Transtorno Por Mortificação

Em Homeopatia às vezes damos nomes diferentes a doenças que não são bem descritas pela medicina alopática.

O Transtorno por Mortificação é um desses casos.

Mortificação (Houaiss)
Datação
sXIV cf. FichIVPM  

Acepções
? substantivo feminino 
1    ato ou efeito de mortificar(-se); entorpecimento, prostração 
2    abatimento psíquico ou moral ocasionado por desgosto, insatisfação 
3    flagelação do corpo através de penitências, jejuns etc., como meio de inibir certos desejos; tortura, maceração 
Ex.: m. da carne 
4    repressão, refreamento de determinados sentimentos 
Ex.: percebera que era preciso dar atenção à m. das paixões 
5    Rubrica: neurologia. 
     perda parcial da capacidade motora voluntária de um músculo 
6    Rubrica: patologia. 
     estado de um tecido orgânico que se encontra morto; necrose, gangrena 

Etimologia
lat. mortificatìo,ónis ’morte, destruição’ (de mortificáre ’dar a morte’); ver mor(t)- e -ficar; f.hist. sXIV mortificaçom, sXVmortifficaçom, sXV mortificaçõ

Sinônimos
ver sinonímia de desgosto e martírio

Como podem ver pela descrição do dicionário, mortificação é uma situação de desgosto constante na qual não podemos fazer nada basicamente. E o ser como um todo sofre fisica e emocionalmente levando à sinais e sintomas e a um prejuízo do nosso dia a dia em qualidade e intensidade.

E como tratar o Transtorno por Mortificação?

A primeira coisa é sair da situação que nos mortifica. E às vezes só o tempo para isso. Então, usa-se paliativos para podermos passar o tempo da melhor maneira possível até a situação acabar.

E se não é possível modificar a situação? Então é necessário todo um trabalho de adaptação à nova situação de vida para que o que nos mortificava não nos atinja mais.

Assim, a abordagem depende de se saber se aquela situação de desgosto é temporária ou não.

Estou escrevendo este texto porque hoje eu finalmente saí de uma situação que me colocou num transtorno por mortificação por longos seis meses com prejuízo de minha vida particular.

Eu não escolhi a situação, fui jogada nela. Porém, sabia que ela iria acabar em seis meses e tentei fazer o melhor possível nesse tempo. Mas, no fundo, a situação de desgosto me consumia e me entristecia. E hoje, pelo alívio que estou sentindo e pelo tamanho do sorriso que está no meu rosto, posso ver o quanto isso me atrapalhou.

Fico triste que nesses seis meses pude ver quem era meu amigo ou não. E muita gente não passou no teste.

Agora, estou nova em folha para começar de verdade a nova fase da minha vida só com coisas boas.

Como diria o Chapolim: sigam-me os bons!

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  • Não Existe Mulher Feia

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta, Blogworld | Thursday, June 26th, 2008

    Toda vez que eu leio o Caloã ele faz uma alusão às mulheres feias.

    Eu entendo o que ele está dizendo.

    Mas eu rebato: não existe mulher feia.

    Mas como você pode dizer uma barbaridade dessas? - vocês podem me perguntar.

    Bem, concordo que eu olho para algumas mulheres e vejo que estão feias, mas sempre consigo ver também o potencial de mulher bonita, sensual, exótica, misteriosa, sedutora, e porque não dizer bonita de cada uma delas. Potencial este não explorado.

    Porque quando eu vejo uma mulher que não está “bonita” por fora, ou seja, que não está usufruindo de todo seu potencial de ser mulher, eu sei que ela não está “bonita” por dentro também.

    O inverso não é verdade: ser bonita por fora não quer dizer que se está bonita por dentro. Mas estar feia por fora significa estar mal por dentro, com certeza.

    A mulher é um ser lindo em sua natureza. Toda mulher é linda só por ser mulher. E ao exercer sua feminilidade a beleza transparece. Qualquer interrupção da manifestação desse fluxo de feminilidade enfeia.

    Estou sendo dura demais?

    Talvez.

    O que deixa a mulher bonita é a segurança de ser mulher. Totalmente mulher. Absolutamente mulher.

    É a consciência de ser mulher desde os pensamentos mais profundos até as pontas dos cabelos e as cutículas das unhas dos pés.

    E gostar de ser mulher.

    Orgulhar-se por ser mulher.

    E não ter vergonha de se mostrar ao mundo: olhe para mim, sou mulher.

    Durante séculos e séculos nossa sociedade fez de tudo para que as mulheres nãos se sentissem à vontade sendo mulheres. Ser mulher é associado com o Mal. E até hoje muitas de nós pagam o preço dessa castração.

    É muito mais fácil um homem ser homem que uma mulher ser mulher.

    Mas cada uma de nós deve buscar essa força interna que nossa feminilidade nos dá. E deixá-la agir e se manifestar sem medo de ser feliz.

    E daí, o Caloã nunca mais poderá falar das mulheres feias.

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  • O Humor

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Wednesday, June 25th, 2008

    A risada, a gargalhada é uma forma de liberarmos tensão interna.

    É comum quando criança estarmos numa situação séria, levando uma bronca por exemplo, e explodirmos numa gargalhada incontrolável. Isso é por pura tensão.

