Tragicomédia

Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, January 30th, 2007

“Tragicomédia, pelo Aurélio, é peça teatral que participa da tragédia pelo assunto e personagens e da comédia pelos incidentes e desenlace.”

Uma das cenas antológicas que ficou gravada a ferro em minha memória é a da governanta muda e do mordomo cego no filme Murder by Death, traduzido no Brasil por Assassinato por Morte.

Quem já viu esta cena não consegue ficar imune às risadas quando lembra dela. Se estou mentindo, por favor, manifestem-se.

O ser humano é complexo. Todos nós temos várias facetas funcionando ao mesmo tempo. E infelizmente somos “ensinados” desde criança que algumas são “boas” e outras são “ruins”. Na verdade, não há bom ou ruim. Todas são partes nossas e com o tempo, vamos conhecendo essas partes e convivendo bem com elas. E não ficando à mercê delas. Se negamos um dessas partes, esta parte que fica escondida no inconsciente adquire um poder muito maior do que de fato deve ter e começa a nos prejudicar independente de nossa vontade.

Na sexta-feira passada recebi a notícia que minha única avó que restou sofreu uma isquemia cerebral e estava no hospital.

Aconteceu o seguinte:

Estava ela e sua irmã, ambas com mais de 85 anos, sozinhas no apartamento de vovó. Minha avó sempre foi muito independente e cuidava de vez em quando da irmã surda e cega. Quando ocorreu o derrame, minha avó não ficou paralizada. Ficou muda.

Então, passaram-se horas de um diálogo bizarro entre uma muda e uma cega e surda trancadas num apartamento, até que a cega percebeu que havia algo errado com a muda, o que aconteceu bem tarde da noite.

Escrevendo isso, vejo que não há nada de engraçado nessa tragédia. Mas minha mente ainda associa com o filme.

Será um mecanismo de defesa de minha parte para ir absorvendo aos poucos a tristeza da história? Provavelmente. Assim aos poucos vou me acostumando com a doença da minha avó querida.

Se eu tivesse me recriminado logo de cara por ter lembrado de um fato engraçado ao ouvir a história da cega e da muda, não me beneficiaria dos mecanismos maravilhosos de minha mente para o meu próprio bem.

E fico tranquila por ser simplesmente humana. (Embora me chamem de Borg, mas essa é outra história…)

Posts Relacionados

  • No related posts


  • Novo celular

    Liliana | Tecnologia para viver | Monday, January 29th, 2007

    Meu Nokia 6255 durou 2 anos e um mês antes de se desfazer e desmontar. O flip saiu para um lado e o corpo do celular para o outro. Tive que ir à uma loja da VIVO e comprar outro celular correndo.

    Queria um Nokia. Sempre tive a impressão que tinha a melhor recepção aqui nessa região montanhosa em que moro. Qual não foi minha surpresa quando percebi que a Nokia não tem celulares com tecnologia EV-DO. Falha gravíssima. Fiquei muito desapontada. Então, fui procurar um Motorola. Tive um LG aqui em SFX e não pegava o sinal em lugar nenhum.

    Escolhi o Km-1.

    Veja o site aqui.

    Fiquei muito satisfeita.

    Posts Relacionados

  • Alô? Au Au!
  • ViVO só com GSM?
  • Valorização do Trabalho Médico
  • Celular para falar
  • Hoje Não Foi O Dia De Comprar Celular Novo


  • Que tipo de bicho você é?

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Thursday, January 25th, 2007

    Quando te chamam, você se levanta e vai?

    Se sua companhia sai andando, você vai atrás?

    O que você faz quando te abraçam com força?

    O que você faz quando mexem no seu cabelo?

    O que você faz quando te levantam do chão?

    Nosso comportamento é muito parecido com o de nossos parentes mamíferos. (Viva Darwin!)

    Pet Behavior in Dogs

    Wild and Captive Wolf (Canis lupus) Aggression In Relation to Pack Size and Territory Availability

    Social Rejection Exclusion and Shunning Among the Gombe Chimpanzees

    Posts Relacionados

  • Bicho preto
  • Não
  • Entrevista
  • Mais Uma do Cachorro Mais Inteligente do Mundo
  • Cat People e Sleepwalkers


  • Ganhei um cavalo!

    Liliana | Filosofando | Wednesday, January 24th, 2007

    Quando eu era pequena o Juca Chaves contava uma piada sobre dois irmãos que ganharam presentes de Natal.

