Do Direito De Não Te Convidar

Liliana | Admirável Mundo Velho, Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Monday, June 30th, 2008

Esse caso do menininho que não quis convidar dois coleguinhas para sua festa de aniversário e deu o maior quiprocó na Suécia me chamou bastante a atenção.

O tal garotinho fez questão de não convidar na frente de todos os outros amiguinhos dois desafetos: um deles já não tinha convidado para sua festinha de aniversário, então ele apenas retribuiu o “não-convite” e o outro, havia brigado com ele, eram inimigos.

Pois a escola e os tais desafetos se sentiram discriminados na hora da distribuição dos convitinhos, como se ele tivesse obrigação de convidar a todos os coleguinhas da classe, mesmo quem ele não quisesse.

O caso ganhou os tribunais!

Pode?

Na Suécia, pode.

Os limites do “politicamente correto” neste caso foram francamente ultrapassados no quesito liberdade do menininho de demonstrar sua insatisfação com seus desafetos.

Ninguém deve ser obrigado a convidar outra pessoa de quem não se goste em nome da política de boa vizinhança ou por ser o “socialmente mais legal”.

As pessoas não estão acostumadas a confrontos. A hipocrisia e a mentira reinam por todo o lado, inclusive na Suécia. Se alguém não quer ser hipócrita e demonstrar seu desagrado com outrém, é tratado como bandido.

Se todos estimulassem que as ações viessem à luz da verdade para que seus resultados fossem sentidos e absorvidos, o mundo seria melhor.

Eu conclamo meu direito de mostrar minha insatisfação com você e não ser hipócrita. Se você pisar na bola comigo eu não vou sorrir e dar tapinhas nas costas enquanto falo mal de você por trás. Você saberá que me desagradou. E espero que a recíproca seja verdadeira. Isso economiza tempo e energia.

Não é muito mais fácil assim?

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    Ontem um dos blogs que eu leio, o Papo de Homem publicou um post sobre Aborto.

    Eu odiei o texto porque o autor, um leitor convidado, foi muito infeliz ao escrever sua opinião e eu achei que por ser um assunto tão importante, o PdH poderia tê-lo apresentado de outra forma, com mais qualidade e informação. Uma pena. Um desperdício de espaço virtual e de tempo de quem leu o tal post.

    Independente se sou contra ou a favor do aborto, a questão primeira que defendo sempre e continuarei defendo é a LIBERDADE INDIVIDUAL DO SER HUMANO DE GERIR SUA PRÓPRIA VIDA.

    Quanto mais desenvolvida uma sociedade e seus participantes, precisaríamos de menos leis que a regulassem, teoricamente. Pois as pessoas se auto-regulariam. Isso é totalmente utópico, anárquico. Mas a anarquia parece que é a forma mais avançada de organização social. Por isso estamos longe dela.

    Mas todo passo em direção à liberadade individual é bem-vindo.

    Hoje, o Estado decide por nós várias coisas. O que podemos ou não fazer. Não temos autonomia de decisão sobre nosso corpo.

    Por exemplo, seria meu direito andar de moto sem capacete e ter minha cabeça esbugalhada no asfalto se eu quisesse. Mas a Lei não o permite. Seria meu direito andar sem cinto de segurança e ser arremessada do carro numa batida, mas a Lei não me permite. Esses são exemplos corriqueiros de como o Estado interfere em minha liberdade individual. O mérito do porquê ele o faz, não importa. Mas ele o faz.

    Como ia dizendo, eu defendo a liberdade individual, para a pessoa fazer o que bem entender consigo mesma, sem interferir com outros.

    Hoje no Brasil é negado o direito de escolha às mulheres do que fazer no caso de engravidarem. A única opção é que levem suas gravidezes a termo salvo no caso de estupro ou risco de vida da mãe me parece.

    Isso que me incomoda: a falta de liberdade de escolha. A imposição de um resultado.

    Cada indivíduo, na minha opinião deve poder decidir sobre as questões fundamentais de sua vida. E ter uma filho é uma questão fundamental. O Estado não é capacitado para decidir isso por ninguém.

    Permitindo a liberdade de escolha, daí sim o indivíduo poderá formular sua decisão baseada em suas próprias convicções morais, religiosas, éticas, culturais, psicológicas, financeiras.

    Não precisamos de um Estado paternalista. E sim de um governo que nos respeite.

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  • Como Parecer Rica

    Confesso que resolvi escrever este texto com uma certa revolta. Mas depois, pensando bem, resolvi ser didática e entrar no clima do blog.

    Ontem eu fui até a Receita Federal atualizar meu CPF e entrei em contato direto com o povo querido do nosso Brasil. Numa fila de serviço público tem todo tipo de gente e eu, falante que sou, e como tenho cara de pinico, logo algumas mulheres estavam conversando comigo.

    Lá pelas tantas, a mulher do meu lado direito falou assim: vai você na mesa da frente perguntar, porque rico eles não vão tratar mal e eu sou pobre ela nem vai me responder.

    Na hora eu fiquei tão revoltada. Bateu tão mal o que ela falou. Porém eu fiquei quieta e fingi que nem ouvi e logo depois ela mesma foi até a mesa da frente e foi atendida e teve o problema resolvido.

    Por que ela falou aquilo? A diferença entre nós era patente: eu estava bem vestida e ela estava esculachada. Eu tinha boa postura e ela era toda encurvada. Meu rabo de cavalo estava impecável o dela, todo caindo. Meus papéis estavam numa pastinha, os papéis dela estavam num saco plástico. Eu falava baixo, ela falava alto. Eu não reclamava, ela só reclamava.

    Por todas essas razões ela concluiu que eu era rica.

    Então, vou ensinar vocês a parecer rico.

    Em primeiro lugar você tem que se sentir nem melhor nem pior que as outras pessoas. Você é você e pronto. Isso basta. Você merece ser bem tratado, ter o respeito dos outros, ter seus limites respeitados por ser você e ser você é mais que suficiente, não importa sua conta no banco, se é que você tem conta no banco (isso nem interessa).

    Quando a gente tem esta tranquilidade de saber o que a gente merece, quais os nossos direitos e obrigações e aonde estamos no mundo, qual o nosso papel, nossa postura muda. Podemos levantar a cabeça, empertigar o tronco pois não temos do que nos envergonhar, pelo contrário, temos a percepção de nossa importância para nós mesmos principalmente e para o meio que nos cerca.

    Então, uma segurança interna, um comportamento condizente com esta segurança e uma postura de corpo são importantes para parecer rico.

    Continuando a lição. Você pode parecer rico em qualquer roupa praticamente. Depende muita da postura e do comportamento, como já expliquei. Mas, antes de pensar na roupa, tem o asseio. Não adianta estar com uma roupa linda se não arrumou o cabelo, se as unhas estão sujas e quebradas ou se você não tomou banho. Não precisa ter dinheiro para se manter limpo, com as unhas em dia e com o cabelo arrumado. A mulher em questão nem prendeu direito o rabo de cavalo! Rico não sai de casa se não estiver arrumado. Se você não está a fim de caprichar, não se exponha. Mas se você tem que sair, faça o mínimo que precisar, mas faça bem feito. Nossa casa é o lugar de ficarmos a vontade, descabeladas e desarrumadas, e ninguém tem nada a ver com isso, mas na rua…

    E as roupas?

    Ah! Pois eu aposto que eu paguei bem menos pelos meus sapatinhos mary-jane de salto alto preto que eu usei ontem do que ela pagou pelo par de tênis que ela usava! Como o brasileiro se veste mal! E as pessoas sabem que no fundo estão mal vestidas. E eu fico chateada porque é tudo opção delas. Elas se vestem mal porque querem. Acho que é aquela falta de cuidado para com elas mesmas básico. De nem pensarem sobre isso. De nem pensarem que poderiam ser elas que poderiam estar com a roupa bonita que o “rico” está usando. Acredito que eles nem se vêem usando roupas diferentes.

    Para se vestir bem é preciso pensar em roupas. Gastar uns neurônios com o assunto. Perder um tempinho com isso. Gastar um dinheiro e investir em algumas peças sabendo escolher bem coisas que durem bastante e que não saiam de moda. Hoje em dia há opções de roupas de todos os preços, o negócio é garimpar. Garimpar é o verbo de quem gosta de roupas.

    Quando eu era criança eu aprendi um conceito muito legal de uma mulher muito chique que vou repassar para vocês: ela era casada com um diretor de banco internacional e tinha que ir em muitas festas e jantares e recepções e não podia repetir roupas. Mas ela não tinha dinheiro para tudo isso. Daí ela me contou que comprava suas roupas em lojas indianas baratinhas e fazia uma mágica com acessórios. Ela era francesa, de Paris e me falou seu segredo: o importante é ser exótica e ter imaginação. (E magra!)

    Falando em ser exótica, na verdade cada um deve usar o que faz se sentir bem.

    Eu posso falar só por mim: eu uso roupas que valorizam meu corpo, que elevam meu humor, que me fazem me sentir bonita, que me deixam feliz. Eu uso roupas para mim. O conjunto de minhas roupas e minha atitude impactam as pessoas de determinada forma, acredito que favorável. Mas o mais importante, é que eu fico satisfeita.

    E uma última dica: tenha um espelho grande em casa. Veja-se de corpo inteiro. E vá experimentando novos looks até você se olhar e sorrir para você mesma.

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  • Xavier

    Cheguei agora de São Paulo, onze e tanto da noite, porque fui ver um paciente amigo meu, daqueles favores que só faço para quem eu amo muito. Fui ser neurologista para um amigo que teve AVC (derrame). Ele mora com um amiga e ela estava desesperada porque os outros médicos não deram muitas esperanças e ela pediu para eu ir lá. Claro que eu iria de qualquer forma vê-lo pois gosto muito dele, porém, como ele piorou, hoje tive que ir na base da emergência, como médica.

    Ele não é moço, então não é tão difícil ver um paciente mal como ele está, mas o que me chamou a atenção foi o carinho que ele estava cercado. Era um entra e sai de amigos de todas as idades levando carinho e palavras de conforto para a família e para ele. Foi gente fazer reiki, fazer acupuntura, foi gente levar remédio. Até o ex-marido da minha amiga apareceu em paz. Todos voltados para dar conforto, ajuda, carinho e amor para o doente.

    Eu falei que o caso é grave, que a gente tem que ver como ele reage hora a hora e me coloquei a disposição o tempo todo. Minha amiga não dorme bem há 5 dias cuidando dele. Ele não sofre, recebe as atenções resignado e retribui. Infelizmente não consegue falar.

    Geme às vezes.

    Vocês devem estar se perguntando o que um paciente tão grave está fazendo fora do hospital. É que ninguém quis interná-lo.

    Na verdade, quiseram matá-lo hoje com uma injeção.

    É.

    Meu paciente é um cachorro.

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    Então o Chicão estava contando que os alunos o viram com a namorada na escola. E quando a aula começou, eles vieram encher: “quem era a moça?”

    E o Chicão respondeu: minha namorada.

    E os alunos começaram a tirar sarro como se um homem de 45 anos não pudesse ter namorada.

    E o Chicão virou pra eles e falou: olha, vou dar 3 dicas pra vocês, rapazes.

    Primeiro: boa música.

    Segundo: boa culinária.

    Terceiro: um mínimo de competência.

    E a classe veio abaixo. As meninas aplaudiam concordando. E os meninos faziam cara de bobos.

    E o Professor Chicão ganhou o respeito da turma mais que qualquer outro professor.

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    Li e fui correndo comprar o livro.

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  • With A Little Help From My Friends

    Liliana | Etiqueta ou o Óbvio Repassado, Minha vida num sítio | Tuesday, May 6th, 2008

    Vejam o video! Jimmy Hendrix e Beatles.

    E a gente fundou o Clube dos Solteiros Temporários.

    Tem reunião aqui em casa hoje.

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    Hoje é dia de ficar com raiva de homens.

