atendeu na urgência me deu uma dose tóxica de cortisona e eu quase morri com o tratamento. Mostrando que mesmos os médicos das emergências não estão acostumados a tratar estes tipos de caso e por isso pacientes como eu devem andar com as instruções do tratamento junto a si. (Eu vou andar com o tratamento impresso na bolsa e na carteira porém, em um dia em casa não tive tempo de ter providenciado isso.)

    Na segunda internação, foi ajustada uma dose maior de hormônios até eu não ter mais sintomas e finalmente tive alta no dia 31 de dezembro de 2008. E pudemos passar o Reveillon no Restaurante da Nanda e do Will em SFX num jantar calmo e gostoso.

    Neste instante, estou tomando meu café da manhã já tendo sido medicada com minha dose matinal de hormônio e estou me sentindo bem como há muito tempo não sentia. A ponto de escrever um texto longo desses.

    Espero que tenham achado interessante esse breve relato sobre a Doença de Addison. Acredito que exista muita gente não diagnosticada por aí porque simplesmente os médicos não pensam nessa doença quando as queixas são mal estar geral vago, fraqueza e coisas inespecíficas que atingem o corpo todo e podem ser confundidas com outras doenças mais simples.

    Quanto a mim, além da reposição hormonal, tenho que descobrir exatamente o porquê de minhas glândulas não estarem funcionando. Mas isso já é outra história…

    O importante é que com o tratamento minha vida se tornou possível e minha qualidade de vida vai melhorar consideravelmente! Legal, né?

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    Liliana | Filosofando | Wednesday, December 31st, 2008

    Mensagem de Final de Ano da Liliana

    Feliz 2009, pessoal! ;)

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    Gente, só para botar vocês a par das novidades.

    Já estou em casa me recuperando e está sendo um experiência bem interessante ter de volta adrenalina circulando no meu corpo literalmente! Agora tenho uma fase de adaptação pela frente.

    Estou sendo bem cuidada pelo meu querido que faz comidinhas bem gostosas para mim e está me dando bastante carinho.

    A cachorrada está ótima (e o sapo Mário também). Eles ganharam de presente de Natal etiquetas novas para as coleiras com seus nomes e os telefones de contato que eu comprei nesse site aqui. Ficaram muito bonitinhas e chegaram super-rápido mesmo vindo lá da Austrália.

    E hoje eu encomendei minha etiquetinha de identificação médica. Como médica eu sei o quanto é importante o paciente ter consigo informações cruciais sobre sua saúde que podem salvar sua vida numa emergência. E como paciente, eu quero ter certeza que vou ter o melhor e o mais correto tratamento para minha condição. Essa prática de pacientes crônicos andarem com identificação é muito comum em países desenvolvidos. Principalmente em doenças que podem levar a perda de consciência o que impediria do paciente contar ao médico que o socorre qual seu problema. Esta loja online vende etiquetas e entrega no mundo todo com frete grátis.

    Bem, era mais para dar um alô e dizer que estou melhor.

    Quero agradecer pelo carinho de todos vocês! Vocês são uns amores mesmo!

    Beijos da Li.

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    Não tem sensação melhor do que você tomar um remedinho e começar a se sentir bem.

    Após uma internação parecida com um episódio de House, finalmente tenho um diagnóstico tipo House, óbvio, porque comigo não podia ser simples.

    Mas já estou melhorando e vou ficar no hospital tomando medicação até dia 26 se tudo continuar correndo bem.

    Estou feliz da vida e muitíssimo animada! Começarei o Ano Novo zerada e prontinha para  aproveitar bastante cada momento e fazer tudinho que eu quero fazer.

    Eba!

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  • Battlestar Galactica is fracking good!

    Ficar em repouso no hospital tem o lado bom.

    As mães costumam dizer que o melhor período que tiveram foi na maternidade quando eram paparicadas, não tinham que cuidar da casa, a comida aparecia milagrosamente e coisas assim.

    Bem, nunca tive filhos mas esses dias aqui internada estão servindo como férias.

    Tenho um amigo, o Ricardo Anibal, que um dia falou: estou precisando descansar, acho que vou me internar num daqueles quartos com vista para o jardim do Oswaldo Cruz.

