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Liliana | Blogworld, Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Thursday, May 31st, 2007

Quero agradecer a atenção do Manoel Lemos, que foi muito gentil e fez mudanças no BlogBlogs.

Manoel, acabei de me recadastrar.

Obrigada.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Política não vivemos sem. | Thursday, May 31st, 2007

    Notícia do UOL.

    No Diário Oficial

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    Estava toda contente conversando com um amigo pelo Skype e contando para ele que eu acabava de receber a atualização do Blog de Ocupação da USP o qual mostrava que o pessoal de lá está recebendo apoio de várias partes do mundo. Meu amigo disse: de quase todo mundo. “Como assim?” perguntei eu. Você leu o Cardoso? - interrogou ele. Não, singelamente respondi. Vou lá ver.

    Qual não foi minha surpresa quando li o post intitulado “A Questão da USP”.

    Minha primeira reação foi de soltar um grande PUTAQUEOPARIU! nos comentários dele, mostrando meu embasbacamento. Logo depois, achei melhor e mais educado trazer minha resposta aqui para o meu próprio blog.

    Então vamos lá. Vamos analisar o que nosso querido Cardoso escreveu.

    “Considerando;

    que a grande chiadeira dos alunos é para manter o sigilo do uso de recursos que não são seus;

    Não, caro amigo, a chiadeira deles não é por causa do sigilo dos recursos financeiros. Eles estão bravos porque a Ciência sempre foi distinta da Política. A Ciência deve ser mantida longe de interesses políticos e econômicos. Eles estão bravos porque estão tirando a autonomia das Universidades, que são bastiões de Liberdade de Pensamento e são nelas que tudo se inicia, as novas idéias, as novas tecnologias, as pesquisas. E as pessoas têm que ser livres para poder pensar o que quiserem para a Ciência florescer. Eles estão lutando a favor da liberdade de pensamento de todos os brasileiros em última instância.

    que a invasão reclama de uma proposta de Universidade voltada para o Mercado;

    Exatamente, nem o mercado nem qualquer sistema econômico deve ser determinante ao livre pensar. Não se pode atrelar a oferta e a procura quando se trata de pensamentos e idéias a nível acadêmico. A Educação não é para auferir lucros. É um direito de cada cidadão.

    que um professor de renome mundial foi agredido com cadeiradas ao tentar sair de um prédio;

    Não foi bem isso que li na matéria do Terra:

    http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1634154-EI306,00.html

    “…Os alunos teriam retirado as cadeiras das salas e as empilhado em várias partes do prédio. Elcio Abdala, que é professor titular da faculdade há 20 anos, entrou no prédio para lecionar. Mesmo impedido, ele tentou repor as cadeiras nas salas e disse que foi agredido. Abdala apresenta arranhões e hematomas e registou queixa de agressão no Distrito Policial do Butantan.

    Os alunos alegam que o professor teria quebrado o celular de um deles e agredido outro, de acordo com Vitor Belo, 24 anos, estudante da faculdade. Belo afirmou o professor é conhecido entre os alunos como “general”….” (negrito meu)

    que alunos que querem apenas estudar são ameaçados em sua integridade física;

    Bem, não estou lá. Não concordo com ameaças a integridade física de ninguém. Mas acho que estudante que insiste em furar uma greve decidida em assembléia legítima não tem o mínimo de personalidade política nem cidadania. Se não quisesse estar em greve era só ir votar na assembléia contra a greve e contra a ocupação. Uma vez fazendo parte de um corpo de estudantes você tem os direitos e deveres de pertencer ao grupo.

    que 240 alunos decidiram uma invasão e estão atrapalhando a vida de todos os que querem estudar;

    Como já expliquei, ao entrar para um corpo discente, existem direitos e deveres. Inclusive escolher seus representantes por meio de centros acadêmicos e associações. Ninguém está à margem da sociedade ou do grupo. Depois não pode reclamar que as coisas aconteceram sem a sua anuência.

    que Mao morreu, Lenin morreu, Stalin morreu, Deng morreu, Che morreu, Prestes morreu, Marx morreu e Fidel não se sente muito bem;

