Vocês Queriam Poemas?

Liliana | Admirável Mundo Velho, Comentando Comentários | Wednesday, February 27th, 2008

A pedidos, para fechar o assunto de poemas.

Shakespeare.

 

Soneto 96 ~

De almas sinceras a união sincera
Nada há que impeça. Amor não é amor
Se quando encontra obstáculos se altera
Ou se vacila ao mínimo temor.

Amor é um marco eterno, dominante,
Que encara a tempestade com bravura;
È astro que norteia a vela errante
Cujo valor se ignora, lá na altura.

Amor não teme o tempo, muito embora
Seu alfanje não poupe a mocidade;
Amor não se transforma de hora em hora,

Antes se afirma, para a eternidade.
Se isto é falso, e que é falso alguém provou,
Eu não sou poeta, e ninguém nunca amou.

( Peguei daqui.)

I rest my case. 

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  • Um Poema

    Liliana | Admirável Mundo Velho, Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, February 27th, 2008

    Eu nunca havia publicado um poema neste blog. Nunca.

    Não sei porque.

    Postei músicas, vídeos. Mas poema, não.

    Acho que até agora não tinha me lembrado de nenhum que realmente tivesse vontade de publicar.

    Até agora.

     

    Poema em linha reta

    Fernando Pessoa
    (Álvaro de Campos)

    [538]

    Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
    Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.


    E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
    Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
    Indesculpavelmente sujo,
    Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
    Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
    Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
    Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
    Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
    Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
    Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
    Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
    Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
    Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
    Para fora da possibilidade do soco;
    Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
    Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
    Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
    Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
    Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida…
    Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
    Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
    Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
    Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
    Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
    Ó príncipes, meus irmãos,
    Arre, estou farto de semideuses!
    Onde é que há gente no mundo?
    Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?


    Poderão as mulheres não os terem amado,
    Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
    E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
    Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
    Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
    Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

    Tirei daqui

     

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  • Meus Cachorros

    Liliana | Bichos Incríveis, Blogworld | Wednesday, February 27th, 2008

    Quem vem me visitar não conhece apenas minha casa, fica conhecendo também os meus companheiros que moram comigo: meus cachorros.

    Eles são tão importantes quanto qualquer pessoa que pudesse estar morando aqui, pois têm personalidades e presenças tão ou mais fortes e complexas que muita gente que já conheci durante minha vida.

    Para que eles pudessem desabrochar em seres tão completos, acredito que houve de minha parte uma abertura e uma aceitação tal que não podei suas manifestações individuais. Muito menos forcei comportamentos meus, deixando-os livres para se manifestarem como seres dotados de inteligência, sentimentos, pensamentos organizados, memórias e experiências próprias.

    Assim, as pessoas que chegam aqui em casa, encontram uma casa cheia com quatro seres distintos. Não apenas com uma mulher. E sim, com três caninos e um humano, todos espaçosos e igualmente inter-relacionáveis.

    Meus cachorros são adultos. Passando os dez anos de idade. Isso significa que cada um, como eu, têm sua rotina própria. Eles são independentes de mim tanto quanto possível alguém que nos ama é independente. Nos relacionamos durante o dia porém, cada um tem sua vida. Eles sentem falta de mim quando não estou tanto quanto sinto falta deles. No entanto, nas ausências, nós fazemos o que costumamos fazer quando não na presença do outro.

    Dizem que o cachorro é a cara do dono. Eu fico orgulhosa de meus cachorros e se eles espelham minha personalidade, fico mais orgulhosa ainda pois vejo cães tranquilos, afáveis, fiéis, amigáveis, de personalidades marcantes e únicas, bem distintas.

    Cada pessoa que vem aqui prefere um deles. Talvez se identifique com um em especial.

    Tem quem prefira a Graça, a pastora preta. A que toma conta, a sempre alerta, um pouco tensa e ansiosa às vezes, mas que ronca como gente quando dorme profundamente ao nosso lado ouvindo nossas conversas. 

    Existem os fãs do Tai, o chow-chow que se comporta como um pequeno leão, majestoso, imponente, aloof,  parado na porta sempre em guarda, sempre alerta e ao mesmo tempo, tão pequeno e medroso como um gato.

    E há os adoradores de Gigio, o malaco adorável vagabundo, que até rendeu menção da Nospheratt em seu blog. O cachorro que pede e dá carinho como ninguém. Uma lição de vida ambulante: relaxe, não entre em pânico! Ele sabe a Resposta para a Questão do Universo, da Vida e Tudo O Mais. 

    Fico feliz que minha participação na vida desses cachorros tenha sido o suficiente para que eles tenham podido se desenvolver como indivíduos plenos e felizes. E que eles, por eles, tenham feito amizades com as pessoas que vêm aqui.

    Ter animais conosco é uma escolha.

    Eu escolhi conviver com eles, não subjugá-los. 

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  • O Fantasma Da Ópera ou Os Três Homens de Christine

    Liliana | Admirável Mundo Velho, Filmes, TV e Séries | Saturday, February 23rd, 2008

    Finalmente vi o filme do musical O Fantasma Da Ópera na versão do Joel Schumaker e não posso deixar de escrever sobre o assunto que me chamou a atenção: a estória do desenvolvimento do amor da heroína Christine até ela se tornar uma mulher adulta e ficar com seu noivo Raoul.

    Temos três homens na vida de Christine: seu pai, o Fantasma e Raoul. No filme fica claro que ela ama os três. Mas só pode ficar com um.

    Assim, a figura paterna já aparece morta e enterrada, apenas na lembrança dela e como um túmulo no cemitério para o qual ela foge de vez em quando. Estando então inatingível.

    O Fantasma é o personagem principal da trama. É o homem mais sedutor, mais misterioso, mais perigoso, o mais belo e o mais feio,  de voz sublime, o mais inteligente e o mais bestial. Ele é o amor dos sentidos, o amor na forma mais carnal, animal, humana, instintiva, sexual, o menos elaborado. Ele é bruto. Ele desperta nela tanto o desejo, como na bela cena da ópera Don Juan, como ódio, na cena final do filme. Ele é a paixão, o tesão, as emoções violentas do amor.

    E por fim, temos Raoul, o moço bom, o provedor, o sensato, o príncipe no cavalo branco que oferece um amor tranquilo, companheiro, calmo, seguro, sublime, elevado, nobre.

    Em toda a estória vemos Christine pendendo ora para o Fantasma, ora para Raoul.

    Eu pelo menos, torcia para o Fantasma até ele se mostrar cruel demais. Então a face louca do Fantasma apareceu  e passamos a torcer pelo Raoul, o amor maduro, que vence no final como deve ser numa Jornada Mítica da Heroína.

    A cena no fim, na qual Raoul coloca a caixa de música no túmulo de Christine, indicando que ela nunca esqueceu o amor dela pelo Fantasma e isso transpareceu em seu casamento, pelo menos foi o que eu entendi, e o fato do Fantasma ter colocado uma rosa com o anel também no túmulo, mostra que nunca houve uma completude no par de Christine. Nem Raoul conseguiu ser o amante com a paixão do Fantasma, nem o Fantasma conseguiu ser o homem que domou seus próprios demônios e se transformou em algo mais humano e por conseguinte, digno de ter uma companhia.

    Pensando bem, acho que nenhum deles foi feliz para sempre. 

    O “correto” aconteceu, a mocinha ficou com o mocinho. 

    O que eu gostaria que acontecesse era que o Fantasma fosse humanizado pelo amor de Christine e aí sim, viveriam felizes para sempre. Mas para isso acontecer, o Fantasma não podia tê-la derrubado no chão quando ela tirou sua máscara. 

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    Liliana | Blogworld | Thursday, February 21st, 2008

    Eu posso dizer que sou uma mulher privilegiada. Passei os últimos dias na companhia de duas deusas do Deusario aqui comigo em casa: Lucia Freitas e Nospheratt.

    Foi uma experiência maravilhosa, mágica, inesquecível.

    São mulheres únicas, poderosas, muito queridas e amigas de verdade.

    Não é qualquer coisa um eclipse da Lua com três deusas juntas ao mesmo tempo em São Francisco Xavier. 

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  • O Limbo Do Nome

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Thursday, February 21st, 2008

    Quando eu casei eu era muito nova, tinha aquela visão romântica de mudar de nome, ter o nome do marido. E além do mais eu era muito infeliz sendo da minha família, então, nada melhor que começar vida nova com outro nome em outra família.

    Nunca imaginei na época que chegaria o dia que o que eu mais queria era voltar a ser a Liliana com meu nome de solteira.

    Quando assinei o divórcio, logo no mesmo dia já pude usar minha assinatura nova, de solteira. Mas, tive que usar ao mesmo tempo a velha assinatura que me acompanhou durante 23 anos. 

    No entanto, enquanto não acontece a averbação do divórcio no Registro Civil, não posso mudar meus documentos e ainda tenho todos eles com nome de casada, inclusive contas nos bancos e tudo mais. Assim, algumas coisas assino com a nova assinatura e outras, com a velha.

    Hoje, essa situação chegou ao cúmulo.

    Precisava mandar um requerimento ao Registro de Imóveis para averbar justamente o divórcio. Com firma reconhecida, é claro. E fui reconhecer minha nova firma no cartório aqui da cidade.

    “Documentos” eles pediram.  Mostrei meus documento de casada.

    “Eles não valem mais.”

    “Mas eu ainda não tenho o papel da averbação em mãos.” E mostrei o cartório em que já aconteceu a  averbação, ou seja, eu já sou oficialmente divorciada e com nome de solteira. 

    “Então você não tem documentos.” 

    Enfim, acabei de saber que sou uma mulher com alguns lenços na gaveta mas sem documentos. 

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  • Bolacha Cream Cracker

    Liliana | Admirável Mundo Velho | Sunday, February 17th, 2008

    Local: Centro de Diagnósticos do Hospital Albert Einstein

    Personagens: Paciente indo fazer tomografia a busca de metástases e Enfermeira acompanhando.

    Enfermeira: Eu tive o mesmo que você. Mas estou curada.

    Paciente: O meu voltou.

    Enfermeira: E volta? Disseram que eu estava curada.

    Paciente: Para mim também, mas voltou. Isso não cura. 

    Enfermeira: Mas você não fez radiação?

    Paciente: Fiz. Duas vezes.

    Enfermeira: Agora fiquei triste.

    Paciente: É. Não dá para ser alegre com isso.

    Enfermeira: Você sabe… Depois da radiação, eu nunca mais consegui comer bolacha cream cracker.

    Paciente: Nem eu. 

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  • Foi Esse Aqui

    Como eu disse no post anterior que ia colocar aqui:

    Foi esse mocinho que disse que blog não era órgão de imprensa.

     

    Tá bom.

    O que vocês acham?

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz. | Friday, February 15th, 2008

    Vejam o que recebi no meu mail: a letra da música, Fix You do Coldplay.

     When you try your best, but you don’t succeed

    (Quando você tenta fazer o seu melhor, mas não consegue)
    When you get what you want but not what you need
    (Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa)
    When you feel so tired, but you can’t sleep
    (Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir)
    Stuck in reverse
    (Preso na regressão)
    When the tears come streaming down your face
    (Quando as lágrimas começam a rolar pelo seu rosto)
    When you lose something you can’t replace
    (Quando você perde algo que não pode substituir)
    When you love someone, but it goes to waste
    (Quando você ama alguém, mas acaba desgastando)
    Could it be worse?
    (Pode ser pior?)

    Lights will guide you home
    (Luzes vão guiar você pra casa)
    And ignite your bones
    (E vão queimar os seus ossos)
    And I will try to fix you
    (E eu vou tentar consertar você)

    High up above or down below
    (Bem no alto ou bem no fundo)
    When you too in love to let it go
    (Quando você estiver tão apaixonada para deixá-lo ir)
    If you never try, you’ll never know
    (Se você nunca tentar, nunca vai saber)
    Just what you’re worth
    (O quanto você vale)

    Lights will guide you home
    (Luzes vão guiar você pra casa)
    And ignite your bones
    (E vão queimar os seus ossos)
    And I will try to fix you
    (E eu vou tentar consertar você)

    Tears stream down your face
    (Lágrimas rolam pela sua face)
    When you lose something you cannot replace
    (Quando você perde algo que não pode substituir)
    Tears stream down your face
    (Lágrimas rolam pela sua face)
    And I…
    (E eu…)

    Tears stream down your face
    (Lágrimas rolam pela sua face)
    I promise you I will learn from the mistakes
    (Eu prometo a você eu vou aprender com meus erros)
    Tears stream down your face
    (Lágrimas rolam pela sua face)
    And I…
    (E eu…)

    Lights will guide you home
    (Luzes vão guiar você pra casa)
    And ignite your bones
    (E vão queimar seus ossos)
    And I will try to fix you
    (E eu vou tentar consertar você)

    Coldplay - Fix You - (Consertar você)É linda.

    Foi bem sincrônica.

    Não conhecia a música e fui no YouTube ver.

    Aqui está ela:

    Não sei quem me mandou pois usou pseudônimo.

    Obrigada.

    Longe de mim querer “to fix anyone”. E ser “fixada”. 

    E também não me sai da cabeça que o verbo “to fix” em inglês também é usado para indicar castração de animais.

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  • Mais Uma No Campus Party. Assim Fica Difícil.

    Liliana | Admirável Mundo Velho, Blogworld | Friday, February 15th, 2008

    Mais uma no CampusParty: vejam no Blog do Manoel Netto: CENSURA! Campuseiros estão proibidos de acessar o Google!

     Sem comentários.

    UPDATE: Identificado o culpado: Organização é isenta de culpa. Veja tudo aqui no Tecnocracia

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  • Minha Quinta-Feira No Campus Party

    O dia prometia ser agradável. Mas, começou mal.

    Meu carro demorou 20 minutos para aparecer da garagem do hotel.  Deu tempo de olhar no relógio do celular, fumar um cigarro e conferir o tempo de espera no relógio do carro. Enquanto isso, fiquei torrando ao sol na porta do Travel Inn Ibirapuera. Não seria tão desagradável se não tivesse acontecido a outra situação com meu carro na quarta-feira. Parecia brincadeira.

    Já irritada, me dirigi à Bienal e ao cparty.

    Na seção de cadastramento, fiquei esperando os funcionários incompetentes cadastrarem um dos blogueiros mais famosos do Brasil sem sucesso. Uma desorganização e uma política de empurra-empurra que nem a Lucia Freitas falando pelo celular com a mocinha da recepção adiantou. 

    Lá pelas tantas vi que havia um homem fumando perto da entrada junto aos seguranças e fui para lá fumar também para não me irritar mais. Pois os seguranças vieram falar comigo que eu não podia fumar alí. Mas o outro cara estava fumando alí agora mesmo! Então eu falei que sairia pela porta logo na minha frente ao lado deles e fumaria ao lado deles e pedi licença. Eles grosseiramente disseram que não. Que era para eu descer no andar de baixo para eu sair. Eu falei que eu não estava saindo do prédio. Que eu estava apenas ficando na porta, que estava vazia. Eles mandaram que eu saísse do prédio. Eu disse que eu não ia sair do prédio. Eles se juntaram, 3 seguranças enormes e encostaram bem perto de mim e disseram que iam me retirar do prédio e do evento. Eu voltei a falar com ênfase que ninguém ia me tirar dalí. E que eu achava aquilo tudo um absurdo. Como ninguém veio em meu socorro diante de um abuso descabido desses, eu joguei meu cigarro para fora da porta e subi finalmente para o andar de cima sem esperar o credenciamento de ninguém. Agora me arrependo de não ter fotografado os tais seguranças para fazer uma queixa formal.

    Chateada, subi para o local que me foi indicado como permitido para fumar: o banheiro feminino.

    E não deu outra: vieram reclamar que eu estava fumando lá.

    Minha paciência se esgotou. Então quis saber onde era permitido fumar. Pois haviam me dito que teria local para fumantes, pois eu não me disporia a ficar trancada 7 dias sem poder fumar. Se não pudesse, nem teria ido. Nospheratt e eu saímos perguntando seriamente onde se pode fumar aqui. Ninguém sabia. “Mas tem que ter um lugar.” A Lucia Freitas milagrosamente conseguiu falar com um dos chefes da organização que destacou um espaço especialmente para os fumantes no andar de cima. Eu declaro que este espaço só saiu por pressão da Nospheratt, minha e da Lúcia. ( E dizem que um pessoa não faz diferença. Faz sim.)

    Resolvido o problema do fumódromo, pude me dedicar a ver a feira em si.

    Ontem conheci o Nick Ellis do Digital Drops, um amor de pessoa, e junto com ele, o Ian e o Cardoso, fomos passear no andar de baixo. A única coisa que valeu a pena por lá é o capuccino do stand da Microsoft, que é de graça e é gostoso. O resto, nada que  se destaque. Um calor infernal que parecia que o ar condicionado não estava ligado a ponto de eu passar mal e ter que sentar e beber água. Deu para ver uns notebooks ridículos e feios e as únicas coisas que eu levaria para casa se pudesse seriam as inúmeras televisões de LCD nas paredes. 

    O ponto alto de ontem foi o debate entre “jornalistas”e “blogueiros”.

    Essa é uma palavra que eu não aguento mais ouvir: jornalista.

    Fala-se muito de jornalista e pouco de blogueiro neste evento.

    Querem tanto que a “Velha Midia” esteja morta mas dão tanta importância para ela que desse jeito vai ser difícil segurá-la no caixão.

    Volto a dizer aqui, como já disse várias vezes nesse blog que os blogueiros têm um sério problema de auto-estima. Nós não somos “jornalistas” apenas. Somos mais que isso. Nossos blogs, por mais que sejam de nicho, são essencialmente blogs. E blogs são livres. Como bem falou Manoel Netto: ”eu sou o editor, o repórter, o jornalista, o comentarista, o fotógrafo, o designer, eu sou tudo do meu blog.”

    Como expliquei para a Ceila, nós blogueiros somos “personalidades” que se mostram nos blogs. Eu sou Chá de Hortelã. Existe a Nospheratt, o Contraditorium, o Tecnocracia, a LadyBug, o Digital Drops, somos ideologias próprias, um acumulado de funções diversas nos nossos veículos, linhas editorias de cada um. Enfim, é a nossa cara que damos a tapa.

    E, por isso, somos aceitos ou não. Refletindo nisso em credibilidade.

    E credibilidade é a palavra que mais jogam na nossa cara. 

    Se temos credibilidade? Claro que temos!

    Dezenas ou centenas de milhares de leitores dizem que temos. E também a qualidade de nossos leitores dizem que temos credibilidade. 

    Eu não consegui assistir o debate até o fim. Confesso que estou velha e ontem estava particularmente irritada para ouvir certas bobagens. Eu tenho minha opinião e não vou mudar. Aqueles jornalistas têm a opinião deles e não vão mudar. Então deixa para lá.  Não estavam me acrescentando nada.

    Passeie mais um pouco, tirei várias fotos que vocês podem ver no meu Flickr, conheci finalmente o Enio, conversei com o Caloã e o dia acabou num restaurante na Alameda Santos de comida árabe com um pessoal.

    E para encerrar os descalabros da organização do cparty, na saída, a porta que dá para o estacionamento, e pela qual saímos todas as vezes, estava fechada e todas as pessoas precisavam sair pela porta de trás do prédio, precisando dar a volta por todo o edifício da Bienal. Eu perguntei para os segurancas a simples pergunta: “quem teve essa brilhante idéia de fechar a porta que dá para o estacionamento?”

    O zum-zum-zum começou.