    Bem, Anibal, é exatamente onde estou.

    Não eram as férias que eu queria mas estão dando para o gasto. Eu preferia ir para Gostoso.

    Mas eu larguei o meu namorado tomando conta da casa, dos cachorros e do sapo e vim descansar dessa turma bagunceira lá do sítio.

    E fico imaginando o que ele deve estar passando lá.

    Um dia ele me fala: “a cachorra perdeu a coleira.”

    (”A cachorra” é a Joom-La e ele não gosta dela. Eu tenho certeza que é ciúmes.)

    “E você procurou a coleira?”

    “Claro que não.”

    No dia seguinte mais notícias: “a cachorra achou a coleira mas comeu. E ela pegou uma almofada do sofá e levou lá fora. Agora está secando. E por incrível que pareça, ela ainda não comeu meu chinelo.”

    Noutro dia, uma constatação: “essa casa é um mistério, eu só vejo sapo entrar mas não vejo sapo sair.”

    E eu pergunto tentando decifrar o mistério: “Era o Mario ou o primo do Mario?” Porque o Mario fica dentro e o primo do Mario fica fora.

    E enquanto meu querido fica as voltas com os bichinhos da casa e sem Lili para dar beijinho quando ele fica dodói, eu pude ver todos os filmes que tinha baixado no computador. Pena que eram poucos e minha estadia está sendo mais demorada do que imaginava.

    Enfim, eu acabei vendo a primeira temporada de Battlestar Galactica. 

    E amei. Mas fiquei sem as outras e morrendo de vontade de saber o que acontecia depois.

    Pois achei no Grande Depositório de Coisas Legais um resumão até o início da quarta temporada.

    Enjoy!

    BSG Resumo 1, 2, 3 temporadas

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Sunday, December 21st, 2008

    Hoje é domingo, dia 21 de dezembro de 2008.

    E eu fiquei pensando na vida.

    Pouca gente tem a oportunidade de reavaliar tão minuciosamente seus conceitos de vida, felicidade, objetivos, aspirações quanto certas pessoas que estão doentes em camas de hospitais sem saber o que tem.

    Eu ouvi ontem a frase que dizia que vemos o valor de uma pessoa não pelo que ela conquistou, mas pelo que ela superou.

    Pensando assim, sou rica e feliz.

    Mas olhando por outra perspectiva, eu poderia dizer que estou tendo uma vida desgraçada e que estou cheia.

    Então, chega a hora de decidir se vale a pena persistir. Ou se entregar.

    Tudo que vivi, todas as experiências que passei, tudo que aprendi, meus conhecimentos, tudo se perderia comigo.

    Já estive nessa posição antes e eu quis ser imortal de alguma forma.

    De novo nessa mesma situação, eu já aceito a mortalidade. E o principal, aceito que minha existência só interessa a mim em último caso.

    Estou agora escrevendo do meu quarto no Hospital Oswaldo Cruz em São Paulo.

    Preferi ficar só aqui. E poder lidar com todas essas questões comigo mesma.

    Ontem a noite fiquei com muito medo dos diagnósticos possíveis. O medo durou alguns minutos mas foi o suficiente para eu avaliar se iria reagir ou não.

    Uma certeza muito grande brotou em mim então: vou prevalecer.

    E hoje acordo com a mesma visão que tenho da vida todos os dias: que ela é uma grande aventura que me proporciona experiências incríveis e me transforma de maneiras inimagináveis em alguém que cada vez eu amo e admiro mais.

    Se eu preferia não passar por tudo isso? Claro! Mas eu não lido com possibilidades ou alternativas que não existem. Eu vivo apenas na realidade seja ela qual for. E isso foi também uma escolha que fiz há anos atrás.

    Uma vez escolhido o caminho da verdade, nos vemos como somos, vemos os outros como são e o que é a vida.

    E entendemos o sentido da vida que é simplesmente viver um dia de cada vez, ao máximo e com a totalidade do nosso ser.

    Nesse final de ano, apropriem-se de suas vidas. Elas são suas e de mais ninguém. E comecem o Ano Novo renovados e maravilhados com as descobertas e as aventuras de viver.

    Feliz 2009.

    :)

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