    Comparar os estudantes da USP a líderes revolucionários mortos de esquerda não é uma boa comparação. Esses líderes representam épocas que já passaram de situações que não se sustentaram e visavam atitudes políticas e econômicas. Os estudantes, professores e funcionários da USP e de outras Universidades que também aderiram aos protestos contra os decretos do governador José Serra lutam pela autonomia de um Bem Maior, a Liberdade de Pensamento Científico. Tal liberdade é luta justa em qualquer lugar, qualquer tempo e em qualquer regime. Se você, Cardoso não percebe a diferença, querido, não posso fazer mais nada.

    só posso concluir uma coisa:

    Que falta faz o saudoso Coronel Ubiratã Guimarães.

    Aqui você coloca que a solução para a situação atual da ocupação da reitoria é um massacre dos estudantes semelhante ao massacre realizado pelo coronel Ubiratan lá no Carandirú em 1992, quando 111 pessoas foram mortas. Você mostra que além de achar que bandido tem mais é que morrer, todo mundo que não se comporta direitinho do jeitinho que todos esperam que a gente se comporte deve morrer também. E que a gente não pode se fazer ouvir pelos governantes. Os decretos apareceram no começo do ano mas a reitoria só foi ocupada como forma de protesto em maio, indicando que as outras formas de chamar a atenção de quem devia prestar a atenção não havia funcionado.

    Eu espero que as conversações por lá continuem e os decretos não vigorem.

    A Liberdade de Pensamento, qualquer pensamento, é fundamental para o indivíduo e para a sociedade. E só se tem Liberdade Verdadeira com livre acesso à Educação Livre.

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  • O Medo

    O medo é um mecanismo que nosso organismo usa para nos avisar que nossa integridade está em perigo.

    Podemos ter medo por nossa integridade física; medo de morrer, de nos ferir. E medo por nossa integridade psíquica, medo de perdermos nosso Eu.

    Quanto ao medo de morrer, esse é um medo que todos nascemos com ele e obrigatoriamente aprendemos a lidar com ele durante nossas vidas. Uns o ignoram, outros o enfrentam, outros o sublimam. Mas todo mundo tem esse medo dentro de si. E para garantir nossa integridade nascemos também com o tal instinto de sobrevivência. E quando a gente está relativamente bem, saudável, o instinto de sobrevivência funciona bem direitinho.

    Quando a gente sente medo reações neuro-endócrinas acontecem dentro de nós nos preparando para duas possíveis ações: a luta ou a fuga. Vem aquela descarga de adrenalina e você fica com o coração pulando, sua pressão sobe, você fica prontinho ou para sair correndo ou para pular no pescoço de quem ou o quê está te ameaçando. Você fica em estado de alerta vermelho. Se você fosse uma nave de guerra toda a tripulação estaria em seus postos de batalha, a nave estaria com os escudos levantados e as armas prontas e engatilhadas.

    A nave de guerra pode ou não ir à luta. Ela pode fugir ou lutar. Depende do momento e da capacidade de decisão do capitão. A mesma força de motores usada para atacar o adversário é a usada para uma retirada estratégica para se proteger.

    Problema hipotético: eu sinto muito medo. Eu fico em constante estado de alerta. Meu corpo reage como se eu fosse ter minha integridade atacada o tempo todo ou em muitas situações além da conta.

    Aí você tem que fazer uma análise da realidade em sua volta.

    A ameaça é real ou imaginária?

    Se for real, o que eu posso fazer para não me expor numa situação na qual minha integridade possa ficar comprometida? Aqui as respostas vão ao infinito.

    Se for imaginária, posso parar de imaginar que estou em perigo? Preciso de ajuda de profissionais (psicólogos, psiquiatras)?

    Sentir medo constantemente não é natural de qualquer ser. O medo é para ser sentido em ocasiões especiais, quando necessário. E ele deve gerar ações dentro de nós. Ações para que paremos de sentir medo. Desde ações individuais, terapêuticas, ideológicas, até ações coletivas, sociais e políticas. Luta ou fuga.

    O que não é saudável é viver em alerta vermelho. Literalmente o stress corroi.

    O nosso corpo dá todas as dicas dos caminhos que devemos seguir. Basta ouvi-lo.

    Para Além do Medo

    Quero colocar aqui uma terceira opção que acontece na natureza quando um ser sente medo, muito medo e se vê sem poder escolher entre luta ou fuga.

    Esta situação foi maravilhosamente retratada no filme The Deer Hunter e foi a cena de filme que mais me impressionou na vida.

    Os caçadores estão perseguindo um veadinho pequeno e o seguem até um galpão. Eles o cercam com seus rifles de caça poderosos e o veadinho fica lá parado no meio deles, sem ter o que fazer. Não podia lutar ou fugir.

    Então, o veadinho urina.

    Este é o colapso do organismo quando não há opção nenhuma. Ele relaxa sua musculatura, solta seus esfíncteres. Esta é a situação mais indefesa e trágica que algum ser pode estar. Dali, só a morte. É o fim.

    Assim, enquanto a gente puder lutar ou se retirar estrategicamente, ou mudar qualquer que seja a situação para pararmos de sentir medo, vamos nos mexer. Não aceitem o medo em suas vidas tão simplesmente. Coloque-o no lugar em que ele deve ficar.

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    Liliana | Blogworld | Tuesday, May 29th, 2007

    Caros amigos,

    Eu copiei e colei o código no box “code” do WordPress e não aparece nada. Tentei de várias formas. Não dá certo. Não sei como fazer.

    Aceito sugestões.

    Obrigada.

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    Mencionei em outro post sobre o frio, que eu imaginava como seria a vida sexual dos esquimós. Como sou muito curiosa, fui atrás do assunto e trago para vocês o que descobri.

    Achei interessante que os estudos estão muito defasados, são muito antigos. Por isso nem me dei ao trabalho de me aprofundar mais neles.

    Mas achei um relato muito interessante que conta da morte de um garoto de 12 anos numa brincadeira sexual de auto-asfixia. A prática de auto-asfixia erótica parece que é muito comum entre os Inuits (ou esquimós) e as crianças brincam com isso desde de pequenas.

    Interessante, não é?

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  • Um Vídeo Engraçadinho Sobre SFX

    Achei uma pérola de uma gracinha de um vídeo no YouTube sobre o lugar em que moro, São Francisco Xavier.

    Queria colocar aquela janelinha aqui mas não sei como fazer, se alguém puder me ensinar, agradeço. Então, coloco apenas o link para o vídeo.

    O material é muito caprichado, bem editado e a trilha é bem simpática.

    Eu acho que este vídeo captou exatamente o que SFX tem de melhor. Pegou bem o espírito do lugar. E não falta nem o cachorro, porque aqui tem que ter cachorro no meio…

    Querem conhecer onde eu moro? Clique aqui.

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  • PodCha Número 3

    Liliana | PodCha | Monday, May 28th, 2007

    Com vocês, o PodCha 3.

    Aqui, a versão em MP3 (13,4M).

    E aqui em ZIP (12,2M).

    Espero que gostem. E aguardo as próximas pautas.

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  • Bom Texto

    Liliana | Admirável Mundo Velho, Blogworld, Política não vivemos sem. | Monday, May 28th, 2007

    Gostei deste texto do Alexandre Maron. Por coincidência falávamos disso no café da manhã.

    Meu marido salientava como os “ricos” se organizam com facilidade e pensam em grupo. E como o resto da população tende a pensar individualmente e não perceber que o vizinho tem um problema semelhante.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Filosofando | Sunday, May 27th, 2007

    Acabamos de ver o documentário do Al Gore que ganhou o Oscar. É legalzinho de ver para quem não está familiarizado com o aquecimento global. Eu recomendo. É muito bem feito. O único problema é que no final você quer votar no cara para presidente. Acredito que os americanos devam ter ficado muito impressionados com o documentário.

    Daí, falando sobre o aquecimento global, um assunto puxa o outro…  Meu marido me pergunta se eu soube de alguma coisa a respeito da camada de ozônio.

    Eu vi em algum lugar que ela estava se recuperando. Mas para ter certeza da minha informação, dei uma googlada.

    Antes do aquecimento global, o grande problema ambiental eram os buracos na camada de ozônio. Os filmes de ficção-científica pintavam um futuro com as pessoas cobertas por panos, trancadas em abrigos, usandos flitros especiais para se protegerem dos raios maléficos do sol. Isso foi lá pela metade da década de 80.

