Verão
Um lindo dia 31 de dezembro. Uma flauta toca suavemente. Uma brisa entra pelas janelas e portas escancaradas da casa. O café está pronto. A cozinha está arrumada.
Definitivamente a vida é boa.
Um lindo dia 31 de dezembro. Uma flauta toca suavemente. Uma brisa entra pelas janelas e portas escancaradas da casa. O café está pronto. A cozinha está arrumada.
Definitivamente a vida é boa.
É batata.
Chega esta época e todo mundo fala sobre resoluções de Ano Novo.
Alguns falam de seus planos, outros falam que se recusam a fazer resoluções. Tem de tudo.
Como eu sou uma pessoa comum, não posso deixar de discorrer sobre o tema.
“Ano Novo, Vida Nova.”No meu caso não poderia ser mais verdadeiro. 2008 será o ano que estarei divorciada pela primeira vez na vida. Sem dúvida é uma vida nova. E terei que arcar com as consequências dessa minha escolha. Ponha vida nova nisso.
Como sou uma pessoa deveras pragmática, minha resolução de Ano Novo restringe-se apenas a: fazer mais e pensar menos.
Já reparei que quando eu fico pensando muito num assunto eu elaboro tanto o negócio que em pouco tempo fico cansada da coisa. E a vontade da coisa passa.
Assim, em vez de viajar na maionese, vou agir.
E não vou ficar me cobrando. Ficar se cobrando fazer coisas está na categoria “ficar pensando”. E esta categoria quero suprimir. Quero fazer e pronto.
Observei que quanto mais eu ia fazendo as coisas que eu queria e que iam surgindo na minha cabeça, mais rica e divertida e produtiva minha vida se tornava.
E o oposto, quanto mais eu elocubrava, mais chateada, cansada e cheia de impedimentos eu estava.
Como cientista que sou, não posso ignorar a prova empírica dos fatos.
Minha vida é minha aventura.
E vai ser muito mais legal em 2008. Tenho certeza.
(Vou pegar da Nike o lema deles emprestado: Just Do It!)
É foda.
Além de tudo ela era mulher.
Uma mulher que chegou a ser Primeira-Ministra do Paquistão. Isso não é bolinho.
São poucas as mulheres que chegam a cargos como este no mundo ainda.
Poucas.
Todas elas merecem algum crédito.
E não foi em um país de primeiro mundo. Foi no Paquistão. Mais crédito.
É foda.
Só posso dizer isso.
(Continuando a respeitar a Primeira Diretriz)
Marilyn Monroe canta “I Wanna Be Loved By You”: (dança por Fred e Ginger)
e “Anyone Can See I Love You”.
Não coloco as outras mais famosas porque todo mundo já cansou de ouvir.
Tem países que eu não me animo em conhecer.
A China é um deles.
Eu não tenho a mínima vontade de ir para a China.
Veja esta Manchete: Tigres siberianos raros são encontrados mortos
Dá um desânimo.
Ontem eu vi as árvores de Natal mais lindas da minha vida.
Pena que não podia tirar fotos para mostrar para vocês.
Dezenas de vagalumes na mata iluminavam as árvores piscando e voando.
Eles aparecem mais no verão.
Não é milagre.
É biologia.
Mas foi lindo, lindo!
Fiz o teste que a Veridiana indicou: Você aproveita sua vida?
Relax
Você é bastante tranqüila com os rumos que a sua vida toma, mas às vezes esse comportamento extrapola os limites do bom senso. Não dá para deixar as coisas seguirem seu rumo por conta própria, senão pode não aproveitar as boas oportunidades e se arrependerá mais tarde.
Quando alguém entrava na casa de meus avós para a ceia na véspera de Natal ninguém dizia que eram ateus.
E era essa mesma a intenção deles.
Durante o resto do ano, não se falava em religião, deus, ou Jesus. Poderíamos discutir Platão, Sócrates, outros filósofos e políticos. Mas santos e deuses, não.
Uma vez por ano minha avó recebia amigos e parentes com a casa toda arrumada para o Natal. Organizava a ceia, montava presépio, árvore, até tinha uma mini-procissão da criança mais nova que levava o menino Jesus para o presépio à meia-noite. Cantávamos músicas natalinas, havia jogral, troca de presentes e um entra e sai de gente que tinha que marcar presença na casa deles ano após ano.
Era um acontecimento social o Natal.
Aquela época eram tempos de vaca gorda. Muita fartura.
Conforme o tempo foi passando, as vacas foram ficando magras e meus avôs foram ficando mais velhos e as pessoas foram rareando no Natal até que pararam de ir. Sem fartura, sem pessoas.
Analisando agora, mais velha, entendo o porquê de atitude tão paradoxal: ateus comemorando o Natal em tão grande estilo.