    O pessimista ganhou uma bicicleta: “Que chato! Vou cair, vou me ralar todo. Os meus amiguinhos vão tirar sarro de mim. Vão querer roubar minha bicicleta. Vai dar um trabalho só…” E vai por aí a fora.

    O otimista ganhou um balde de estrume: “Ôba, ganhei um cavalo! Você viu ele por aí? Viu? Viu?”

    Li este post do André Marmota e não resisti em falar da minha experiência enquanto eu acreditava em MegaSena. O que acho igual à época em que acreditava em Papai Noel.

    Eu jogava toda a semana os mesmos números. E toda sexta-feira eu avisava a minha chefe: “olha, se eu não vier na segunda, é que eu ganhei na MegaSena, tá?” E falava a sério. Super-sério.

    Uma vez, em Orlando, nos EUA, joguei na LOTO deles. E achei que tivesse ganhado até o resultado chegar por carta (!) dizendo que eu não ganhei. Não havia internet então.

    Chance de ganhar maior que zero é chance de ganhar. E não é zero.

    É pura matemática.

    Pode ser difícil. Mas eu nunca liguei se uma coisa é fácil ou difícil. Eu simplesmente faço. O que depender de mim, está garantido.

    Posts Relacionados

  • Chá de Hortelã nos Top 150000 do Technorati
  • Ermitã Assassina
  • Algumas Poesias de Quando Eu Era Jovem
  • Não leiam esse livro
  • Eu Comprei Um Pedaço Da Blogueira Famosa


  • O fantasma no meu quarto

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, January 24th, 2007

    Quando eu tinha 9 anos de idade havia um fantasma no meu quarto.

    Toda noite eu morria de medo do fantasma e gritava chamando meus pais. Chorava sozinha até dormir de exaustão. O fantasma ficava perto da parede que dava para o quarto dos meus pais, e do outro lado da parede dormia minha mãe, exatamente onde o fantasma ficava.

    Ao mesmo tempo, minha mãe estava doente, de cama. Ela ficou 3 meses assim. Uma doença inexplicável, sem razão aparente.

    O diagnóstico foi preciso: encosto.

    Na cabeça de uma criança, isso se traduziu num fantasma no quarto e momentos de puro terror.

    Uma parenta da minha avó, que fez o diagnóstico de encosto, realizou um ritual complicado com a minha mãe e ela começou a melhorar aos poucos.

    O tempo foi passando e o meu fantasma desapareceu.

    Já adulta, pude analisar o que havia acontecido na época.

    Minha mãe era uma mulher muito inteligente e independente. Sempre trabalhou e criou. Ela havia fundado uma escola para crianças pequenas que estava indo muito bem e precisava da ajuda do meu pai para que a escola crescesse. Estava naquele ponto: ou cresce ou fecha. Seria a oportunidade da vida dela. Precisava que meu pai tomasse conta da parte administrativa da escola para que ela pudesse se dedicar à parte educacional.

    Isso viria à calhar, porque meu pai estava desempregado há muito tempo, o que gerava muita frustração nele, imagino.

    O que aconteceu foi que meu pai não quis participar da escola. Preferiu seguir procurando emprego convencional e abandonar minha mãe à própria sorte com seus negócios da escola. E ela teve que fechá-la, pois sua sócia engravidou e saiu da sociedade.

    O casal se desentendeu e ambos perderam: minha mãe perdeu a escola e a chance da vida dela. Meu pai continuou desempregado e não ultrapassou seus preconceitos que o impediram de ir trabalhar com a mulher.

    O resultado foi que minha mãe entrou numa depressão muito grande. Ficou muito triste e decepcionada. E levou meses para que ela saísse desse quadro. E quando saiu, nunca mais foi a mesma. Porque a mágoa continuou dentro dela.

    Este clima entre os pais afetou os filhos certamente. Para mim, foi o fantasma no quarto.

    Esta história se passou numa época quando era mais fácil acreditar num encosto do que numa depressão. E é muito melhor acreditar que tem um espírito ruim ao seu lado do que ficar profundamente magoada e decepcionada com o marido que você ama.

    Posts Relacionados

  • O Fantasma Da Ópera ou Os Três Homens de Christine
  • Assim não dá
  • O Passarinho na Chaminé
  • “Papai, cadê você?”
  • Rotina é segurança


  • 1001 Blogs

    Liliana | Blogworld | Tuesday, January 23rd, 2007

    Que chique! Hoje o Chá de Hortelã foi citado no 1001 Blogs do genial Ibrahim Cesar.

    Ele também escreve no Cabala 1001 Gatos de Schrödinger e é Rev. Discordiano.

    Agradeço muito o Ibrahim pela força na nossa campanha!

    Posts Relacionados

  • Chá de Hortelã nos Top 150000 do Technorati
  • Luciano Huck, o Ladrão e Tropa de Elite
  • Thoughts.Com
  • A Lista que você mais esperava!
  • Contraditorium


  • Sexo!

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Monday, January 22nd, 2007

    Alguém pode me dizer como é que anda a tal da Educação Sexual? Não tenho filhos e meu contato com os jovens é praticamente inexistente. Por isso não tenho idéia do que andam falando por aí para eles atualmente.

    Vejo em séries de TV que a vida sexual começa aos 12 anos e que se faz festas do arco-íris (rainbow party). O pessoal transa de pé nas baladas e não usa camisinha.

    Daí leio num blog de uma garota que ensinaram para ela que beijo transmite cáries. E que tem gente que beija 40 pessoas numa noite e que aparentemente isso não é bom.

    Ainda existe o conceito de ser menina “fácil”. Neste contexto todo? Não entendo.

    Alguém pode me explicar o que está havendo? Gostaria de entender. Sou muito curiosa e cabeça aberta.

    Como eu não tenho idéia do que andam falando por aí, talvez eu seja repetitiva. Mas se eu conversar com um jovem sobre sexo, o que eu gostaria de passar para ele seria a noção de que sexo é prazer. E não há culpa envolvida nisso.

    Reprodução é outro assunto. A gente tem que saber como nosso corpo funciona para escolhermos quando e se vamos nos reproduzir. Deveria haver aula de reprodução E aula de sexo.

    Entendendo bem a diferença entre reprodução e sexo não tem erro.

    Daí eu falaria que é bom podermos buscar o prazer. Sozinho ou acompanhado. E quando fazemos uma escolha consciente por alguma coisa, no caso o prazer, geralmente temos o controle de nós mesmos, porque estamos conscientes, e temos a capacidade de fazer o que é melhor para nós. Aqui entra o sexo seguro. E principalmente a auto-estima.

    No fim, tudo é uma questão de auto-estima.

    Se eu gosto de mim, vou procurar coisas boas para mim. Se fazer sexo é gostoso, vou querer fazer sexo de boa qualidade, que seja gostoso para mim, que não me faça mal. Eu vou ter prazer no sexo. Porque é para isso que a gente transa: para ter prazer. Não por outra razão. Não é para ser aceito, nem para segurar namorado, nem para ficar popular, nem para provar seu amor, nada disso.

    E se você está transando, beijando, se pegando e não está sendo gostoso. Pode parar. Está fazendo as coisas pelas razões erradas.

    Infelizmente, conheço adultos que que ainda não aprenderam essa lição.

    Posts Relacionados

  • O Beijo do Edu
  • Sexo Na Cabeça
  • O amor está no ar
  • O Sexo e a Mulher Pelada
  • Masturbação: você não está sozinho.


  • Pensamentos

    Liliana | Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Monday, January 22nd, 2007

    Não se telefona para ninguém em sua residência antes das 10 da manhã ou após as 10 da noite. A não ser que a pessoa em questão diga o contrário ou estipule outro horário. Tenho uma amiga que pediu para que telefonasse apenas após o meio-dia. Em firmas e escritórios, vale o horário comercial, após às 9 da manhã e até às 18 horas.

    Não se visita ninguém sem se telefonar antes perguntando se podemos ir. Isso vale inclusive para os familiares mais próximos. Se não, fica uma promiscuidade e falta de respeito desagradável.

    Não se visita perto do horário das refeições. E se você já estiver na casa e o almoço ou o jantar estiver chegando, vá embora. Não espere o dono da casa te convidar. Se ele quiser sua companhia na refeição vai te convidar depois que se manifestar para ir. É o mais educado.

    Se for fazer uma festa ou reunião, sempre tenha opção de comidas para vegetarianos. Dez por cento da população mundial é vegetariana e muita gente não come carne por questão de saúde, como quem tem colesterol alto. Mandar um vegetariano comer “saladinha” é sacanagem e ignorância.

    Não dê ordens para os empregados dos outros. Fale com os donos da casa e peça o que precisa. Eles é que têm que providenciar.

    Quando sair do carro que te deu carona, feche os vidros e tranque a porta!

    Não abuse da boa vontade dos outros.

    Posts Relacionados

  • O Passeio do Tai
  • Quando o sono se altera…
  • Cansada, eu?
  • Adoro Domingos
  • Liberdade


  • Jabá

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Monday, January 22nd, 2007

    Hoje eu acordei de excelente bom-humor. E a balança confirma mostrando um peso ideal para minha altura.

    Já escrevi aqui que considero obesidade doença psiquiátrica. E hoje li que Gisele Bundchen disse numa entrevista que culpa estruturas familiares fracas pela anorexia. Que não se pode culpar a indústria da moda pela doença.

    Concordo com a Gisele.

    Uma pessoa bem equilibrada tende a pesar um peso normal. Nem para mais, nem para menos. E me desculpem os gordos e os muito magros, mas tem alguma coisa errada com vocês.

    Eu respeito que não queiram fazer nada quanto a isso. Cada um tem o direito de fazer o que bem entender com o próprio corpo. Eu respeito quem quer fumar, quem quer beber, quem quer usar drogas e quem quer ficar gordo.

    Quem não quer ser gordo pode até se tratar comigo.

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Até eu…

    Quando prenderam o Ronaldo Esper por suspeita de furto de 2 vasos no cemitério eu fiquei muito confusa. Imaginei o cara saindo do local com dois vasinhos de violetas e sendo preso. Meio bizarro. Poxa, dois vasinhos? Como assim?

    Depois ouvi na TV que a desculpa era que ele estava deprimido e que tomava medicamentos fortes que o levaram a fazer tal ato(?). Que estranho, pensei. Eu não conheço nenhum medicamento que causa efeito desses na gente. Sei lá.

    Daí, em outro jornal na TV eu vi os dois vasos no banco de trás do fusca.

    Então eu entendi tudinho.

    São vasos de mármore MA-RA-VI-LHO-SOS.

    Tentei achar uma foto dos vasos originais mas não consegui. Por isso, mostrarei um vaso parecido para vocês terem uma idéia. Lindo!

     

     

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Aceito sugestões

    Liliana | Postado Via PDA | Saturday, January 20th, 2007

    Meu Nokia 6255 quebrou. A dobradiça do flip rachou.

    Fora que ele tem aquele defeito horrível de desligar sozinho.

    Vou ter que comprar outro CDMA. Mas não estou apaixonada por nenhum.

    É tão chato comprar coisa sem tesão.

    Posts Relacionados

  • Não Consigo Embebedar
  • Assunto para o Podcha
  • Aceitação
  • As Sete Maravilhas do Mundo
  • Que gatinho…


  • Regra de 3

    Liliana | Postado Via PDA | Saturday, January 20th, 2007

    Garfield está para lasanha, assim como Graça está para estrogonofe.

    Posts Relacionados

  • Bush é um Ferengi
  • Mini-saia e a Mulher
  • Resposta ao Noronha
  • O Moral da Estória
  • Do direito de chatear


  • Viva as diferenças!

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Saturday, January 20th, 2007

    Eu vi um episódio de Seinfeld no qual Elaine saiu de um restaurante porque o dono do lugar era contra o aborto. Jerry então desafiou-a a perguntar para o namorado maravilhoso dela qual a opinião dele. E se ela terminaria o relacionamento se eles divergissem. Ela pergunta. Eles divergem. E ela termina o relacionamento.

    Até que ponto a gente consegue conviver com quem tem opinião diferente da gente? Quais opiniões diferentes são aceitáveis para a convivência e quais não são? Por que eu leio um determinado blog e não leio outro? Até que ponto quero saber o que pensa o escritor do blog com o risco de deixar de lê-lo?

    Será que eu entendo que cada um é diferente e ao mesmo tempo temos partes em comum porque somos todos humanos?

    Eu assumo meus preconceitos?

    Aha! Que palavra feia, preconceito.

    Pelo Michaelis: preconceito
    pre.con.cei.to
    sm (pre+conceito) 1 Conceito ou opinião formados antes de ter os conhecimentos adequados. 2 Opinião ou sentimento desfavorável, concebido antecipadamente ou independente de experiência ou razão. 3 Superstição que obriga a certos atos ou impede que eles se pratiquem. 4 Sociol Atitude emocionalmente condicionada, baseada em crença, opinião ou generalização, determinando simpatia ou antipatia para com indivíduos ou grupos. P. de classe: atitudes discriminatórias incondicionadas contra pessoas de outra classe social. P. racial: manifestação hostil ou desprezo contra indivíduos ou povos de outras raças. P. religioso: intolerância manifesta contra indivíduos ou grupos que seguem outras religiões.

    Eu assumo que deixei de ler um blog porque a blogueira começou a escrever muito sobre determinado assunto. E confesso que ela era minha amiga virtual e deixei de saber notícias dela por causa de apenas uma parte de coisas que ela escrevia.

    Em compensação, continuei a ler o blog de outra que me decepcionou enormemente por sua postura política mas cujo conteúdo restante ainda me agradava.

    Frequento um blog de um sujeito que adora descrever seus churrascos sendo eu vegetariana. E vou em blogs de gente contra o aborto também.

    Assumindo meus preconceitos, não fico a mercê deles. Posso ir atrás da informação para ter uma opinião e daí sim formar um conceito. Com um conceito formado posso julgar se aquilo me serve ou não. E fico com o que me serve. E descarto o que não me serve.

    Cada um é mais que os adjetivos que o definem.

    Posts Relacionados

  • Vote em Mim!!!!”Viva a Liberdade! Viva o Amor! Viva o Non Sense!”
  • O PPF*
  • Ôba! Vamos nos adaptar!
  • Se o mundo fosse acabar, o que eu faria?
  • Bom Feriado


  • Vida Bandida

    Liliana | Filosofando, Postado Via PDA | Friday, January 19th, 2007

    Por falar em poder fazer o que quiser com o próprio corpo, vejam que interessante: a legislação brasileira nos permite fazer o que quisermos com o nosso corpo. Podemos nos matar, nos prostituir, nos mutilar, nada disso é crime.

    Existem países, inclusive estados americanos, onde a tentativa de suicídio é crime. Você não tem o direito de dispor de sua própria vida. Aqui no Brasil, o que é crime é uma pessoa instigar, induzir e/ou auxiliar o suicício de outra. Mas se eu quiser me matar, eu posso.

    Prostituição também não é crime no Brasil. Eu posso me vender o quanto eu quiser. O que é crime é outra pessoa me explorar, explorar a prostituição alheia. Nos Estados Unidos, a prostituição é crime.

    A única coisa que não podemos fazer com nosso corpo é interromper a gravidez quando quisermos.

    Interessante.

    Só os homens podem fazer o que querem com o próprio corpo no Brasil.

    Posts Relacionados

  • Sua Vida Dava Um Livro?
  • Desencane você também.
  • A Vida É Foda
  • Pensando em voz alta
  • Pais


  • Aborto

    Liliana | Filosofando | Friday, January 19th, 2007

    Hoje recebi o telefonema mais estranho.

    Uma moça perguntou se era o consultório da Dra. Liliana e que tipo de médica eu era. Eu respondi. Daí ela falou que tinha chegado em mim pela internet e se eu fazia aborto. Eu falei que não. Então perguntou se eu conhecia alguém que fazia. Eu respondi, não, não conheço. Ela agradeceu e desligou.

    Fiquei cabreira por que de onde ela tirou essa idéia? Esquisito.

    Na minha opinião o aborto deveria ser feito em hospital normalmente como qualquer procedimento médico para quem quisesse fazer. A qualquer momento da gravidez, sem restrições. Ou seja, a mulher deveria poder determinar o que quer, como qualquer pessoa deve ter o direito de escolher o que vai fazer consigo mesma. Simples.

    Cada um que trate de sua própria vida.

    Infelizmente hoje o aborto é ilegal salvo em raras exceções.

    Posts Relacionados

  • Eu Sou A Favor Do Aborto
  • Sobre Descriminalização do Aborto
  • Aborto, O Problema É Mais Embaixo
  • Viva as diferenças!


  • Next Page »

    Powered by WordPress | Theme by Roy Tanck
    Liliana Pellegrini. Todos Os Direitos Reservados.

    Fechar
    Envie por e-mail