    O humor tem esse objetivo: uma liberação das tensões psicológicas de forma agradável.

    No adulto, espera-se que o senso de humor esteja bem trabalhado e seja exercido de forma saudável cumprindo sua missão de válvula de escape ocasional. Os problemas em relação ao humor acontecem quando ele está deslocado de sua função, quando é usado para liberar tensões que deveriam ser liberadas de outra forma ou que nem deveriam existir. É o humor mal colocado.

    Fazer piadas em situações sérias ou fora de contexto demonstram que o piadista não está com condições de lidar com aquela situação. A carga emocional da situação é demais para ele e a piada é sua defesa.

    Em pessoas mais elaboradas, cujas defesas são mais estruturadas, a piada vem de forma mais elaborada também, como ironia ou sarcasmo. O alívio da tensão vem disfarçado, assim como o humor, para poucos entenderem. Mas na verdade, o objetivo não é se fazer entender por poucos, e sim, um mecanismo intrincado do próprio inconsciente de liberar aquela tensão na situação insuportável de forma a mais sutil para que a consciência mal se dê conta do que está acontecendo. Pois quem tem que usar desse artifício de liberação de tensão é por justamente não conseguir elaborar tais conteúdos por serem de alguma forma dolorosos.

    Conteúdos dolorosos são também o que estão por detrás do humor auto-depreciativo. O piadista se auto-deprecia e aponta seus defeitos antes que outros o façam para diminuir a carga das críticas dos outros. Ao fazer isso, ele está demonstrando todas as suas fraquezas e sua baixa auto-estima e uma impossibilidade de lidar com críticas e rejeição. A palavra “ridículo” significa “o que provoca riso ou escárnio”. E quem se auto-deprecia no humor nada mais está fazendo do que se considerar ridículo, o que é uma conteúdo muito doloroso e que fica exposto na piada.

    A grande energia que movimenta os seres vivos é a energia sexual. E sua expressão e liberação nos deixam saudáveis. Na impossibilidade de liberação da energia sexual, os seres humanos usam de artifícios para lidar com esse quantum energético represado e sublimamos esta energia em outras ações. Muitas vezes, a tensão que deveria ser liberada através do sexo, sai de forma canhestra pelo humor mal colocado.

    O humor de cada um diz muito da pessoa. A hora que este humor aparece, de que forma, em que contexto. Quanto mais trabalhados os conteúdos internos do indivíduo, mais bem colocado o humor aparecerá. Ou seja, há a hora de se fazer piada, há a hora de se falar sério, há a hora de se fazer sexo, há a hora de se ser irônico ou sarcástico.

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  • Sabedoria

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Monday, June 23rd, 2008

    Os burros não aprendem com seus erros.

    Os inteligentes aprendem com seus erros

    Os sábios aprendem com os erros dos outros.

    Nunca se esqueçam disso.

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  • Abstração

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta, Blogworld | Monday, June 16th, 2008
    ABSTRAÇÃO (Houaiss)
    Datação
    sXV cf. IVPM

    Acepções
    ? substantivo feminino 
    ato ou efeito de abstrair(-se); abstraimento 
    1    Rubrica: filosofia. 
         operação intelectual, compreendida por Aristóteles (383 a.C.-322 a.C.) e Tomás de Aquino (1227-1274) como a origem de todo o processo cognitivo, na qual o que é escolhido como objeto de reflexão é isolado de uma série de fatores que comumente lhe estão relacionados na realidade concreta (como ocorre, p.ex., na consideração matemática que despoja os objetos de suas qualidades sensíveis [peso, cor etc.], no intuito de considerá-los apenas em seu aspecto mensurável e quantitativo) 
    2    Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: filosofia. 
         o resultado dessa operação (termo, idéia, concepção etc.); abstrato 
    3    Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: psicologia. 
         processo mental que consiste em escolher ou isolar um aspecto determinado de um estado de coisas relativamente complexo, a fim de simplificar a sua avaliação, classificação ou para permitir a comunicação do mesmo [A abstraçãodistingue-se da análise, porque nesta a totalidade é (mentalmente) cindida em todas as suas partes, enquanto a abstração lida com o isolamento de apenas uma das partes.] 
    4    Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: psicologia. 
         idéia ou conceito resultante desse processo 
    5    Derivação: por extensão de sentido. Rubrica: psicologia. 
         situação temporária na qual o indivíduo retira sua atenção de tudo que o cerca e volta-se para seus próprios pensamentos; alheamento 
         Obs.: cf. absorção (psic) 
    5.1    Rubrica: psicologia. 
         falta de atenção para tudo que o cerca (por estar o indivíduo concentrado em suas próprias idéias ou lembranças etc.); distração, alheamento 
    6    imagem mental subjetiva, irreal 
    Ex.: é como pura a. que ela aparece a seus olhos 
    7    afirmação que utiliza termos abstratos 
    8    Rubrica: artes plásticas. 
         obra de arte abstrata 

    Eu acompanho vários blogs, e lendo meus feeds me deparo com um discussão que achei meio sem pé nem cabeça. Assim, em vez de deixar um comentário para o Melo, resolvi escrever um post sobre o assunto.