    Eu repeti a pergunta até que um segurança mais corajoso veio falar comigo. Ele disse que foi um dos organizadores. Daí eu perguntei por que haviam fechado a porta? E disse que queria entrevistar a pessoa responsável por tal decisão que atrapalhava todos os visitantes. Queria saber a razão, pois obviamente deveria ter uma excelente razão para tal determinação de fechar a porta que dava para o estacionamento. O segurança disse que eu não podia falar com ninguém. Daí eu saquei minha câmera e pedi para ele repetir isso para a câmera que eu filmaria dalí para frente.

    O homem fugiu de mim.

    Logo em seguida apareceu um organizador que não soube explicar porque haviam fechado a porta que dava para o estacionamento. Mas me ofereceu escolta de segurança para mim e meus amigos até o meu carro pois realmente era muito perigoso nós andarmos com nossos laptops durante altas horas da noite por aquelas bandas do parque. E que ele não tinha como abrir a porta do estacionamento para mim pois a mesma estava lacrada!

    Hoje pretendo voltar ao cparty. Espero que meu humor esteja melhor, porque com certeza a organização de lá continua a  mesma. 

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    É incrível, mas senti a necessidade urgente de escrever o óbvio para quem não sabe.

    Desde que o mundo é mundo os homens se queixam que as mulheres são chatas. Que querem discutir a relação. Que se queixam demais. Que reclamam. Enfim, que falam, falam e falam.

    Elas fazem isso por uma necessidade intrínseca do gênero. Fazem isso quando se encontram com outras mulheres que é o normal de uma conversa feminina. Pois os temas de uma conversa feminina também incluem essas tópicos que os homens abominam mas que para as mulheres são absolutamente fascinantes e necessários.

    Porém, em certas ocasiões, as mulheres começam a falar e falar e falar com seus homens.

    E eles detestam isso em 99% das vezes. 

    É aqui que entra este artigo.

    Pois não se aflija mais, meu amigo!

    Liliana está aqui para lhe dar a solução de seu problema.

    A técnica é supersimples: quando sua mulher ficar falando e falando e falando, você a abraça forte e lhe dá um longo beijo.

    Pronto.

    Esse simples movimento vai calar a boca da sua mulher. Vai fazer ela se sentir querida e amada, ou seja, tudo que ela está querendo no momento: sua atenção. 

    Essa simples técnica vai lhe poupar muita dor de cabeça.

    Eu garanto. 

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    Por causa desta história aqui.

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    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Blogworld | Wednesday, February 13th, 2008

    No filme Ferris Bueller’s Day Off (Curtindo A Vida Adoidado) os personagens entregam o lindo  carro vermelho no estacionamento no centro da cidade e assim que viram as costas os funcionários do lugar saem para dar uma voltinha no conversível.

    Não estou dizendo que foi isso que aconteceu com meu jipinho. Mas vamos raciocinar comigo.

    Eu peço pelo carro no front desk do hotel às 16 horas e vou para a porta esperar o carro.

    Depois de meia hora e algumas reclamações, um funcionário do hotel me confidencia que não estão achando o carro nem a chave.

    Quarenta e três minutos depois de esperar aparece meu carro de vidros abertos e quando me sento, o banco do motorista está numa posição bem diferente da que eu uso. 

    Além disso tudo ser altamente suspeito, meu carro tem similaridades com o carro do filme do Ferris: ele é vermelho e irresistível.

    Obviamente eu fiz uma queixa formal ao gerente do hotel e tirei fotos do carro dizendo que, se alguma coisa estranha acontecer com meu jipe depois desse instante eu processarei o estacionamento e o hotel até não poder mais.

    Sabiamente, os motoristas não quiseram mais manobrar meu carro e chamaram um outro cara que não ouviu minhas ameaças para guardar o jipe de novo enquanto eu voltei ao quarto para escrever tudo isso aqui.

    Existem muitos Land Rovers por aí. Mas o que dá o charme do meu é a lama. Legítima!

     

    Pessoal do Campus Party, eu tentei ir até aí hoje. Mas minha paciência acabou com essa história. Assim, vou conhecer o Caloã amanhã. 

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