Pipoca de Microondas

Liliana | Admirável Mundo Velho, Filosofando, Tecnologia para viver | Friday, November 30th, 2007

Na época da ditadura militar, os jornais publicavam receitas no lugar de notícias.

É exatamente assim que eu me sinto.

Pipoca de Microondas:

Pegue um saco de pipocas para microondas.

Coloque o saco de pipocas dentro do microondas e feche a porta.

Aperte o botão escrito “pipoca” no microondas ou então coloque 3 minutos na intensidade 10.

Aperte o Ligar.

Espere a pipoca estourar.

Retire o saco do microondas.

Cuidado. O conteúdo está quente.

Coloque sal a gosto.

Desfrute.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Blogworld, Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Wednesday, November 28th, 2007

    “Não sou machista, só acho que a mulher tem o seu lugar, em geral perto dos pimpolhos. Juro que não é machismo, mas faço questão que ele sustente a nossa casa.

    Não é que ele bata em mim sempre, mas quando eu reclamo que ele chega bêbado tarde em casa ele não aguenta. “Ele me dá cama, comida e máquina de lavar pra eu, uma vagabunda, encher o saco?”, aí, ele não aguenta e senta a porrada.

    Só sei que depois de uns socos eu estou mais macia e até choro de amor por ele. Alguns dias, se ele não estiver bêbado demais, até rola algo mais profundo, entende?
    Sério, ele me ama, mas homem não nasceu para ser monogâmico. Sim, isso só se aplica a ele porquê é ele quem passa o dia inteiro na rua batalhando para pagar o meu conforto.

    Suspeito que tempos atrás era mais fácil sustentar uma casa, mas desde que as empresas passaram a empregar mulheres para fazer serviço de homem os salários se deterioraram. Veja só, hoje há até mulheres jogando futebol.

    Não, isso não é trabalho de mulher. Nós devemos sempre ficar em casa, cuidando da cria e não podemos reclamar que às vezes ele dá suas escapadas.

    Veja bem, há três tipos de mulher: para ter filhos, para dançar e aquelas que controlam os maridos.

    Case com o primeiro tipo, gaste com o segundo e evite o terceiro.”

    Interessante.

    Colocado assim não parece mais piada, não é?

    Para entender tudo visite o PdH.

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    Sabe aquela estória do rei Salomão e as duas mães com uma criança só?

    O Salomão chamou as duas mães que queriam a mesma criança e falou: me dê uma espada que eu vou é partir esta criança no meio e dividir uma parte para cada mãe. Assim cada uma delas fica feliz.

    O Rei nem quis saber o que a criança queria, visto que se tratava de um bebê, pelo menos foi o conto que me contaram.

    Mas uma das mães impediu que o rei matasse a criança e disse: entregue para a outra. Eu prefiro ficar sem do que ver meu filho morrer.

    Daí, o Salomão que não era bobo mandou dar a criança para esta mãe que abriu mão de seu direito dizendo que esta era a mãe verdadeira, porque esta amava a criança mais que a outra a ponto de abrir mão pelo bem do bebê.

    E tenho dito.

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    Liliana | Blogworld | Monday, November 26th, 2007

    Hahahahaha

    Definitivamente, ele não lê meu blog.

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    Liliana | Bichos Incríveis, Filmes, TV e Séries, Minha vida num sítio | Monday, November 26th, 2007

    Hoje de manhã havia um lindo gavião de peito branco empoleirado numa árvore aqui perto vigiando o pasto em busca de caça. Como essas aves de rapina são bonitas. Majestosas. Eu adoro “meus” gaviões.

    O dia está tão lindo que finalmente resolvi encomendar os caminhões de bica corrida, uma mistura de pó de pedregulhos com pedrinhas, para dar o acabamento final na estrada. As águas foram desviadas do jeito certo e agora a cobertura da bica corrida vai durar e ficar como se estivesse tudo asfaltado. Vai ficar bem legal. Mas até agora os caminhões não chegaram e Seu Zé vai embora às 5.