    Eu, como médica, consigo criticar um filme ou série sobre minha área e ao mesmo tempo me divertir com ela. E posso também, se percebo que o filme ou série é ruim de doer, não assistí-lo por qualquer razão, inclusive pelos mesmos erros que em outros filmes bons eu relevaria.

    Isso se chama abstração. Capacidade de gente inteligente.

    Assim, não vejo o porquê de tanto auê.

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  • Depoimento De Um Bipolar

    O post mais acessado e comentado deste blog é sobre “Tratamento do Distúrbio de Humor Bipolar E Ganho de Peso”. Nele, várias pessoas têm colocado suas experiências com a doença e com as medicações. São inúmeros depoimentos igualmente importantes e sofridos. Porém um se destacou e faço dele um post para todos vocês lerem.

    Eu não canso de dizer que esta é uma doença terrível, muito grave. Mata mesmo e a qualidade de vida é péssima. Não é brincadeira. Por isso que prefiro a denominação antiga de Psicose Maníaco-Depressiva.

    “Bom, eu tive indícios de minha doença aos 8 anos de idade, aos 11 anos tive os primeiros sintomas de depressão e das esquisitices. São muitos fatos que eu poderia relatar…

    Fui diagnosticado inicialmente como um possível esquizofrênico e só recentemente fui classificado bipolar. Desde a primeira consulta com um psiquiatra até o atual diagnóstico já passaram uns 10 anos, sendo que os primeiros sintomas começaram a mais de 20 anos.

    Tive vários problemas com esta doença, e das inúmeras insanidades/loucuras que eu sofri 5 delas me tiraram totalmente da realidade.

    Eu já tive delírios auditivos: conforme o pensamento que eu tinha eu ouvia um choro de bebê, ou o barulho de uma chibatada, ou de fogos, ou de sinos, e até ouvi pessoas rezando do lado de fora da casa, e também ouvi uma música celestial do tipo clássica.

    Já tive delírios olfativos: no surto eu sentia sempre um perfume que eu julgava sentir porque estava no Céu/Paraíso, um perfume muito agradável que eu nunca havia sentido, porém eu senti em 3 dos meus grandes surtos. O perfume era um termômetro, pois quando eu sinto o perfume é porque eu entrarei em crise.

    Uma vez eu apertei bem forte o pescoço da minha esposa e arrastei ela para fora de casa pois ela não queria atravessar o portão que nos levaria ao Paraíso…então tive que força-la a vir comigo…

    Penso que o que torna a doença a “da’moda” é que estão sendo mostradas pessoas que estão com uma boa situação financeira, no qual o escape da bipolaridade é gastar dinheiro com 3 carros num só lance, comprar uma coleção de livros, várias roupas, sexo deliberado, aventuras desproporcionais, etc. E ainda são citadas pessoas que tiveram sucesso intelectual e financeiro ou que eram gênios criativos e pessoas impar no seu modo de pensar. Todas essas pessoas podem ter tido essa doença, porém nem todas as pessoas que tem essa doença obtêm sucesso ou encaram a doença como se tivessem poderem especiais que a tornaram bem-sucedidas, pois muitas pessoas devem apenas sofrer com a BIPOLARIDADE.

    Quem não quer ser assim: gasta o que quer, faz sexo compulsivamente, cria obras de arte quando ta maluco, escreve romances e peças de teatro inimagináveis, tem aventuras em vários países, torna-se desinibido de uma hora para outra, etc…

    Uma vez assisti um documentário onde a pergunta era mais ou menos assim: - se você tivesse uma chave que desligasse a bipolaridade você a desligaria? Ou seja, você acabaria com todos os seus sintomas?

    Muitos responderam que gostavam de serem bipolares e que não gostariam de perder as “qualidades” de um bipolar.

    Gente, parabéns para todos os bipolares felizes e para as pessoas que gostariam de ter esta doença, vocês devem ser abençoados/superdotados.

    Pra mim não foi bem assim:
    - Já perdi 2 empregos (só não perdi 3 porque o meu primeiro emprego foi na empresa do meu irmão e ele esperou 6 meses até eu me recuperar do surto);
    - Fui internado umas 5 vezes no sanatório, quase morri fugindo da pombinha branca (carro do hospício) pois eu assustei um morador por invadir a sua casa e ele chamou os vizinhos que vieram com porretes e armas de fogo para me pegar;
    - Não faço sexo com minha esposa há milênios por causa da depressão;
    - Parei no ultimo ano da faculdade e já faz 3 anos que eu não tenho coragem de voltar e concluir o curso;
    - Uma vez fiz um empréstimo, mas não para ficar gastando atoa, mas sim para fugir da minha família que queria me internar e eu tinha planos de ajudar pessoas carentes do outro lado do rio, então eu ia pegar um barco e viajar 4 dias até o interior do Amazonas. A viagem foi interrompida porque o meu pai descobriu o hotel onde eu estava e me levaram para a internação.
    - E na depressão, quase tomei veneno enquanto estava trancado num banheiro.
    - Não posso ter religião ou me envolver em assuntos místicos. Mas ainda acredito em Deus. Quando era criança tive algumas experiências estranhas. Numa brincadeira, coloquei uma pirâmide na minha frente, sentei na posição de lótus e fiquei repetindo por uns 20 minutos: “cai lustre, cai lustre…” O lustre não caiu. Quando eu estava assistindo o Pica-pau, depois de 1 hora, já tinha até me esquecido da brincadeira, imagina o que aconteceu? O dito lustre caiu e se espatifou no chão (Será que eu ganhei na loto? Foi apenas sorte ou coincidência?). Também tive uma experiência com clarividência. É por essas e por outras que eu sou uma pessoa muito impressionada, pois tem coisas que não têm explicação. Resumindo, estes são assuntos que estão proibidos, não posso nem ler uma Bíblia.