“Quando em Roma, faça como os romanos.”
Era uma época política que não se podia chamar a atenção para si. Combinada com o desejo de interação social de minha avó.
Por algum tempo chamei-os de hipócritas. Hoje eu entendo.
Não concordo com o que faziam, mas entendo.
Minha avó me passou uma lição errada de que eu tinha que fingir ser uma coisa para ser aceita na sociedade, enquanto em casa, éramos outra. O amadurecimento me permitiu descartar as lições erradas de meus ascendentes e ser eu mesma.
Essa era a vida de uma família atéia na ditadura militar.
Pais surdos querem poder escolher embriões de filhos surdos para que essas crianças cresçam melhores adaptadas na família em vez de escolher embriões de crianças sem qualquer deficiência.
Leia o parágrafo acima repetidas vezes até se convencer que estupidez humana não tem limites.
Fonte aqui.
Eu juro que não sei o que acontece que um dia eu consigo subir na escada e trocar a lâmpada e no outro dia eu não consigo.
Eu estou com 3 lâmpadas queimadas em casa. O pé direito é altíssimo, daqueles que parece viveiro de passarinho. Porque os passarinhos entram aqui em casa e não querem ir embora. Ficam voando pelas madeiras do teto, se divertem, pousam nas vigas.
E lá, penduradas por fios em soquetes vagabundos estão as lâmpadas.
Sei lá. Tem dias que eu acordo toda equilibrada e subo no penúltimo degrau da escada de madeira e fico sem me segurar em nada e consigo colocar as duas mãos na lâmpada e troco. Sozinha.
Tem dias que eu peço para a Andreia segurar minhas pernas, como se isso fosse adiantar alguma coisa. Mais por apoio moral. Ou somente por apoio moral. Na verdade esse é o real apoio moral. Ela põe as mãos na minha perna e eu fico toda ereta na escada como por mágica e troco qualquer lâmpada.
Uma vez eu li num artigo que você só sabe andar de salto alto se trocasse lâmpadas de salto alto. Mas o desenho era um mocinha num banquinho baixinho. Aquilo eu faço.
Acho que o problema é a escada. Não sou eu.
A escada que é pequena.
Baixinha.
O corpo fica completamente solto no ar.
Quem é que fica de pé naquele último degrau de escada de madeira, estreitinho, sem segurar em nada, olhando para cima, com o corpo esticado e os braços sobre a cabeça e que não é de circo?
É. O problema é da escada. Não meu.
Além do mais, eu não quero ficar com o corpo solto no ar.
Não quero voar.
Eu quero ser abraçada bem forte, isso sim.
Para todos os fãs de Seinfeld, como eu…
Feliz Festivus!
Gente, eu sei que o negócio não é moleza.
Eu tenho literalmente 3 bezerros que consomem vários litros de leitinho por semana: a Graça, o Tai e o Giginho.
E vocês sabem … mulher sozinha… (ihhh, começou a choradeira!)
Mas não é nada disso.
Eu vi no Blog do Cobra uma Loja Virtual bárbara do Mercado Livre e quero muito implementar aqui e no São Francisco News (minha nova Revista eletrônica de São Francisco Xavier). E o pessoal superesperto que fez o tal script, lá do Blog Nerdown, disse que era só fazer um post elogiando que eles me mandavam tudinho para mim.
Nem precisavam pedir.
A loja que eles montaram ficou muito legal. Ela já escolhe os anúncios, tem um visual muito agradável e fácil de navegar garantindo a maximização de ganhos.
Eu quero!
Você sempre quis saber o que tinha a ver aquela perna com meia arrastão no blog da Nospheratt?
Pois hoje eu vou mostrar para todo mundo a verdade!
Não é Deusa coisa nenhuma!
É uma diabinha, sim senhor!
Nospheratt, a Deusa do Blosque e do Deusario, que de santa não tem nada!
PS- este é um post de Boas Festas para minha querida Editora.
Tem um filme da série Star Trek, que não lembro o nome, no qual o pessoal ia lá para o meio da galáxia atrás de deus. Se não me engano era o irmão do Spock que liderava uma seita religiosa e vai todo entusiasmado procurar onde deus morava.
No filme todo o Capitão Kirk se mostra cético quanto a existência de deus. Fica com o pé atrás mesmo. Duvidando de tudo.
Quando eles chegam lá na putaqueopariu onde deus devia estar, eles encontram uma entidade que dizia ser deus. E todos ficam maravilhados. E se preparam para receber a entidade na nave e levá-la de volta para onde sei lá ela quisesse ir.
Até que…
…Kirk fala a frase que define para mim deus e como as pessoas religiosas o encaram: “Why does god need a starship?” Ou seja, “por que deus precisa de uma nave espacial?”