    A Andréia não precisou fazer almoço. Alguém resolveu fazer o tal peito de peru gigante no forno a lenha. Divertindo-se cortando madeira com o machado, acendendo o fogo, temperando o peru, mantendo a chama acesa. Eu só estou esperando o resultado.

    E ficamos sem internet por um bom tempo. Caiu o provedor lá em São José. Assisti Dexter.

    É, a vida vai tranquilamente.

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    Lendo o post do Inagaki, não pude deixar de lembrar da minha infância (coisa que tenho feito ultimamente muito mais do que gostaria.)

    Eu cresci com empregadas. Elas e seus radinhos de pilhas. Meu cantor preferido era Amado Batista e minha música preferida era Amor Perfeito.

    Mal sabia eu que anos depois eu vivi uma situação semelhante à música.

    Eu havia sido operada e a cirurgia complicou no pós-operatório imediato. E lá fui eu levada às pressas para a UTI, quase morrendo e tendo que me despedir de meu amor enquanto a maca era deslizada pelas portas com as famigeradas vidraças.

    Foi naquele instante que eu tive certeza que não existia deus ou algo parecido.

    AMOR PERFEITO

    Amor perfeito existia entre nós dois, sem esperar que
    depois fosse tudo se acabar
    Mas neste mundo em que o perfeito não tem vida, não
    merecemos querida viver juntos e amar
    Nosso senhor para sempre te levou nem ao menos me
    deixou o fruto do nosso amor
    Aquele filho seria a nossa alegria, eu senti naquele
    dia ser um pai, ser um senhor
    No hospital, na sala de cirurgia, pela vidraça eu via
    você sofrendo a sorrir
    E seu sorriso aos poucos se desfazendo, então eu te
    vi
    morrendo sem poder me despedir

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    Acabei de ver o documentário “How William Shatner Changed The World”, do Discovery. Ele conta como Star Trek infuenciou nossa cultura.

    Não vou me estender descrevendo o documentário. Nem como os gênios mostrados neles inventaram coisas e teorias baseadas nas idéias apresentadas na televisão.

    Mas eu me lembrei de quando era adolescente. Como estes caras, eu ficava imaginando como as coisas funcionavam. Lembro perfeitamente de como eu ia a pé para o Instituto Atlas fazer ginástica, na Brigadeiro Luiz Antônio, em São Paulo, e ia bolando o funcionamento do motor de dobra. Naquela época eu levava a sério meu sonho de ser astronauta e estudar no MIT ou no ITA, apesar de não aceitarem mulheres no ITA. Eu estudava “exatas” no colégio “mais forte” que existia  então.

    [Eu havia decidido ser astronauta desde criança, por causa do Michael Collins, da Apollo 11 (e de todo o projeto Apollo) de quem li a biografia e me inspirava. Minhas brincadeiras eram montar naves espaciais nos sofás de casa e desenhar botões em folhas de papel e arrumar os painéis em cima das almofadas. Eu não brincava exatamente de casinha. Eu cresci durante minha mais tenra infância querendo ser capitão de uma nave espacial. Minha família tinha certeza que eu não batia bem, porque eu ia crescendo e continuava a dizer que eu queria ser astronauta quando crescesse. Você falar isso com 6 anos é uma coisa. Mas com 16 é outra.]

    Uma vez, estava andando ao lado do Ginásio do Ibirapuera e tive a sensação que havia descoberto como o motor funcionava. Como a Enterprise viajava em velocidade de Dobra. Infelizmente não tinha nada comigo que pudesse registrar o que estava na minha cabeça, e mesmo que tivesse lápis e papel, não saberia como descrever o que estava brilhando no meu cérebro.

    Por alguns minutos eu soube a resposta e fiquei toda satisfeita.

    Um belo dia, comecei a usar óculos para miopia. E naquela época, astronautas não podiam usar óculos. Foi quando meu sonho acabou e eu desisti de ser astronauta. Ser apenas cientista espacial sem viajar pelo espaço não me bastava. E eu abandonei o mundo das exatas e parti corajosamente para desafios novos, para onde Liliana nenhuma havia ido antes.

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    Liliana | Tem de tudo nessa Internet maravilhosa | Saturday, November 24th, 2007

    Led Zeppelin - Stairway To Heaven (um clássico)

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    Bob Marley - Redemption Song (clássico do reggae)

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  • Balanço

    Liliana | Filosofando | Saturday, November 24th, 2007

    Geralmente os sonhos que a gente tem quando criança dizem muito sobre nós. Eu posso falar tranquilamente que não mudei uma vírgula do que era quando sonhava ser astronauta, Miss Universo ou capitão de uma nave estelar. A forma que eu brincava de bonecas e ursinhos, minhas aspirações para o futuro, tudo se manteve no decorrer da minha vida. A única diferença é que foram se adaptando aos tempos modernos, se modernizaram.

    Nos anos sessenta, a moda eram apartamentos decorados com carpetes fofos brancos e móveis futurísticos espaciais de plástico e acrílico. Eu sonhava que seria uma mulher poderosa, independente, sozinha, morando num belo apartamento grande, todo branco, com dois cachorros da raça Afghan Round (muito esteticamente bonitos, sem dúvida) e eu teria um namorado que me visitaria, mas não moraria comigo.

    Eu nunca sonhei com casamento, família, ter filhos, rotina de mulher casada, ir na casa dos pais, sogros, programas de classe média, essas coisas. Sempre me vi no meu canto, desde pequena.

    Felizmente consegui seguir meus desejos internos independente do que a maioria da sociedade impunha para mim.

    Até hoje tive uma vida bem diferente dos outros.

    Embora tenha me casado cedo, com 21 anos, e tendo permanecido casada por quase 24 anos, eu pude viver exatamente como eu queria. Boa parte desse tempo eu vivi sozinha no meu canto com meus bichos, tocando minha vida e recebendo meu marido que me visitava. Eu pude crescer e me desenvolver como eu queria.

    Eu nunca havia comentado aqui que eu moro sozinha faz tempo.  Que eu me viro desde criança. Que eu me sustento desde jovem. Não dependo de ninguém.

    E a gente tem que ser assim: auto-suficiente.

    Obviamente que ter alguém que ame a gente facilita tudo e muito.

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  • Explicação

    Liliana | Comentando Comentários | Friday, November 23rd, 2007

    No post do Geek Quiz eu dei a impressão que o Cardoso havia feito o tal quiz. Ele não fez o teste. E nem sei se vai fazer. Sei lá o que se passa na cabeça daquele cara.

    Mas vou contar o causo explicando porque fiz a afirmação de que fui mais nerd que ele.

    Nós dois temos MacBooks brancos.

    Eu peguei meu MacBook, que se chama LiMacLil e comecei a simular um intercurso sexual dele com o MacBook do Cardoso, o CCBook. Coloquei os nossos Macbooks para transar. E queria fazer um ensaio fotográfico sensual dos dois em posições comprometedoras.

    Ele não achou graça nenhuma e disse que eu era muito nerd para ele.

    Acho que ele  ficou com medo que o meu MacBook riscasse o MacBook dele.

    E foi assim, senhoras e senhores, que euzinha consegui ser mais nerd que o senhor Carlos Cardoso.

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  • Meme: Um Ano em Uma Ilha Deserta

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Blogworld | Friday, November 23rd, 2007

    O queridíssimo Neto Cury, amigo de longa data, me convidou para um meme gigantesco inventado pela Patrícia Muller.

    É assim:

    Você vai passar exatamente um ano em uma ilha deserta, onde existe uma certa infra-estrutura, mas ela é limitada. Além de você não haverá mais ninguém na ilha, mas você terá acesso a alguns privilégios limitados. Com isso em mente, seguem as perguntas:

     

    1. Na ilha você terá água à vontade e frutas nativas. Se souber pescar, com sorte vai poder comer um peixe de vez em quando. Fora isso, você terá que escolher apenas um tipo de comida salgada e um tipo de comida doce para comer todos os dias, o ano inteiro (podem ser cruas ou cozidas). Quais você escolhe?

