
Tudo começou quando eu falei para o marido que eu ia buscá-lo na porteira e era para ele deixar o carro dele lá embaixo. Adivinha o que ele fez? Tentou subir com o carro e atolou.
Eu adorei saber que ele atolou na estrada. Fiquei supercontente. Minha pressão começou a subir e minha cara começou a ficar vermelha de ódio enquanto eu pegava o jipe para descer.
Vide foto acima. Na foto acima também dá para ver que o Seu Zé está afundando as canaletas e pondo a terra que sobra na estrada e tampando os buracos. Por isso que ficou essa terra fofa que encharcou com a chuva do lado direito da pista de quem desce.
Mas eu precisava ir no correio porque o correio não vem de jeito nenhum aqui em casa, né. Já deu para ver porque. E eu estava louca para pegar umas encomendas que eu comprei para fazer um upgrade no laptop. Comprei duas memórias de 512 e um HD de 100 giga. Mas eu fiquei tão brava que ele bloqueou o caminho com o carro atolado e principalmente porque ele não ouviu uma palavra do que eu falei, que não era para subir com o carro e blá blá blá.
Bem, ele tirou o carro e eu desci com o jipe. Mas na hora de subir eu estava tão brava que acabei passando na terra fofa e caindo no buraco que ele fez. E o jipe atolou. (Eu sei, eu devia ter ido pelo cantinho. Agora é fácil falar.)
Imagine. Eu, uma pilota off-road que nunca havia atolado, atolei. E quanto mais brava eu ficava, mais o carro não subia. Não adiantava por tração nas 4, reduzida, nada. A droga do jipe destroçou a estrada. Acabou com a estrada. Não ficou um centímetro de estrada inteira para contar a história. E chovia. E a chuva ia piorando e a estrada ia se desfazendo cada vez mais. E o prejuízo ia aumentando.
Eu fiquei uma arara. Putíssima. Louca da vida. Ensandecida. Desvairada na loucura. Pra lá de Marrakesh.
Lá pelas tantas, o marido, morrendo de medo de mim, sugeriu que eu deixasse o jipe lá e fosse para casa a pé. Subisse os 300 metros restantes na chuva a pé.
Tive que concordar.
E quase nem a pé dava para subir de tão escorregadio que aquela merda estava.
Ficamos presos em casa até o dia seguinte. Só dava para sair se fosse a pé na chuva. Então, não saímos. No dia seguinte o marido foi consertar um pouco o estrago. Tampou uns buracos. Mas o mais importante é que a chuva parou um pouquinho e deu para secar a estrada para o jipe passar na lama mole.
O que a gente tira de tudo isso, crianças? Lições muito valiosas!
1) Maridos são como gatos no comercial do Whiskas Sachê. Só entendem o blá blá blá.
2) Ao dirigir off-road, nunca perca a calma. Nunca.
3) Convite para o Joost todo mundo pode ter. Chegar na minha casa é apenas para escolhidos.
4) Até eu que sou supercool posso ter maus momentos.
5) Quando estou puta da vida é melhor ficar com medo. Muito medo.
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