O Livro Da Maitê - Uma Vida Inventada
Fui convidada pela Ediouro para escrever uma resenha do novo livro da Maitê Proença - Uma Vida Inventada em troca de receber dois exemplares: um para mim, claro, e outro para dar para algum leitor aqui do blog.
A tal resenha era para ter saído na semana de lançamento do livro, semana passada. Porém, morar na roça tem suas desvantagens como puderam constatar na última peripécia de minha cara metade. Eu só recebi os livros bem depois do lançamento.
Então, relaxei e resolvi fazer o que sempre faço: fui ver direitinho do que se tratava o tal livro da Maitê e escrever para vocês minha opinião mais sincera possível. Pois afinal, meu compromisso é com meus leitores. Ganhando livro de graça ou não.
Primeiro, Maitê Proença para mim era só um rosto bonito que eu sabia que participava de um programa de mulheres na GNT. Minha amiga Angélica vivia falando para mim: você viu o Saia Justa? E eu: eu não, pra quê? Já tenho minhas opiniões, pra que quero ouvir opiniões de outras mulheres? E parecia que eu era a única mulher do mundo que não assistia Saia Justa e não sabia nada de Maitê Proença. Nunca tinha lido nada dela antes também. Nunca me interessei. Confesso que nem novelas com ela eu vi. Não sou de ver novelas.
O máximo de Maitê que eu falava é que minha ex-cunhada é a cara dela. E só.
Acho que quis ler o livro dela por causa de uma dessas coisas do destino que me fizeram vê-la como mulher. Nada a ver com a atriz, com a figura pública. Apenas uma coincidência e para mim ela era uma mulher real perdida na minha memória numa história do meu passado.
E foi exatamente isso que encontrei em seu livro: uma mulher fantástica. Com uma vida incrível. Que MULHER! Que tesão de mulher.
Para mim fica difícil dizer o que é inventado ou não no livro. Prefiro acreditar que tudo é verdade. Ela tem estofo para aguentar tudo que escreveu e sair do outro lado linda e maravilhosa. Isso que a faz uma puta mulher.
Eu recomendo que as mulheres leiam este livro para não terem vidas bundas.
E recomendo para os homens lerem este livro para verem como é que é uma mulher de verdade.
Adorei o livro. Adorei Maitê. Gostaria de tê-la como amiga e bater longos papos com ela. Deve ser bem divertido.
Querida Maitê, se algum dia ler isso aqui, fique sabendo que está convidada para vir ficar uns dias aqui em casa jogando conversa fora. Você é das minhas. (E como escreve bem!) [dou o maior apoio - Cara Metade]
Bem, queridos, um dos livros não vou dar de jeito nenhum. Vai ficar comigo. O outro, vou mandar para o primeiro que fizer um resumo básico do primeiro livro dela aqui nos comentários porque fiquei curiosa. Certo?


Entre ossos e a escrita foi o primeiro livro publicado pela atriz e escritora Maitê Proença , já fazia alguns anos que escrevia crônicas, começou escrevendo para a revista Época, nesse livro ela junta as melhores crônicas que escreveu no ano de 2003 e 2004, algumas delas foram melhoradas e algumas eram inéditas.
O livro também é uma publicação da editora Ediouro no ano de 2004.
eu não li, mas pretendo comprar por que acho a Maitê uma excelente atriz e com certeza deve ser uma ótima escritora.
tem mais informações aqui
http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,,EPT869023-2813,00.html
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Comment by Maíra Tonietti — April 11, 2008 @ 11:21 am
Estou completamente fora de chance de ser contemplado, já que nunca li nenhum dos livros dela… Aliás, fiquei sabendo agora que ela escreve. Desinformado, eu?
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Comment by Enio Luiz Vedovello — April 11, 2008 @ 1:01 pm
cheguei aqui por acaso… já tinha lido que a Maitê ia lançar outro lido e tô louca pra ler, pq o primeiro me deixou assim, estupefata como vc agora…
Li o livro “Entre ossos e a escrita” logo que saiu e o que adorei foi justamente entender pq achava Maitê petulante - ela é uma mulher extremamente sofrida, especialmente por conta do episódio de morte vivido com a mãe e com um irmão. Ela não é petulante, apenas se defende de uma história de imenso sofrimento. Mas tb há levezas no livro, histórias de amor e do relacionamento dela com a filha…
De qq modo, seu blog tb é inteligente e gostoso!!
um abraço
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Comment by helena — April 13, 2008 @ 10:28 pm
Parece que o primeiro livro da Maitê (”Entre os Ossos e a Escrita) deu origem a uma peça,”Achadas e Perdidas”. Na verdade a própria Maitê fez a adaptação para o teatro.Eram só duas atrizes em cena, no Teatro do Leblon (Sala Fernanda Montenegro, talvez?, não me recordo direito).
Era um feriado em Petrópolis e estávamos eu e meu marido no Rio, todo mundo em dia normal de trabalho,e a gente querendo passar o tempo. Fomos a esse Teatro e eis que lá havia uma despretensiosa sessão às cinco horas da tarde(!) de uma quarta-feira, acho eu. Quem mora no Rio sabe que isso não é usual, só se for para uma peça alternativa num teatro menor, ou peça infantil.
Lá fomos nós sem grandes expectativas. Na fila muitas senhorinhas, claro, aposentadas, algumas poucas pessoas tipo estudante de arte. Não estava cheia a sessão.
Começou a peça. Eram várias estórias, tais como as crônicas do livro. Umas tendendo à comédia, outras mais tentando o drama leve… Lembrei agora de duas estorinhas: “Quem contempla o mar não publica”, onde Maitê é uma escritora com bloqueio criativo, que descobre que a sua vista para o mar em seu apartamento é a causa da sua distração, quando percebe que a sua criadinha que fica apertada no quartinho sem janela escreveu uma obra de sucesso e tomou o ligar da patroa!
Outra história é “As Meninas”, em que as atrizes fazem o papel de duas crianças mimadinhas que se encontram no funeral da mãe de uma delas. Achei de uma delicadeza comovente.
À certa altura, a Maitê entra sozinha e declama um texto que é claramente inspirado em sua vida, falando com sinceridade de coisas íntimas, como a morte dos pais, uma depressão brava…mas não parecia decorado, ela estava contando aquelas coisas para a gente, confessando…
Foi o gran finale.
Na saída, ela ainda ficou batendo papo com quem quisesse, no café da livraria em frente, como se fosse uma reuniãozinha de conhecidos. Foi uma experiência agradável e inusitada.
Acho que esses textos estão no livro, sim. E acho que pela coragem dela, em geral, vale a pena ler os seus escritos, que,mesmo sem terem a pretensão de ser primores literários, clássicos, conseguem tocar fundo o coração, principalmente das mulheres.
Abraço!
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Comment by Nana Zylbersztejn — April 14, 2008 @ 2:58 am