No final, não era deus coisa nenhuma. A entidade era uma criatura poderosa, mas não o deus que todos buscavam. E apenas Kirk teve fé suficiente e inteligência para saber o que esperar de deus.
Eu não vou ganhar o Concurso do Becher, O Pendrive do Senhor porque eu escrevi que o pendrive estava enfiado no cu de Jesus e as pessoas não gostaram disso.
Eu não acredito em Jesus como os cristãos acreditam.
Mas SE acreditasse, o MEU Jesus seria um sujeito muito especial, divino feito homem a ponto de amaldiçoar uma oliveira e pedir para seu Pai afastar o cálice. E teria senso de humor como toda pessoa inteligente, que ele seria. Pois não teria sido burro de forma alguma, para aguentar o trabalho que lhe foi posto nos ombros.
E aposto, que o MEU Jesus teria achado muita graça no que eu escrevi. Pois ia ver que era uma coisa do bem, de bom humor, uma brincadeira que a gente faz só com quem a gente gosta.
Enfim, precisou uma atéia para esperar mais de Jesus que os próprios cristãos.
Agradeço a todos que votaram em mim! Obrigada, gente!
E um obrigada especial ao Bender, que me tirou completamente a graça de participar do concurso.
(Atualizado)
A Nospheratt está fazendo um desafio de 21 dias para os blogueiros cumprirem. E hoje ela sugere, na verdade a sugestão foi do GraveHeart, que a gente faça um About ou Sobre o autor no blog.
Eu, na minha infinita ignorância, achei que todo mundo já sabia da minha vida de trás para frente e de cor e salteado, porque escrevo este blog há anos a fio.
Mas fui reparando que tinha gente que não sabia se eu era casada ou solteira, que tinha gente que não sabia como eu me parecia, e gente que nem sabia que eu era mulher!
Então, caros leitores, apesar de colocar um monte de resultados de teste e memes que aos poucos vão mostrando minha personalidade, vou fazer um breve apanhado About Liliana.
Eu não sou criança. Nasci em 1962. Assim, tenho 45 anos. Faço aniversário dia 8 de outubro, sou Libra com ascendente em Gêmeos, apesar de não acreditar em nada disso. No horóscopo chinês sou Tigre, meu animal favorito.
Nasci em São Paulo, Capital, no Ibirapuera e depois me mudei para Higienópolis depois de casar. Isso, para quem mora em SP significa bastante, porque Higienópolis é um estilo de vida. Mudei para lá também porque ficava perto da Santa Casa de SP, minha querida faculdade de Medicina onde me formei e fiz a residência de Neurocirurgia.
Há dez anos me enchi de São Paulo e vim para São Francisco Xavier, uma cidadezinha minúscula aos pés da Serra da Mantiqueira onde eventualmente larguei a medicina e estou me dedicando às minhas duas paixões: a psicanálise e os blogs.
Moro num sítio com meus 3 cachorros, Graça, Tai e Gigio, alguns sapos, pererecas e tico-ticos. Alguns bichos são bem-vindos, outro, não.
Meu estado civil é divorciada, depois de 23 anos de casamento. O que me faz de um lado muito experiente e de outro uma novata, pois a última vez que fui solteira eu era adolescente (enquanto eu estava na Faculdade de Medicina não conta, porque eu era estudante de medicina).
Sou CDF. Não digo nerd ou geek porque sou da época que se falava cu-de-ferro.
Adoro Star Trek mas não sei episódios e nomes de cor. Posso ser considerada trekker desde criança, antes de vocês nascerem. E o que melhor me define é uma Vulcana assimilada por Borgs que se desprendeu da Coletividade no ano de 2002. Acreditem em mim, é exatamente isso. Antes de 2002, eu vivia em Júpiter.
Sou atéia e vivo no Século 24 por opção. O século 24 de Star Trek, claro.
E sigo a Primeira Diretriz, de não interferência nas outras culturas. Ou seja, não me chateie que eu não te chateio.
Como mulher, eu sou uma eterna descontente com minha aparência e meu peso. Queria ser mais alta, embora tenha 1,71, e queria ser mais magra uns 5 quilos. Faço regime o tempo todo mas como o que tenho vontade, sendo isso um paradoxo. Estou fumante por tempo indeterminado e ainda não comecei a fazer exercícios. Um dia voltarei a correr como eu corria…. Um dia.
Eu sou uma pessoa tranquila. Reservada em essência mas que gosta dos amigos e faz tudo por eles.
Tenho uma personalidade muito forte. Embora pessoas tenham me dito que eu pareça zen demais.
Faço terapia desde que me entendo por gente e minha terapeuta quando quer me definir diz só isso: “é neurocirurgiã”.
Essa sou eu: