Twittando No Blog

Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Saturday, June 28th, 2008

Hoje eu vi uma revoada de Tucanos de bico amarelo.

Eles estavam aqui em frente de casa nas árvores.

Quando eu chamei o Gigio para tomar o leitinho matinal, eu os assustei. Também… Estava um silêncio tão gostoso por aqui… Que só poderiam aparecer bichos bonitos.

Eles saíram voando, um bando. Depois, os retardatários foram indo um por um. Eu tinha que escolher entre ir pegar a câmera para fotografar e ficar vendo. Preferi ficar vendo e não perder nada. 

Tão coloridos!

Posts Relacionados

  • Twittando no Blog
  • Comentários Encadeados, Uma Novidade
  • O Blog do PodCha
  • Contraditorium
  • Maquiagem para o blog


  • Xavier

    Cheguei agora de São Paulo, onze e tanto da noite, porque fui ver um paciente amigo meu, daqueles favores que só faço para quem eu amo muito. Fui ser neurologista para um amigo que teve AVC (derrame). Ele mora com um amiga e ela estava desesperada porque os outros médicos não deram muitas esperanças e ela pediu para eu ir lá. Claro que eu iria de qualquer forma vê-lo pois gosto muito dele, porém, como ele piorou, hoje tive que ir na base da emergência, como médica.

    Ele não é moço, então não é tão difícil ver um paciente mal como ele está, mas o que me chamou a atenção foi o carinho que ele estava cercado. Era um entra e sai de amigos de todas as idades levando carinho e palavras de conforto para a família e para ele. Foi gente fazer reiki, fazer acupuntura, foi gente levar remédio. Até o ex-marido da minha amiga apareceu em paz. Todos voltados para dar conforto, ajuda, carinho e amor para o doente.

    Eu falei que o caso é grave, que a gente tem que ver como ele reage hora a hora e me coloquei a disposição o tempo todo. Minha amiga não dorme bem há 5 dias cuidando dele. Ele não sofre, recebe as atenções resignado e retribui. Infelizmente não consegue falar.

    Geme às vezes.

    Vocês devem estar se perguntando o que um paciente tão grave está fazendo fora do hospital. É que ninguém quis interná-lo.

    Na verdade, quiseram matá-lo hoje com uma injeção.

    É.

    Meu paciente é um cachorro.

    Posts Relacionados

  • Trabalho de Detetive
  • Campanha “GSM VEM PRA CÁ!”
  • Previsão Do Tempo Para São Francisco Xavier
  • Google Earth é uma porcaria
  • Adeus Ao Xavier


  • Alô? Au Au!

    Liliana | Bichos Incríveis | Thursday, May 15th, 2008

    Demorou mais tempo para eu perceber que quando toca o celular a Graça levanta e vai até ele atender, do que meu cachorro aprender a atender o celular.

    Impressionante!

    Eu só me toquei desse fato hoje. De tanto tropeçar no cachorro ao ir pegar o celular quando ele toca.

    O treco toca e eu tropeço no cachorro.

    Por que tropeço?

    Porque o cachorro foi até o celular atender e fica na minha frente me obstruindo a passagem.

    Conclusão: meu cachorro é muito mais inteligente que eu.

    Eu tropecei muito.

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Rim Tim Tim

    Liliana | Bichos Incríveis, Filmes, TV e Séries, Minha vida num sítio | Sunday, May 4th, 2008

    Ontem eu vi o filme sobre a vida de Rim Tim Tim antes dele ir para os Estados Unidos e se tornar astro de cinema.

    Não sei o quanto foi fantasiado mas foi muito interessante.

    Pena que não peguei o começo do filme e não sei como o cão se juntou ao seu dono. Porém, o filme mostra o pastor alemão em todos os seus aspectos. Desde o adolescente brincalhão até o adulto bem treinado e com forte personalidade.

    Pela história, Rim Tim Tim foi treinado por um prisioneiro alemão durante a Primeira Guerra Mundial num campo francês e pertencia a um piloto americano da Califórnia. Tal prisioneiro era filho de um grande treinador de pastores alemães que havia escrito vários livros sobre o tema os quais o piloto leu.

    Eu tenho dois pastores mestiços: a Graça e o Gigio. Eles não são pastores alemães legítimos porém as características da raça estão todas neles. Eles são minha sombra, onde vou, eles vão aqui em casa.

    Infelizmente já não posso sair a rua com eles pois como aprendi ontem no filme, eles são muito fortes e são capazes de puxar 5 vezes seu peso e eu sofri um acidente com a Graça. Na tentativa de controlá-la, ela acabou rompendo o tendão da minha mão. Tive que me submeter a uma cirurgia reconstrutiva da mão por causa disso. Mas consegui salvar o cachorrinho que ela queria pegar.

    Meus cachorros foram treinados, mesmo o chow chow. A performance dos pastores, principalmente da Graça, era excelente: ela fazia de tudo. Apenas o reflexo de perseguição, que nos levou ao meu acidente, não foi controlado. Depois do acidente e de resolver não mais sair a rua com eles, parei de manter o treinamento. Deixei-os a vontade.

    Hoje, eles fazem o que querem.

    Vocês podem me perguntar como é ter cachorros que fazem o que querem e que nunca levam bronca nem nunca ouvem “não”?

    Eles nunca levam bronca nem ouvem “não” porque não fazem nada errado.

    Eu converso normalmente com eles e peço o que quero e eles fazem.

    “Entra”, “vai comer”, “vai fazer xixi”, “vai para a caminha”, “sobe no jipe”, “pára”, “senta”, “quieto”, “vem”, “sai de cima do meu pé”, “dá licença” e assim por diante.

    Eu percebo que eles me pastoreiam pela casa. Os pastores, claro, não o chow chow. Eu acordo e eles me levam para o banheiro. Depois me levam para a cozinha. Depois me levam para trocar de roupa. Depois me levam para o computador. E quando eu fico muito tempo trabalhando no computador eles vêm e me distraem para eu sair da minha mesa e dar uma volta.

    À noite, se eu cochilo no sofá, eles lambem meu rosto para eu ir dormir na cama.

    E se eu demoro para sair da cama pela manhã, eles reclamam e me arrancam a força para aproveitar o dia.

    Como hoje, domingo. 

    Um belo dia de sol.

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • E Lá Em Cima Do Morro…

    Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Thursday, April 24th, 2008

    Aqui em São Francisco, tinha um amontoado de casinhas na beira do rio que a gente chamava de favelinha. As construções estavam prá lá de perigosas e numa politicagem safada que não tenho estômago para explicar (fizeram o povo comprar casas e não deram indenizações pelas casas desapropriadas) ela foi derrubada e o povo foi transferido para umas novas casas na Rua da Pedra, bem em frente a meu terreno. 

    Assim, dá para ver minha casa lá das casinhas novas. Minha casa lá no alto do morro, meu gramado. E é lá que mora a Andréia, minha amiga e fiel empregada.

    Quando, de repente, ontem um alvoroço começa na rua da Andréia: uns latidos fortes e bravos ecoam pelo ar.

    Andréia sai na rua junto com outros vizinhos para saber de onde vêm os latidos tão bravos.

    - Será que vem de lá de cima? Perguntam-se uns aos outros.

    - Parece o Tai. Responde Andréia.

    - Mas pode ser o Gigio.

    - Não, acho que é o Tai mesmo. Olhe ele lá! O Branquinho no gramado!

    E o povo ficou olhando o Tai latindo bravo na ponta do gramado.

    E especularam:

    - Deve ser um cachorro que subiu o morro.

    - Eu acho que foi um lagarto que cruzou o gramado.

    E sei lá quanto tempo ficaram na discussão do porque o Tai estava tão bravo latindo na ponta do gramado. 

    Hoje de manhã, claro, Andréia quis saber o que aconteceu.

    - Eu não sei. Mas que o Tai ficou bravo, ficou. Até correu, tadinho, com as pernas machucadas.

    - E os outros?

    - Os pastores estavam dormindo e foram depois.

    - A gente viu… 

    Posts Relacionados

  • Ovos
  • Patinhas
  • Prêmio Amigos Virtuais
  • Eu Já Cuspi Pra Cima
  • Ôba! Vamos nos adaptar!


  • “Papai, cadê você?”

    Isso que dá se meter com mulher com filhos…

    Hoje de manhã o Tai acordou viu que o “papai” não estava tomando café da manhã e foi procurá-lo.

    Foi no quarto, não achou.

    Foi no banheiro, não achou.

    Foi procurar as malas, não achou.

    Veio chorando reclamar comigo: “cadê o papai?” 

    “Querido Tatai, o papai não tá.” (Ele tá lá.)

     E é assim que alguém é promovido a “papai” de cachorros.

    Posts Relacionados

  • O Sexo e a Mulher Pelada
  • Ganhei um cavalo!
  • Herói
  • Sustinho
  • Não


  • Ainda Sobre O Tai

    Liliana | Bichos Incríveis | Saturday, March 8th, 2008

    Vejo que algumas pessoas ficaram chocadas com o que aconteceu com o Tai.

    Eu também fiquei. Claro que eu não queria tê-lo raspado. Porém, eu tive que pesar de um lado, várias viagens para São José dos Campos e ele passando mal na viagem, enjoando, sofrendo com o calor, sofrendo e tendo dor com o processo de desembaraçar de pelos, o stress e tudo o mais. E de outro, livrá-lo de todo este sofrimento e da possibilidade de ter uma doença de pele escondida sob aquele pelo sujo e embolotado.

    Após a tosa, descobrimos uma ferida crônica no rosto dele que estava escondida pelos nós. Ele já está tomando antibiótico e a ferida já está fechando. Também pudemos descobrir um problema muito sério nas articulações das patas traseiras que com os pelos nós nunca descobriríamos. Ele anda com dificuldade e achávamos que era por estar gordinho e por ser velho. Infelizmente, o problema é bem mais complexo: as articulações das patas traseiras estão totalmente instáveis. Aparentemente ele não sente dor e tem vida relativamente normal: dá seus passeios no jardim, tem sua rotina.

    Ele faz onze anos agora este mês. É mimado e está feliz assim. Não apresenta outros problemas de saúde. Eu não ligo para a a pelagem dele. Só não quero que ele sofra desnecessariamente de jeito nenhum.

    Agora com o problema das patas de trás ele está sendo muito mais mimado ainda. A única diferença do Tai com pelos e do Tai sem pelos é que ele não pode mais dormir do lado de fora de casa para não tomar friagem. Então, toda noite, eu o chamo para entrar e quando ele entra ele ganha um petisco novo: um pedaço de presunto, um pãozinho, um biscoito, fora um monte de agrados. Eu garanto que ele não está reclamando. E durante o dia, ele fica na varanda, na sombra, exatamente como ele já ficava.

    Quando o Tai era bebê, ele teve pneumonia lá em São Paulo porque era muito pequenininho e veio de um canil com péssimas condições, por isso que eu o comprei, para salvá-lo. E ele se acostumou a usar roupinhas para o frio. Ele adora usar qualquer roupa: camisetas, lencinhos, coleiras. Ele adora paninhos. Durante as Copas de futebol eu sempre colocava camisas verde e amarelas nele. Ele fica todo importante com roupas. Assim, quando esfriar, ele vai usar as roupinhas que ele tanto gosta. Não sei se a pelagem dele vai voltar a ser o que era. Mas não estou preocupada com isso. Meus cachorros não são de exposição, embora o Tai já tenha sido convidado para ir várias vezes. Meus cachorros são cachorros e eu quero poupá-los de qualquer sofrimento possível e deixar a vida deles a melhor que eu puder.

    Posts Relacionados

  • UltraMobileLife
  • Filosofias de Vida no Decorrer dos Tempos
  • Comentários
  • Deixa eu apresentar uma pessoa
  • Viva o Anarquismo!


  • Pelado, peladinho…

    Liliana | Bichos Incríveis, Comentando Comentários | Wednesday, March 5th, 2008

    Nelson pediu (o Nando também pediu) e eu providenciei.

    Para vocês, o Tai peladinho:

     

    Eu sei que ele está gordinho. Nem adianta falar. Ele já come ração light e faz exercícios todo dia. Porém ele já é um senhor de idade.

    Mas ele é uma gracinha, não? Pelado parece um ursinho. 

    Posts Relacionados

  • Pequeno Diálogo
  • Do Zero


  • Do Zero

    Sabe quando a vida da gente fica tão complicada que você não tem energia nem disposição para dar conta de tudo que precisa?

    Então você escolhe o que é inevitável para sua sobrevivência e o que dá para adiar.

    Eu vivi assim por meses.

    No talo.

    Adiando.

    Juro que não faz uma semana que eu tirei o pé do acelerador e pude olhar em volta para o que eu estava evitando olhar.

    Claro que eu queria férias. Agora seria uma época ótima. Porém, resolvi fazer dois cursos novos e eles começam este mês. (Êta mulher que não para de estudar…) Férias só em julho se der.

    Mas como eu estava dizendo, a última coisa que eu ia fazer era pentear meu chow chow. Eu até ia levar para tomar banho no pet shop novo que fizeram aqui em São Francisco.

    Ia não. Levei.

    Ele encrencou com a mocinha e ela ficou morrendo de medo dele. 

    E a situação do pelo foi piorando.

    Eu telefonei para ela e insisti. Ela pediu mil desculpas mas falou: “o único cachorro que eu não vou atender é o seu. Desculpa.” 

    Pedi e combinei com todos aqui de casa: vamos pentear o Tai. Ninguém se mexeu. Principalmente eu. 

    Não dava.

    Então marquei um banho no pet shop em São José, na moça que ele gosta. Ele foi e passou mal no jipe. Eu ainda não estava preparada emocionalmente para ver meu cachorro passar mal. Vocês sabem como é, né? Ele nem tomou banho. Voltou do jeito que foi.

    Mais 3 semanas se passaram até eu ter coragem para levá-lo de novo.

    Levei hoje.

    “Só tosando tudo.”

    “Então tosa…”

    Agora eu vejo meu chow chow pelado como um recomeço.

    Tá tudo zerado.

    Bola pra frente. 

    ( E sim, estou feliz.)

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Meus Cachorros

    Liliana | Bichos Incríveis, Blogworld | Wednesday, February 27th, 2008

    Quem vem me visitar não conhece apenas minha casa, fica conhecendo também os meus companheiros que moram comigo: meus cachorros.

    Eles são tão importantes quanto qualquer pessoa que pudesse estar morando aqui, pois têm personalidades e presenças tão ou mais fortes e complexas que muita gente que já conheci durante minha vida.

    Para que eles pudessem desabrochar em seres tão completos, acredito que houve de minha parte uma abertura e uma aceitação tal que não podei suas manifestações individuais. Muito menos forcei comportamentos meus, deixando-os livres para se manifestarem como seres dotados de inteligência, sentimentos, pensamentos organizados, memórias e experiências próprias.

    Assim, as pessoas que chegam aqui em casa, encontram uma casa cheia com quatro seres distintos. Não apenas com uma mulher. E sim, com três caninos e um humano, todos espaçosos e igualmente inter-relacionáveis.

    Meus cachorros são adultos. Passando os dez anos de idade. Isso significa que cada um, como eu, têm sua rotina própria. Eles são independentes de mim tanto quanto possível alguém que nos ama é independente. Nos relacionamos durante o dia porém, cada um tem sua vida. Eles sentem falta de mim quando não estou tanto quanto sinto falta deles. No entanto, nas ausências, nós fazemos o que costumamos fazer quando não na presença do outro.

    Dizem que o cachorro é a cara do dono. Eu fico orgulhosa de meus cachorros e se eles espelham minha personalidade, fico mais orgulhosa ainda pois vejo cães tranquilos, afáveis, fiéis, amigáveis, de personalidades marcantes e únicas, bem distintas.

    Cada pessoa que vem aqui prefere um deles. Talvez se identifique com um em especial.

    Tem quem prefira a Graça, a pastora preta. A que toma conta, a sempre alerta, um pouco tensa e ansiosa às vezes, mas que ronca como gente quando dorme profundamente ao nosso lado ouvindo nossas conversas. 

    Existem os fãs do Tai, o chow-chow que se comporta como um pequeno leão, majestoso, imponente, aloof,  parado na porta sempre em guarda, sempre alerta e ao mesmo tempo, tão pequeno e medroso como um gato.

    E há os adoradores de Gigio, o malaco adorável vagabundo, que até rendeu menção da Nospheratt em seu blog. O cachorro que pede e dá carinho como ninguém. Uma lição de vida ambulante: relaxe, não entre em pânico! Ele sabe a Resposta para a Questão do Universo, da Vida e Tudo O Mais. 

    Fico feliz que minha participação na vida desses cachorros tenha sido o suficiente para que eles tenham podido se desenvolver como indivíduos plenos e felizes. E que eles, por eles, tenham feito amizades com as pessoas que vêm aqui.

    Ter animais conosco é uma escolha.

    Eu escolhi conviver com eles, não subjugá-los. 

    Posts Relacionados

  • Etiqueta Canina
  • Mais Uma do Cachorro Mais Inteligente do Mundo
  • Adoro Domingos
  • Rotina é segurança
  • Tai e a Dor de Barriga


  • A Gota D’Água

    Liliana | Bichos Incríveis, Filosofando, Minha vida num sítio | Sunday, January 13th, 2008

    Domingo, meio-dia.

    Esta é a primeira semana da minha vida que eu passsei como divorciada.

    Muita gente pode achar que é bobagem minha, frescura.

    Para mim não é.

    Eu não me lembro de como é ser uma pessoa sozinha. Sem laços com alguém. Eu estava neste relacionamento desde meus 20 anos de idade. O que fazem 25 anos no total. Toda minha idade adulta.

    E o divórcio veio muito rápido. Coisa de 2 meses. Pá-pum.

    Foi como se me arrancassem uma perna.

    Sinto como se tivesse passado por uma cirurgia radical e ainda estou me recuperando.

    E como recém-operada ainda tateio tentando me equilibrar.

    Não quis ficar em casa. Quis sair com os  amigos. Quis passear, me distrair. Conversar.

    Tentar conhecer essa Liliana Divorciada, que até segunda-ferira passada nunca existiu.

    Estou me surpreendendo com ela. Umas coisas eu gosto, outras não. Ainda não achei meu equilíbrio. 

    É uma pessoa novinha em folha.

    E para completar, quase morri literalmente num acidente que poderia ter sido muito grave ontem.

    Para mim isso significa uma coisa: hora de recolhimento.

    Quando um sapo dentro de casa é coisa demais para eu conseguir lidar. Quando apenas um sapo me dá arrepios e me faz chorar e me dá dor de cabeça e faz tomar calmantes, é hora de parar.

     

    Chega.

    Estou escrevendo tudo isso para contar para vocês que todos nós temos limites. Uns tem limites maiores que outros. Uns aguentam mais coisas que outros. Outros desistem antes. Alguns não desistem nunca e ficam batendo cabeças eternamente.

    E a gota d’água pode ser qualquer coisa: um sapo, uma palavra, um gesto, uma situação.

    Não tenho idéia o que vou fazer daqui pra frente.

    Primeiro, vou tomar uma Dipirona e acabar meu café. 

    (Este blog continua como sempre continuou por anos a fio.)

    Posts Relacionados

  • Uma História de Quando Eu Era Estudante
  • Quando um blog dá dor de cabeça


  • Definição de Alfa

    A melhor definição de Alfa que eu li até hoje foi na Wikipédia, no verbete Gray Wolf.

    Lá fala do Casal Alfa. Porque os Alfas andam em dupla macho e fêmea, o que eu concordo. Pois como sou fêmea alfa vivo buscando meu macho alfa, e não outro.

    Diz lá: é o casal que tem MAIOR LIBERDADE SOCIAL. Achei isso maravilhoso. É o fazer e estar cagando para o que pensam e dizem de você. O alfa faz o que quer. Básico. E quem pode bancar satisfazer suas vontades? Assumir por suas escolhas? Pagar todos os preços? São poucas as pessoas que são livres de verdade. O alfa banca.

    Outra característica: tem MAIOR CONTROLE SOBRE OS RECURSOS DO MEIO. Ou seja, se vira. Dá um jeito. Sobrevive. Se mantém. Consegue se adaptar ao ambiente e transformá-lo a seu favor. Pode ser com dinheiro, um teto sobre sua cabeça, comida. O alfa não passa apertado, se sustenta.

    E finalmente, MANTÉM COESO E FUNCIONAL O GRUPO justamente pelas capacidades acima. O alfa não precisa liderar. Ele se faz líder naturalmente. O grupo o segue. Quer seguir. 

    Eu gostei demais dessa definição de Casal Alfa. O casal que mantém a matilha em ordem e funcionando.

    Transpondo isso para a tão falada ultimamente Mulher Alfa, temos uma mulher livre, auto-sustentável e líder.

    Em nenhum momento estou dizendo que a Mulher Alfa é uma solitária.

    Apenas sugiro que ela se daria melhor com alguém de características semelhantes a ela. Como vemos na natureza: o Casal Alfa.

    PS- E na minha opinião, Alfa não tem nada a ver com o Mito da Mulher Moderna. Alfa é uma característica da personalidade. 

    Posts Relacionados

  • Tipos de Homem que Chegam na Mulher Alfa
  • Anti-Social
  • O Sábio
  • Porque odeio sapatênis.
  • Acabou? Assim?


  • Seis Graus de Separação de Kevin Bacon

    Liliana | Agora que eu sei disso, posso morrer em paz., Bichos Incríveis | Friday, January 4th, 2008

    Eu adoro essa brincadeira.

    Tudo no mundo é ligado a Kevin Bacon por menos ou até seis graus de separação.

    Hoje, descobri que isso é absolutamente verdade.

    Até eu. E por conseguinte minha cidade, meus amigos e até vocês, se bobear.

    Há anos atrás, quando resolvi sair de São Paulo, escolhi morar numa ilha paradisíaca do Caribe. E fiquei por lá uns dias hospedada num apartamentinho numa praia ao lado de uma casa enorme.

    O tal apartamento que eu estava era de uma mulher que tinha um lindo pastor alemão, o A.J. que me adotou e passeava comigo na praia todos os dias, de manhã e de tarde.

    Uma bela manhã, o A.J. localizou dois poodles minúsculos na praia e correu em direção a eles.

    Eu gelei.

    “Agora fudeu. O pastor vai detonar os poodles.”

    Eu saí correndo e gritando e o A.J. até que me obedeceu e eu consegui pegar os poodles e levá-los de volta para a casa enorme dos meus vizinhos.

    Pois o dono da casa do lado era ninguém menos que o Chuck Norris.

    Calma, ele não estava lá.

    Mas a mulher dele estava e foi ela que veio pegar os cachorros.

    E a gente ficou conversando sobre os bichinhos e ela achando que o A.J. era meu.

    Dalí para frente, sempre que eu cruzava com a “Dona Chucka”, a gente batia um papinho.

    Agora, vamos raciocinar, eu aposto que o Chuck Norris conhece o Kevin Bacon. 

    Assim, está praticamente fechado os meus seis graus de separação com ele. 

    Posts Relacionados

  • Uso de Fluoxetina Em Cães
  • VIVA!!!
  • Que Belo Inverno
  • Querido Diário
  • Transtorno Por Mortificação


  • Minha segunda-feira

    Liliana | Bichos Incríveis, Filmes, TV e Séries, Minha vida num sítio | Monday, November 26th, 2007

    Hoje de manhã havia um lindo gavião de peito branco empoleirado numa árvore aqui perto vigiando o pasto em busca de caça. Como essas aves de rapina são bonitas. Majestosas. Eu adoro “meus” gaviões.

    O dia está tão lindo que finalmente resolvi encomendar os caminhões de bica corrida, uma mistura de pó de pedregulhos com pedrinhas, para dar o acabamento final na estrada. As águas foram desviadas do jeito certo e agora a cobertura da bica corrida vai durar e ficar como se estivesse tudo asfaltado. Vai ficar bem legal. Mas até agora os caminhões não chegaram e Seu Zé vai embora às 5.

    A Andréia não precisou fazer almoço. Alguém resolveu fazer o tal peito de peru gigante no forno a lenha. Divertindo-se cortando madeira com o machado, acendendo o fogo, temperando o peru, mantendo a chama acesa. Eu só estou esperando o resultado.

    E ficamos sem internet por um bom tempo. Caiu o provedor lá em São José. Assisti Dexter.

    É, a vida vai tranquilamente.

    Posts Relacionados

  • Conflito de posts
  • The Unit
  • Ganhei um cavalo!
  • fala baixo
  • BrasilTelecom bloqueia acesso ao YouTube


  • Novo Morador

    Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio | Tuesday, October 23rd, 2007

    E a população do Sítio continua aumentando.

    Somos marido, eu, Andréia, Seu Zé,Tai, Graça, Gigio, os Tico-Ticos, os Gaviões que tomam conta do nosso espaço aéreo, os Lagartos da Estrada e agora… o senhor Sapo.

    Com a volta das chuvas, ele voltou, o Sapo. Acredito que o Senhor Sapo esteve passeando por locais mais molhados durante o inverno e retornou para suas piscininhas as quais devia estar com muitas saudades. Pois o Sapo adora passar a noite dentro das vasilhas de água dos cachorros. E os cachorros não se importam em absoluto porque já são amigos do Sapo de longa data. Inclusive, mantemos uma vasilha sempre cheia do lado de fora da porta de entrada, na varanda para o Sapo.

    Porém, atualmente, Senhor Sapo não está satisfeito com sua vasilha externa. E mudou-se para debaixo do armário ao lado do lavabo na sala de jantar, usando a vasilha do Gigio. Até aí, não nos importamos e até nos acostumamos com seu tchibum na vasilha durante à noite ao assistirmos televisão na sala. O problema foi quando acabou a luz e eu quase pisei nele ao ir para o banheiro.

    Não me agrada nada a idéia de pisar ou chutar um sapo, inclusive porque já chutei um descalça e morri de aflição. (Olha eu morta de nojo.) Assim, tivemos que retirá-lo da sala de jantar e colocá-lo na varanda.

    Porém, ele não gostou.

    Ontem, de novo, ele entrou em casa. Ele quer porque quer ir para a outra vasilha. (E dizem que sapos não interagem…) O Tai, que é seu melhor amigo, e toma conta da porta ficando na soleira, liberou a passagem dele. E o Senhor Sapo entrou. Eu tive que pegar a vassoura e ir tocando o pequeno anfíbio verde e preto que muito descontente foi pulando para fora. Ele ficou assusdado? Nadinha. Não ficou porque aqui ninguém assusta ninguém. E se instalou na soleira não dando mais nenhum pulinho. Eu tive que chamar o Tai para dentro para fechar a porta e impedir novos avanços do Sapo. O Tai veio a contra-gosto, passou por cima do Sapo, que nem se abalou, e entrou.

    Hoje de manhã vimos que ele usou a vasilha de fora mesmo. Indícios de sapo nela.

    Chegamos então a conclusão que não vamos lutar contra o Sapo. Ele que escolha qual vasilha usar. Aqui em casa é uma festa do caqui animal mesmo. E eu vou ter que tomar cuidado ao andar por aí no escuro. Se os cachorros não reclamam do Sapo e eles é que são donos das vasilhas, quem sou eu.

    E detalhe: o Tai é tão amigo do Sapo que uma vez fui agradá-lo e o Sapo estava escondido dentro dos pelos dele.

    Posts Relacionados

  • ViVO só com GSM?
  • Novo Flickr
  • Resoluções de Ano Novo
  • De que lado você ficaria?
  • Minha Virada


  • Next Page »

    Powered by WordPress | Theme by Roy Tanck
    Liliana Pellegrini. Todos Os Direitos Reservados.

    Fechar
    Envie por e-mail