    De comida salgada a primeira coisa que me vem à mente é um X-Tudo! Adoro pão, hambúrguer, ovo, queijo, salada, maionese, bacon, daqueles do New’s, uma lanchonete que fica perto da minha casa quando eu era crinaça. A casa não existe mais mas a lanchonete continua e o sanduíche é imbatível. Para combinar, o milk-shake de chocolate deles, que de tão grosso dá para comer de colher seria minha opção de doce.

    2. Além da água (e, também com sorte, água de coco se você estiver disposto(a) a subir no coqueiro) não há nenhuma outra bebida na ilha, mas você pode também escolher um único tipo de bebida, fria ou quente, alcoólica ou não, para ter à sua disposição ao longo do ano. Qual você escolhe?

    Essa é fácil: Coca Zero. Nem precisei pensar.

    3. Para manter a tradição, você pode também levar um único livro. Que livro você leva?

    Um romance bem GROSSO, E QUE EU NÃO TENHA LIDO ANTES. Pode ser qualquer um. Adoro novidades e detesto reler coisas de novo. Reviver histórias do passado comigo nanina.

    4. Igualmente, você poderá levar um único filme para assistir. Que filme você leva?

    Ultimamente, o único filme que eu não canso de assistir, e eu detesto ver coisas repetidas como já expliquei na pergunta acima, é O Guia Do Mochileiro Das Galáxias. Cada vez que vejo este filme acho coisas novas. E tem a música dos golfinhos que eu  adoro.

    5. Você terá um notebook à sua disposição, mas com um único programa instalado. Mas você não pode usar um programa de comunicação (como email ou mensagens instantâneas). Qual programa teria mais utilidade para você e por que?

    Um editor de textos. Eu ia ficar escrevendo coisas para mim mesma.

    6. Você poderá acessar a internet, mas este acesso é limitado a um único site, o ano todo. (Se você escolher o Google, por exemplo, não poderá navegar para os links dos resultados da sua busca, que estão fora do Google). Também não pode ser seu webmail, Meebo e afins ou sites de notícias (o que elimina os portais). Fora isso, não há restrição nenhuma ao tipo de site, inclusive os que permitem comunicação de outros tipos. A qual site você quer ter acesso por um ano e por que?

    YouTube. Ficaria vendo filmes e mais filmes. Shows e músicas. Posso ficar horas nele.

    7. Você também poderá ouvir música. Mas, claro, você terá que ouvir a mesma música o ano todo, pois só pode escolher uma. Qual você leva? E se fosse um CD?

    Uma música para ouvir o ano todo deve ser algo para me deixar pra cima. Olhando rapidamente nos meus CDs, levaria o do Ney Matogrosso, Sangue Latino. Gosto dele.

    8. Você poderá escolher um dia do ano para fazer uma única ligação para uma única pessoa, com quem poderá falar por 10 minutos. Para quem você vai ligar, quando e por que?

    Eu ligaria no dia 8 de outubro, meu aniversário, para a Moema, minha amiga, para saber como estão meus cachorros.

    9. Você poderá escolher um programa de TV para assistir ao longo deste ano na ilha - limitado à freqüência de uma vez por semana. Você só não poderá assistir nenhum tipo de noticiário, fora isso não há restrições. Que programa você quer assistir?

    Acho que Dexter. Estou com saudades daquele maluquinho.

    10. Quando for seu aniversário, você terá direito a receber uma carta de um(a) amigo(a) ou familiar que tenha uma novidade para contar (sobre si próprio ou não). De quem você gostaria de receber a carta e com qual notícia?

    Da gerente do banco dizendo que estou rica.

    11. Como não queremos que você transforme uma bola de vôlei no seu melhor amigo imaginário e a única pessoa na ilha será você, você terá direito a levar um animal de estimação para lhe fazer companhia (veja como estou facilitando sua vida!). Que tipo de animal você escolhe e por que? É um animal que você já tenha?

    Eu já tenho os 3 cachorros mais maravilhosos do mundo: a Graça, o Tai e o Gigio. Levaria os três porque eles se completam. Mas se tivesse que escolher um apenas…  Acho que levaria o Gigio, que é o mais companheiro e o menos neurótico.

    12. Do que você acha que sentirá mais falta? (Contato com as pessoas? Tecnologia? Não saber o que está acontecendo no mundo? Etc…)

    Com certeza o contato com as pessoas.

    13. Por outro lado, o que você acha que será positivo, proveitoso ou benéfico na experiência? Ou divertido?

    Eu já sou uma pessoa muito na minha, isolada, moro em cima do morro, vejo pouca gente. Moro sozinha há tempos… Estou acostumada a ficar só com meus pensamentos, ter minha rotina. Viver num santuário. Acho que esta experiência não seria muito diferente do que já estou acostumada.

    14. Por fim, você tem direito a levar 3 outros ítens à sua escolha que:
    a) não entrem em contradição com nenhuma das perguntas anteriores
    b) não seja algo que você vá usar para sair da ilha, como um barco, por exemplo.
    O que você vai levar e por que?

    Eu só consigo imaginar na minha suíte e um monte de cigarros com fogo para acendê-los. Adoro apetrechos de banheiro, cremes, shampoos, minha cama, minhas roupas, meu closet com os sapatos. Iria me divertir o ano todo.

    E agora, tenho que convidar 5 pessoas para responder o meme. Lá vai: Lele, Tina, Nosph, Veridiana e Éryka.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Friday, November 23rd, 2007

    Liberdade é um estado da mente que se conquista.

    Quando a gente é criança enfiam um monte de bobagens na nossa cabeça que tolhem nossa liberdade, tanto de pensamento quanto de ação. Privilegiados são aqueles que tiveram uma educação voltada para o desenvolvimento da personalidade. Pena que a maioria de nós não é assim.

    Por isso, no decorrer da vida, passamos a maior parte do tempo numa luta interna  entre “o de dentro” e “o de fora” de nós. O que somos de verdade e o que nos transformaram.

    Muita gente nunca chega a se ver realmente como é de fato. Vive apenas o que foi colocado para ele. Estes nem experimentam a liberdade de pensamento. E muito menos exercem alguns de seus pensamentos.

    Eu acredito que a maioria das pessoas fica num regime de liberdade condicional, na qual permitem-se algumas coisas mas não se permitem outras, nem pensam a respeito. Nem pensam! E as vidas correm no mais ou menos. E são mais ou menos felizes, mais ou menos realizadas, mais ou menos satisfeitas.

    Quando você atinge a liberdade real de pensamento, sua vida deixa de ser mais ou menos se você quiser.

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  • Estou habilitada!

    Agora ninguém me segura!

    Finalmente peguei minha carteira de habilitação ontem. Isso significa que posso pegar meu jipinho e sair livre, leve e solta pelo mundão afora.

    A sensação de não poder ir aonde se quer é terrível. Eu bem que poderia pegar o jipe e sair dirigindo por aí, mas se um comando me parasse, iam apreender meu carro, ia dar uma merda danada. Assim, durante o tempo que fiquei desabilitada, me restringi a dirigir só por aqui. Fiquei presa em SFX.

    Mas… Agora… Posso dirigir em qualquer lugar do mundo de novo! Estou livre!

    Ninguém me segura!

    Não está bom? Adeus!

    Está chovendo muito? Tchau!!!!

    Não tem o que fazer aqui? Bye-bye!

    Nada se compara a sensação de ter o jipe com o tanque cheio.

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    Embora eu tenha conseguido ser mais nerd que o Cardoso num dado momento do tempo-espaço quando ele estava desatento, eu sou só 47% Geek.


    47% Geek
    47%

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