    Bom, tenho muita coisa pra falar, fico indignado com quanto a máximas que definem a bipolaridade: “ela comprou 1000 pares de sapato, 3 carros”, “essa doença só dá em pessoas inteligentes e famosas”, “essa doença ta na moda”, etc…

    Daqui a pouco tem gente escrevendo nos classificados: procura-se Bipolar recém-formado, eufórico, que não se canse de trabalhar, maníaco por dinheiro e não conformista com a vida infeliz que leva.

    No meu caso eu poderia descartar o termo Bipolar por “loucamente-depressivo”.Não estou preocupado em colocar panos mornos na nomenclatura da doença.
    Também penso que há casos diferentes de bipolaridade que não são falados.
    Todas as entrevistas que vi na televisão, os psicólogos comentam que é uma doença totalmente controlável com medicamentos e que a pessoa pode ter uma vida plena tanto na vida social como no trabalho, etc…
    Pra mim não tem funcionado bem assim. Ja tomei outros medicamentos, porém tenho tomado o Lítio somente a 1 ano, recentemente tive 3 pequenas crises que poderiam ter sido no meu trabalho - ainda bem que estou desempregado. Numa destas “pequenas crises” tive muita vontade de bater na minha esposa, foi por um triz, estava muito violento, agitado por um problema simples. Mesmo com o Lítio ainda sinto depressão a mais de 3 meses. O meu médico não quer me dar antidepressivos porque acha que eu posso ir para o lado da mania/euforia ou sair fora da realidade.
    Uma vez perguntei indignado para o meu psiquiatra porque eu não melhorava da depressão e não parava de pensar em coisas malucas mesmo tomando os melhores medicamentos, e ele respondeu que os medicamentos não controlam os sentimentos nem os pensamentos, nem controlam a vida externa que nos influenciam, ou seja: estamos vivos e também temos que controlar os pensamentos, atitudes e ambientes em que vivemos. Os medicamentos são apenas uma parte do controle da doença.

    É muita coisa pra falar, então gente, penso que não é tão simples assim. Existem casos e casos de bipolaridade. O livro “Mentes inquietas” é apenas um conto de fadas. Uma matéria na revista Época do começo deste ano descreveu a doença de uma maneira bem divertida, o pior exemplo que a revista deu era que a pessoa em estado de euforia podia achar que era o Super-homem e tentar voar pela janela ou então gastar muito dinheiro. Só pode ser brincadeira.

    Quem viu os jornais recentemente acompanhou o caso de uma bipolar que andou com o carro na contramão por 5 quilômetros. Mais tarde, um programa de TV mostrou a ficha criminal da moça, eram vários metros de delitos (só uns 150). Num dos delitos a moça fez um escândalo porque queria que a lojista trocasse o seu óculos por um bem mais caro sem que ela tivesse que pagar a diferença. Coisas de um bipolar…”

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  • E O Corpo Acompanha

    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Sunday, June 8th, 2008

    Tem pessoas que refletem no corpo o estado mental. Que desenvolvem doenças, se acidentam de acordo com seu psiquismo. Esta é a base da psicossomática. 

    Cada lesão, cada sintoma têm um significado. E pode ser tratado e analisado do ponto de vista psicológico.

    Eu sou psicoterapeuta psicossomática também. E vou contar o que me aconteceu na sexta-feira para ilustrar o que estou dizendo.

    Vocês sabem que me divorciei e estou trocando todos os meus documentos para o meu nome de solteira. Pois na sexta-feira chegou a vez do meu título de eleitor.

    Consegui achar o tal Cartório Eleitoral numa rua desconhecida depois de rodar e rodar com o carro para descobrir que o título só poderá ser mudado em janeiro de 2009, pois estamos em ano eleitoral o que vai me atrasar trocar meu registro no CRM. Um balde de água fria. Muito frustrante.

    Lá no Cartório, no entanto, o funcionário me informa que eu estou em débito com a Justiça Eleitoral desde 2002.

    Em 2002, eu fiquei muito doente e não pude votar nas eleições. Na época, fiquei preocupada e meu então marido disse para eu não me preocupar que ele resolveria tudo. Eu confiei. Confiei como confiei em tantas outras coisas que ele disse que tomaria conta e que agora , este ano estou pagando o preço por ter confiado. 

    Como nas outras coisas, fui arrumar o que estava errado e pagar minhas dívidas. A tal multa. Mais uma.

    Ao sair do Cartório, havia uma escada e ao descê-la meu pé escorregou e eu caí de joelhos. Seca no chão. Rendida.

    Ralei todo meu joelho direito.

    Nem precisava fazer análise para descobrir o que o tombo significava.

    Era exatamente uma manisfestação física do meu estado emocional: levei outra bela rasteira, que somada às muitas outras que já havia levado na semana por causa do tal ex-marido estouraram no meu joelho.

    E o processo de cura?

    Muito interessante.

    Eu estou consciente do porquê da lesão. E acredito que conforme ela vá cicatrizando na pele o mesmo aconteça em minha mente. Pois o importante é a consciência do fato para que ele não precise se repetir até eu aprender a lidar com ele.

    E você? Sabe o que seu corpo está lhe dizendo?

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  • Como Parecer Rica

    Confesso que resolvi escrever este texto com uma certa revolta. Mas depois, pensando bem, resolvi ser didática e entrar no clima do blog.

    Ontem eu fui até a Receita Federal atualizar meu CPF e entrei em contato direto com o povo querido do nosso Brasil. Numa fila de serviço público tem todo tipo de gente e eu, falante que sou, e como tenho cara de pinico, logo algumas mulheres estavam conversando comigo.

    Lá pelas tantas, a mulher do meu lado direito falou assim: vai você na mesa da frente perguntar, porque rico eles não vão tratar mal e eu sou pobre ela nem vai me responder.

    Na hora eu fiquei tão revoltada. Bateu tão mal o que ela falou. Porém eu fiquei quieta e fingi que nem ouvi e logo depois ela mesma foi até a mesa da frente e foi atendida e teve o problema resolvido.

    Por que ela falou aquilo? A diferença entre nós era patente: eu estava bem vestida e ela estava esculachada. Eu tinha boa postura e ela era toda encurvada. Meu rabo de cavalo estava impecável o dela, todo caindo. Meus papéis estavam numa pastinha, os papéis dela estavam num saco plástico. Eu falava baixo, ela falava alto. Eu não reclamava, ela só reclamava.

    Por todas essas razões ela concluiu que eu era rica.

    Então, vou ensinar vocês a parecer rico.

    Em primeiro lugar você tem que se sentir nem melhor nem pior que as outras pessoas. Você é você e pronto. Isso basta. Você merece ser bem tratado, ter o respeito dos outros, ter seus limites respeitados por ser você e ser você é mais que suficiente, não importa sua conta no banco, se é que você tem conta no banco (isso nem interessa).

    Quando a gente tem esta tranquilidade de saber o que a gente merece, quais os nossos direitos e obrigações e aonde estamos no mundo, qual o nosso papel, nossa postura muda. Podemos levantar a cabeça, empertigar o tronco pois não temos do que nos envergonhar, pelo contrário, temos a percepção de nossa importância para nós mesmos principalmente e para o meio que nos cerca.

    Então, uma segurança interna, um comportamento condizente com esta segurança e uma postura de corpo são importantes para parecer rico.

    Continuando a lição. Você pode parecer rico em qualquer roupa praticamente. Depende muita da postura e do comportamento, como já expliquei. Mas, antes de pensar na roupa, tem o asseio. Não adianta estar com uma roupa linda se não arrumou o cabelo, se as unhas estão sujas e quebradas ou se você não tomou banho. Não precisa ter dinheiro para se manter limpo, com as unhas em dia e com o cabelo arrumado. A mulher em questão nem prendeu direito o rabo de cavalo! Rico não sai de casa se não estiver arrumado. Se você não está a fim de caprichar, não se exponha. Mas se você tem que sair, faça o mínimo que precisar, mas faça bem feito. Nossa casa é o lugar de ficarmos a vontade, descabeladas e desarrumadas, e ninguém tem nada a ver com isso, mas na rua…

    E as roupas?

    Ah! Pois eu aposto que eu paguei bem menos pelos meus sapatinhos mary-jane de salto alto preto que eu usei ontem do que ela pagou pelo par de tênis que ela usava! Como o brasileiro se veste mal! E as pessoas sabem que no fundo estão mal vestidas. E eu fico chateada porque é tudo opção delas. Elas se vestem mal porque querem. Acho que é aquela falta de cuidado para com elas mesmas básico. De nem pensarem sobre isso. De nem pensarem que poderiam ser elas que poderiam estar com a roupa bonita que o “rico” está usando. Acredito que eles nem se vêem usando roupas diferentes.

    Para se vestir bem é preciso pensar em roupas. Gastar uns neurônios com o assunto. Perder um tempinho com isso. Gastar um dinheiro e investir em algumas peças sabendo escolher bem coisas que durem bastante e que não saiam de moda. Hoje em dia há opções de roupas de todos os preços, o negócio é garimpar. Garimpar é o verbo de quem gosta de roupas.

    Quando eu era criança eu aprendi um conceito muito legal de uma mulher muito chique que vou repassar para vocês: ela era casada com um diretor de banco internacional e tinha que ir em muitas festas e jantares e recepções e não podia repetir roupas. Mas ela não tinha dinheiro para tudo isso. Daí ela me contou que comprava suas roupas em lojas indianas baratinhas e fazia uma mágica com acessórios. Ela era francesa, de Paris e me falou seu segredo: o importante é ser exótica e ter imaginação. (E magra!)

    Falando em ser exótica, na verdade cada um deve usar o que faz se sentir bem.

    Eu posso falar só por mim: eu uso roupas que valorizam meu corpo, que elevam meu humor, que me fazem me sentir bonita, que me deixam feliz. Eu uso roupas para mim. O conjunto de minhas roupas e minha atitude impactam as pessoas de determinada forma, acredito que favorável. Mas o mais importante, é que eu fico satisfeita.

    E uma última dica: tenha um espelho grande em casa. Veja-se de corpo inteiro. E vá experimentando novos looks até você se olhar e sorrir para você mesma.

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  • 3 Dicas do Prof. Chicão

    Então o Chicão estava contando que os alunos o viram com a namorada na escola. E quando a aula começou, eles vieram encher: “quem era a moça?”

    E o Chicão respondeu: minha namorada.

    E os alunos começaram a tirar sarro como se um homem de 45 anos não pudesse ter namorada.

    E o Chicão virou pra eles e falou: olha, vou dar 3 dicas pra vocês, rapazes.

    Primeiro: boa música.

    Segundo: boa culinária.

    Terceiro: um mínimo de competência.

    E a classe veio abaixo. As meninas aplaudiam concordando. E os meninos faziam cara de bobos.

    E o Professor Chicão ganhou o respeito da turma mais que qualquer outro professor.

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  • Bananalizar

    Banana By Accordion Chick

    Li o post da minha querida amiga Nospheratt sobre A Banalização das Coisas e imediatamente me veio à cabeça a expressão “Bananalização das Coisas”.

    Claro que todos nós queremos ser relevantes, escrever coisas que merecem ficar gravadas para a posteridade e que vão mudar a vida de quem nos lê.

    Ninguém quer passar em branco.

    Principalmente nesse mercado emergente de blogs e nova mídia que cada um luta como pode para se destacar e tirar o seu quinhão.

    Tudo que fazemos é escrutinado, analisado, julgado e temos o resultado imediato em comentários, cliques, visitas, links, convites, enfim, relevância.

    Mas é possível apenas produzir conteúdo relevante?

    Sim e não.

    Depende a quem se quer agradar.

    Se eu considerar que tudo que eu coloco no meu blog eu acho digno de ser exposto e trabalhado e compartilhado, meu conteúdo é sim relevante para mim. E com sorte, alguns leitores acharão que ele vai ser relevante também.

    Porém, se eu apenas colocar conteúdo visando atingir determinado objetivo externo a mim, muitas vezes eu restrinjo as informações que eu posso passar. E, para mim, o meu blog passa a ter um peso e uma cobrança muito diferente de sua intenção inicial.

    Talvez por ter esta postura de “dar uma banana” para o que é “esperado” e fazer exclusivamente o que me dá prazer é que eu não atinja a relevância de blogueiros profissionais. Mas eu não escrevo para um nicho específico. Eu escrevo para compartilhar o prazer que é ter um blog. Eu escrevo para promover o meu bem-estar e o dos outros. O resto é secundário.

    Acho que estou divagando muito.

    O que eu queria mesmo dizer é: façam o que têm vontade! Façam o lhes dá prazer! Blogar tem tudo a ver com uma atividade prazerosa e agradável. Sem cobranças. Sem regras. Blogar é a anarquização de informações. (Anarquia no bom sentido.)

    Por favor, não se levem muito à sério. Divirtam-se.

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  • Explicando O Inexplicável

    Carlos Medeiros |  | http:/grandeonda.blogspot.com | IP: 

    Há coisas que não conseguimos entender/enxergar. Serão coincidências? Nunca saberemos. Escrevi algo pertinente ocorrido tempos atrás.http://grandeonda.blogspot.com/2008/03/sem-explicao.html

    Apr 21, 11:42 AM

     

    Caro Carlos,

    Não há nada de sobrenatural ou inexplicável nos fatos que você descreveu. Justamente tem a ver com o que eu tinha escrito sobre o nosso Inconsciente Que Sabe Tudo

    Você, nas duas ocasiões, recebeu informações do meio ambiente, coisas discretas demais ou tristes demais, ou difíceis demais para sua parte consciente elaborar. E essas informações ficaram guardadas no seu inconsciente.

    Por exemplo, a panela. Ela poderia já estar fazendo um barulho discretamente diferente mas praticamente imperceptível que avisava que não estava funcionando direito. Ou poderia apresentar uma discreta alteração na válvula que você viu mas não se tocou dela. Assim, tendo essas informações avisando do “perigo na cozinha” dentro de você, nada mais natural que se sentir estranho.

    Quanto ao seu cachorro, fica óbvio que ele estava dando sinais que não estava bem e você percebeu inconscientemente mas não teve  como trazer essas informações para sua consciência por talvez ser um assunto de carga afetiva muito grande. Na noite da morte dele, seu cérebro deu um jeito de avisá-lo do que estava acontecendo da forma que conseguiu chamar sua atenção: fazendo barulho. E você ouviu literalmente o cachorro te chamando. E foi.

    Nosso cérebro é maravilhoso. As coisas que somos capazes de fazer são absolutamente incríveis. 

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    Como psicoterapeuta eu considero a existência de algo chamado Inconsciente.

    Meu inconsciente é muito maior e abrangente que minha consciência e sabe muito mais de mim do que eu mesma sei. Ele é maior que a Liliana acordada e racional.

    Meu inconsciente faz parte do que eu chamo de meu Self, meu Todo, meu Eu Verdadeiro. E essa Liliana que eu tenho contato racionalmente é uma pequena parte do Todo.

    Eu tenho um Instinto de Sobrevivência muito grande. Sou uma Sobrevivente. E sei que meu Eu Verdadeiro trabalha a favor de minha sobrevivência, da sobrevivência da Unidade Liliana como um Todo.

    Por isso, quando bati o carro há 3 semanas, fiquei com a pulga atrás da orelha.

    Eu estava na minha rua, de terra, a menos de 20 por hora e simplesmente não consegui brecar quando vi um carro vindo em direção contrária. Meu pé se enganchou no tapetinho de borracha do carro e eu não consegui pisar no freio. Ao mesmo tempo, não me ocorreu puxar o breque de mão. E em câmera lenta eu vi meu carro bater de frente com o carro já parado na minha frente.

    Isso nunca havia acontecido comigo em mais de 25 anos de carta.

    A mensagem para mim estava mais que clara: “Pára tudo! Tem alguma coisa errada!”

    Era meu inconsciente me mandando uma mensagem importante e eu devia escutar. 

    No mesmo dia suspendi todas as minhas atividades prazerosas ou não. E comecei a tentar repousar. Mas não conseguia. 

    Mesmo deixando de fazer muitas coisas, sentia-me estressada e cansada o tempo todo. E isso foi num crescendo até que no domingo dia 13, não sabendo mais o que fazer para me desligar de minha vida e finalmente descansar e relaxar, fiz o que muitos de vocês fazem: tomei dois copos de whisky.

    Os efeitos foram desproporcionais.

    Na madrugada de segunda-feira acordei com fome e fui para a cozinha. Depois só me lembro de acordar caída no chão do lavabo toda ensanguentada e dolorida.

    Eu havia desmaiado e batido a cabeça, o rosto e o pescoço.

    Definitivamente havia algo muito errado comigo. E meu corpo teve que entrar em colapso e me dar literalmente uma surra para eu receber a mensagem de meu inconsciente.

    Fui ao hospital em São Paulo, fiz tomografia de crânio, face e pescoço que não mostraram maiores repercussões do trauma, embora eu deva voltar ao neurologista para descobrir que imagem é aquela que apareceu na tomografia, o famoso “achado de exame”.

    Nos dias seguintes pude ouvir as mensagens de meu inconsciente que foram berradas aos meus ouvidos e espelhadas e somatizadas no meu rosto. E pude tomar as providências necessárias para colocar minha vida no caminho de volta ao trilho certo.

    Qual a lição disso tudo? Por que eu escrevi coisas tão pessoais aqui para vocês?

    Porque eu acho de extrema importância que vocês saibam que existe uma parte dentro de nós, da qual não temos acesso direto na maioria das vezes, que tenta se comunicar conosco, seja através de sonhos, de lapsos, de lembranças, de coincidências, que quer o nosso bem.

    Sabendo reconhecer essas mensagens de nosso inconsciente, podemos ir acertando nossas vidas para ficarmos melhores, melhorarmos nossa situação, corrigirmos erros que estejamos fazendo. Achar soluções de problemas aparentemente insolúveis. Sermos mais felizes.

    Quanto mais surdos e cegos a essas mensagens, mais alto e mais extremas serão as manifestações do nosso Eu Verdadeiro para nos acordar para a Realidade. Não a realidade que percebemos com nosso racional, mas a Realidade percebida com o nosso Todo.

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Tuesday, March 25th, 2008

    Sabe quando você tem que fazer uma coisa difícil, importante para você, uma coisa extraordinária que você não faz todo dia? Quando você vai usar energias e recursos seus que você não sabe se tem e que só vai descobrir na hora?

    Todo mundo passa por isso.

    Seja dando uma entrevista, fazendo uma palestra, realizando um negócio vultuoso, tomando uma decisão importante, assinando um documento, indo ao médico, não importa o que seja. Todos nós passamos por situações que não sabemos como vamos nos comportar exatamente. Podemos ter idéia, mas não temos certeza de nossas estruturas internas porque nunca passamos por aquela situação em particular.

    Isso não é fraqueza de ninguém. É o normal. E geralmente gostamos de ter companhia nesses momentos.

    É a hora que precisamos de nossos amigos e parentes para o famoso “apoio moral”.

    E uma das melhores sensações do mundo é ter a presença de alguém nessas horas ao nosso lado. A pessoa não precisa falar nada. É só ficar ao nosso lado numa cumplicidade silenciosa. 

    Vemos quem são nossos amigos e quem gosta de nós de verdade nessas horas: quando essas pessoas se mostram disponíveis para “o que der e vier emocional” que pode surgir da situação.

    Quando eu falo “pode contar comigo”, é isso a que me refiro: eu estou disposta a ceder minhas energias emocionais para que esta pessoa as use em sua situação especial.

    Eu tenho muita sorte de ter amigos maravilhosos que me acompanharam em situações terríveis: mortes de seres queridos, fazer exames de saúde sérios, assinar meu divórcio e coisas assim.

    O contrário de ter alguém, ou seja, ter que passar pelas coisas sozinho é terrível. A sensação de se estar solto no mundo e que não importa o que aconteça não vai fazer diferença para ninguém é avassaladora. Acho que por isso as pessoas procuram tanto um par, uma companhia para dividir a vida. Alguém que goste de você o suficiente para perceber que o que você vai enfrentar não é uma coisa corriqueira e que você vai precisar do tal apoio moral. Melhor dizendo: alguém que goste de você o suficiente para perceber você.

    Acho que é isso que todos queremos: ser alguém para alguém. 

    E não é tão difícil ser alguém para alguém. Sua simples presença naquela hora especial já é suficiente. Não precisa falar nada. Por mais que você ache que não vai fazer diferença nenhuma, acredite, faz. E muita!

    Muitas vezes, nem sua presença física é necessária. Apenas saber que você está disponível para aquela pessoa já é suficiente. Por isso que eu faço questão de dizer para meus amigos: pode contar comigo!

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    Liliana | Aproveita que eu não vou cobrar a consulta | Monday, March 17th, 2008

    Tanto faz se a medicação é alopática ou homeopática, queremos saber se o tal coisa está nos curando ou não.

    Primeiro deixa eu explicar rapidamente o que é remédio “alopático” e “homeopático”.

    Esta terminologia é usada por médicos desde os tempos de Hipócrates e quer dizer: alopatia, o que causa sintomas diferentes e homeopatia, o que causa sintomas iguais, basicamente. Assim, um remédio alopático tomado por uma pessoa causa sintomas nessa pessoa diferentes dos que se quer curar nela. E o remédio homeopático quando tomado, causa sintomas iguais aos que queremos curar.

    Exemplificando, se eu quero curar uma dor de cabeça com homeopatia, eu tomo um medicamento que produz dor de cabeça. E se eu quero curar uma dor de cabeça com alopatia, eu tomo um medicamento que produz outro sintoma diferente de dor de cabeça, por exemplo, dor de barriga. Entenderam?

    Ambos os medicamentos podem curar uma pessoa de seus problemas, dependendo da indicação do caso. Mas como vou saber que aquele remédio está realmente me curando? 

    Também por observação foram descritas as tais Leis De Cura.

    Observou-se que as doenças têm um sentido de progressão. A gente vai adoecendo de fora para dentro, da pele para os órgãos mais internos; de baixo para cima; das extremidades para o centro; de órgãos menos nobres para os mais nobres; de sintomas mais simples para coisas mais complicadas.

    As Leis De Cura então, descrevem o desadoecer: a cura acontece se os sintomas desaparecem de cima para baixo, de dentro para fora, de órgãos mais nobres para os menos nobres, e no sentido inverso de seu aparecimento, ou seja voltando no tempo de aparecimento em sequência inversa.

    Por isso que às vezes a gente cura uma pneumonia e aparece uma ferida no dedão do pé igual a que a gente teve há um tempo atrás. E por isso também que às vezes a gente toma um remédio para uma doença de pele e aparece um problema de fígado depois: a doença “entrou” e não curou de verdade, é o que a gente chama em homeopatia de supressão: a doença foi suprimida. Isso pode acontecer com qualquer remédio, alopático ou homeopático, viu? Desde que não aconteça a cura verdadeira.

    Bem, eu queria com este texto dar apenas umas dicas sobre o que esperar de seus remédios durante um tratamento. O importante é se lembrar que as doenças são dinâmicas: elas se modificam no decorrer do tempo e podemos acompanhá-las e perceber se estão indo favoravelmente ou não seguindo essas Leis De Cura. 

    (Este post participa da Blogagem Inédita.) 

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    Simplesmente não posso me calar frente a tal preconceito que li no blog de meu arqui-rival mega-boga (YabloG tm) Coisa Redonda Laranja.

    Ele escreveu que “o braço de uma mulher não mente jamais” e que ele aprendeu isso em outro blog por aí, que teve a audácia de mostrar uma foto de uma mulher bonita e reclamar do braço dela!

    Eu, na situação de ser humano enquanto mulher de braço roliço, e apenas eternamentemente 5 quilos acima do peso, portanto não podendo ser chamada de gorda, venho por meio desta explicar e defender a presença de quantidade volumosa de tecido celular subcutâneo em certos bracinhos por aí.

    Durante o desabrochar das características sexuais secundárias nas meninas, ou seja, peitinhos, pelinhos, menstruação, etc., também existe o acúmulo de gorduras em locais femininos tais como: quadris, coxas e, pasmem, braços! Sim, a gordura dos bracinhos acontece por causa dos hormônios femininos, sendo que quanto maior os seios das donzelas, maiores as gordurinhas nos seus braços, ambos resultados do bombardeio desses hormônios femininos.

    Assim, mulheres peitudas DE VERDADE, costumam ter gordura equivalente nos braços mesmo sendo magras.

    Desconfie de uma magérrima, com braços bem fininhos e peitões. Grandes chances dos peitos serem falsos. (Eu sei que os homens não ligam para essas coisas… Falsos, verdadeiros… Querem é a perfeição, né? Tá.)

    Nós, de peso normal, de peito e com braços proporcionais a nossos peitos nos recusamos a serem submetidas a este ditado ridículo que “o braço de uma mulher não mente jamais”. 

    O dia que eu ficar sem gordura nos braços, estarei também sem peitos e anoréxica. Podem me internar.

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