    O mundo em geral, ou seja, nós, pisamos tão feio e tão rápido na bola que tivemos que assinar correndo o Protocolo  de Montreal para acabar com as emissões de gases que destruíam a camada de ozônio. E, num lance de profundo bom-senso, os principais países poluentes assinaram e as emissões diminuíram drasticamente.

    Foi com prazer que li hoje que se nada nos atrapalhar, nem o aquecimento global nem um desastre natural tipo um vulcão, nossa camada de ozônio estará recuperada em 2050.

    Isso me deixou muito animada.

    Eu tenho uma visão muito realista da humanidade e isso às vezes parece um pouco de pessimismo. Mas a recuperação da camada de ozônio me animou.

    Talvez, preste bem atenção, eu disse, talvez a gente ainda tenha jeito.

    (Não. Pensando melhor, não dá mais tempo.)

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    Está muito frio neste domingo. Neste momento estou de pijamas envolta em edredons e mantas com um gorrinho de lã ridículo na cabeça. Estou sentada no sofá com a televisão ligada. Lá fora, não há sol. Só um céu nublado com uma garoa gelada. Eu tenho um cachorro de cada lado dormindo profundamente. Estávamos tentando economizar lenha, mas não deu: meu marido está acendendo a lareira antes da uma hora da tarde. Estou tomando outra xícara de café com leite para me esquentar por dentro.

    Nada como o frio para fazer você pensar na vida sexual dos esquimós.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Política não vivemos sem. | Saturday, May 26th, 2007

    Vou contar um fato que aconteceu uma noite de 1985 quando eu estava de plantão como quintanista de medicina no Pronto Socorro da Santa Casa de São Paulo, um dos serviços mais importantes de emergência do Brasil, com mais de 200 anos de história.

    Lembro muito bem o que aconteceu pois foi um fato inédito até então na história da instituição.

    Eu já estava interessada em fazer Neurocirurgia, o que acabei me especializando depois, e era amiga de toda a equipe de residentes de Neurocirurgia da época. E neste plantão em especial, meu amigo R1 de Neurocirurgia, Roberto, estava se queixando que não havia medicamentos no hospital. Eu via o Roberto fazendo escambo com outros hospitais para arrumar anestésicos para cirurgias. Ele trocava antibióticos da Santa Casa por frascos de anestesia, se não me engano do Hospital Heliópolis. Eram preciosos minutos e horas ao telefone negociando medicamentos para que o nosso Pronto Socorro continuasse funcionando.

    E ao perguntar como aquilo podia estar acontecendo, fiquei sabendo que não havia dinheiro para a compra de suprimentos. Nem o INAMPS repassava a verba destinada à Santa Casa, nem a própria Santa Casa enfiava a mão no bolso para repor os materiais.

    Mas ninguém fazia nada? - perguntava eu. Ninguém podia fazer nada. Ninguém podia se queixar. Ninguém podia reclamar em público ou seria demitido. Simplesmente era assim. Todos tinham que se esforçar ao máximo e lidar com o que tinham para continuar o trabalho de salvar vidas.

    Como eu era apenas estudante e não tinha vínculo empregatício com a Santa Casa, pelo contrário, eu estava pagando para estar lá, telefonei para meu marido e contei a situação absurda e lamentável do Pronto Socorro para ele e pedi que avisasse a imprensa. Pois aquilo devia ser de conhecimento geral para que no mínimo, não viessem mais pacientes para um lugar que não tinha como tratá-los.

    A gota d’água que me fez telefonar e denunciar o que estava acontecendo foi que o Roberto da Neuro não conseguiu mais arrumar anestésico e ia operar um paciente, fazer uma drenagem no cérebro do sujeito, com anestesia local, senão o cara morria.

    Meu marido arrumou o telefone do plantão da Globo lá perto da Santa Casa, na Rua das Palmeiras, e falou com um repórter. O repórter achou a história muito grave e disse que precisava entrevistar alguém de dentro da Santa Casa para por a matéria no ar.

    Eu falei com o Roberto sobre isso e ele falou com o chefe da cadeira de Neurocirurgia, Dr. Rui, que depois veio a ser meu chefe. E o Dr. Rui bancou a história e autorizou seu residente a divulgar os problemas. (Agora vou puxar a sardinha para o meu lado, nós neurocirurgiões somos realmente os fodões.)

    E assim a equipe da Rede Globo foi para a Santa Casa e o Roberto foi entrevistado.

    O chefe do Pronto Socorro foi correndo para lá, já era de noite, e teve que falar a verdade. E num ato inédito na história da instituição, ele fechou as portas do Pronto Socorro da Santa Casa pela primeira vez em duzentos anos.

    A comoção que se seguiu foi indescritível. O silêncio que caiu naqueles corredores foi sepulcral. Eu garanto que ali, todos preferiam estar trabalhando no ritmo frenético do que estar parados. Mas sabíamos que finalmente teríamos nossas necessidades atendidas. As necessidades para tratarmos nossos pacientes com o mínimo de recursos.

    Logo no dia seguinte começaram a chegar caminhões de medicamentos e suprimentos.

    Cada chegada de um caminhão era festejada pelos funcionários e pelos estudantes.

    O Pronto Socorro voltou a abrir logo em seguida. Não lembro se em dois ou três dias.

    Eu saí da Santa Casa em fevereiro de 1991 e neste período não me lembro de ter havido nunca mais problemas com suprimentos.

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    Liliana | Minha vida num sítio | Friday, May 25th, 2007

    primeiraflor.jpg

    Hoje é um dia especial aqui no sítio.

    Nossa paineira principal, a que fica bem em frente da casa, deu sua primeira flor.

    Isso marca a passagem dela para a adolescência.

    Daqui para frente nossas vidas serão mais floridas.

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    Liliana | Blogworld, Filosofando | Friday, May 25th, 2007

    Como bem lembrou o Nemo Nox, hoje, dia 25 de Maio é o Dia da Toalha. Dia que homenageia Douglas Adams o criador do Guia Do Mochileiro Das Galáxias e outras coisas superlegais.

    O Douglas, que já morreu, difundiu uma idéia genial a qual eu concordo inteiramente e este blog  difunde aos quatro ventos:

    NÃO ENTRE EM PÂNICO! 

    A vida já é muito complicada do jeito que ela é. Eu tenho a seguinte filosofia: se você sabe onde está sua toalha, já está mais do que bom.

    A minha está no banheiro.

    E não entre em pânico, sob nenhuma circunstância.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Política não vivemos sem. | Thursday, May 24th, 2007

    Quando eu era mais jovem, bem mais jovem, às vezes eu via algo que eu achava que não estava certo e queria mostrar para os meus pais. E logicamente meus pais não me levavam em consideração porque eu era jovem. Na maioria das vezes eu estava certa. E estava apontando coisas que eu achava importantes mas eles não ligavam. Não me ouviam.

    Aquilo de não ser levada em consideração me causava uma frustração muito grande. Enorme. Fazia um mal danado. E o pior é que as situações continuavam inalteradas pois como ninguém se inteirava do que eu estava dizendo, nada era feito para mudá-las.

    Então eu gritava.

    E me espantava: será que ninguém está vendo o mesmo do que eu?

    Mas meus pais vinham com a mesma lenga-lenga: se você gritar, você perde a razão.

    Como meus pais era ignorantes!

    Já adulta pude entender: quando a gente tem razão, nada nos faz perder a razão. Ela existe. E às vezes, a gente tem que gritar para que nos ouçam.

    Infelizmente, tem gente muito tacanha que faz que não ouve mesmo quando gritam as verdades no ouvido delas.

    Quando a gente tem uma mensagem importante para passar para os outros, a gente deve procurar a melhor forma de transmitir esta mensagem. A forma que as outras pessoas melhor entendam. Uns nascem com facilidade de expor suas idéias. Outros, não. Outras idéias são mais difíceis de serem passadas e ninguém quer ouvir. Daí, as pessoas têm que gritar.

    Não acho legal você já chegar gritando num lugar. Você começa falando baixinho.

    Só se grita em ocasiões muito extremas. E mesmo gritadas, as verdades não deixam de ser verdades.

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