    Fui acordada em plena madrugada às 9 e meia da manhã por um homem. A boa educação manda não se ligar para a casa dos outros antes das 10 da manhã. O dito cujo não só não telefonou para meu telefone fixo, como ligou no meu celular que fica ao lado da minha cama e me acordou do meu sono justo após ter chegado em casa de uma viagem cansativa e ter ido dormir de madrugada.

    Por quê me ligou? Porque ele estava ansioso. E ao lado dele, havia outro homem ansioso que o fez telefonar.

    E quem paga o pato? A mulher aqui. 

    Mal-dormida, o dia continuou aos trancos e barrancos. Nem bem consigo tomar café da manhã, porque tenho que correr fazer o tal post do Programa de Afiliados que aparentemente todo mundo conseguiu abocanhar alguma coisa, menos eu. E ainda por cima recebo um comentário perguntando se eu tenho o mesmo código de afiliado do meu namorado. Justo de quem! Homens! 

    Nesta altura do campeonato “me casaram” e eu como “boa esposa” é claro que não devia ter um código próprio só meu. Tinha que usar o do “marido”. (Desculpe, Evandro, mas essa foi a impressão que me passou.) Realmente é melhor eu ficar mesmo com meu consultório e deixar essa coisa de blog para os homens. Homens!

    Porque daí eu fui no correio e recebo uma carta da prefeitura de São José dos Campos para eu levantar uma guia de uma multa para pagar da minha firma, vejam só, de desenvolver sites na internet! (e que depois de hoje realmente acho que vou fechar) porque meu ex-marido não apresentou os documentos que faltavam e eu perdi o recurso e fui condenada a pagar a tal multa que eu nem sabia que estava devendo. Porque o tal do ex-marido, quando ainda era marido e sócio gerente da firma, não me falou de nada. Homens!

    E fui correndo para o contador que está acertando as coisas da firma. E ele simplesmente tinha deixado tudo em stand-by por causa de… nada! Homens! 

    Depois os homens dizem que as mulheres reclamam o tempo todo deles.

    Parece que os homens têm uma incapacidade de se colocar na pele das outras pessoas. Uma total falta de empatia. Uma necessidade de realizar e satisfazer seus desejos imediatos e só.

    Homens, hoje eu estou com raiva de vocês.

    Feios e bobos! 

    (Tá bom, eu sei que não é legal generalizar. Mas eu estou brava. E se algum homem bonzinho quiser me deixar contentinha, coloque aí um comentário me dizendo como sou maravilhosa e coisa e tal.) 

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  • Minha Quinta-Feira No Campus Party

    O dia prometia ser agradável. Mas, começou mal.

    Meu carro demorou 20 minutos para aparecer da garagem do hotel.  Deu tempo de olhar no relógio do celular, fumar um cigarro e conferir o tempo de espera no relógio do carro. Enquanto isso, fiquei torrando ao sol na porta do Travel Inn Ibirapuera. Não seria tão desagradável se não tivesse acontecido a outra situação com meu carro na quarta-feira. Parecia brincadeira.

    Já irritada, me dirigi à Bienal e ao cparty.

    Na seção de cadastramento, fiquei esperando os funcionários incompetentes cadastrarem um dos blogueiros mais famosos do Brasil sem sucesso. Uma desorganização e uma política de empurra-empurra que nem a Lucia Freitas falando pelo celular com a mocinha da recepção adiantou. 

    Lá pelas tantas vi que havia um homem fumando perto da entrada junto aos seguranças e fui para lá fumar também para não me irritar mais. Pois os seguranças vieram falar comigo que eu não podia fumar alí. Mas o outro cara estava fumando alí agora mesmo! Então eu falei que sairia pela porta logo na minha frente ao lado deles e fumaria ao lado deles e pedi licença. Eles grosseiramente disseram que não. Que era para eu descer no andar de baixo para eu sair. Eu falei que eu não estava saindo do prédio. Que eu estava apenas ficando na porta, que estava vazia. Eles mandaram que eu saísse do prédio. Eu disse que eu não ia sair do prédio. Eles se juntaram, 3 seguranças enormes e encostaram bem perto de mim e disseram que iam me retirar do prédio e do evento. Eu voltei a falar com ênfase que ninguém ia me tirar dalí. E que eu achava aquilo tudo um absurdo. Como ninguém veio em meu socorro diante de um abuso descabido desses, eu joguei meu cigarro para fora da porta e subi finalmente para o andar de cima sem esperar o credenciamento de ninguém. Agora me arrependo de não ter fotografado os tais seguranças para fazer uma queixa formal.

    Chateada, subi para o local que me foi indicado como permitido para fumar: o banheiro feminino.

    E não deu outra: vieram reclamar que eu estava fumando lá.

    Minha paciência se esgotou. Então quis saber onde era permitido fumar. Pois haviam me dito que teria local para fumantes, pois eu não me disporia a ficar trancada 7 dias sem poder fumar. Se não pudesse, nem teria ido. Nospheratt e eu saímos perguntando seriamente onde se pode fumar aqui. Ninguém sabia. “Mas tem que ter um lugar.” A Lucia Freitas milagrosamente conseguiu falar com um dos chefes da organização que destacou um espaço especialmente para os fumantes no andar de cima. Eu declaro que este espaço só saiu por pressão da Nospheratt, minha e da Lúcia. ( E dizem que um pessoa não faz diferença. Faz sim.)

    Resolvido o problema do fumódromo, pude me dedicar a ver a feira em si.

    Ontem conheci o Nick Ellis do Digital Drops, um amor de pessoa, e junto com ele, o Ian e o Cardoso, fomos passear no andar de baixo. A única coisa que valeu a pena por lá é o capuccino do stand da Microsoft, que é de graça e é gostoso. O resto, nada que  se destaque. Um calor infernal que parecia que o ar condicionado não estava ligado a ponto de eu passar mal e ter que sentar e beber água. Deu para ver uns notebooks ridículos e feios e as únicas coisas que eu levaria para casa se pudesse seriam as inúmeras televisões de LCD nas paredes. 

    O ponto alto de ontem foi o debate entre “jornalistas”e “blogueiros”.

    Essa é uma palavra que eu não aguento mais ouvir: jornalista.

    Fala-se muito de jornalista e pouco de blogueiro neste evento.

    Querem tanto que a “Velha Midia” esteja morta mas dão tanta importância para ela que desse jeito vai ser difícil segurá-la no caixão.

    Volto a dizer aqui, como já disse várias vezes nesse blog que os blogueiros têm um sério problema de auto-estima. Nós não somos “jornalistas” apenas. Somos mais que isso. Nossos blogs, por mais que sejam de nicho, são essencialmente blogs. E blogs são livres. Como bem falou Manoel Netto: ”eu sou o editor, o repórter, o jornalista, o comentarista, o fotógrafo, o designer, eu sou tudo do meu blog.”

    Como expliquei para a Ceila, nós blogueiros somos “personalidades” que se mostram nos blogs. Eu sou Chá de Hortelã. Existe a Nospheratt, o Contraditorium, o Tecnocracia, a LadyBug, o Digital Drops, somos ideologias próprias, um acumulado de funções diversas nos nossos veículos, linhas editorias de cada um. Enfim, é a nossa cara que damos a tapa.

    E, por isso, somos aceitos ou não. Refletindo nisso em credibilidade.

    E credibilidade é a palavra que mais jogam na nossa cara. 

    Se temos credibilidade? Claro que temos!

    Dezenas ou centenas de milhares de leitores dizem que temos. E também a qualidade de nossos leitores dizem que temos credibilidade. 

    Eu não consegui assistir o debate até o fim. Confesso que estou velha e ontem estava particularmente irritada para ouvir certas bobagens. Eu tenho minha opinião e não vou mudar. Aqueles jornalistas têm a opinião deles e não vão mudar. Então deixa para lá.  Não estavam me acrescentando nada.

    Passeie mais um pouco, tirei várias fotos que vocês podem ver no meu Flickr, conheci finalmente o Enio, conversei com o Caloã e o dia acabou num restaurante na Alameda Santos de comida árabe com um pessoal.

    E para encerrar os descalabros da organização do cparty, na saída, a porta que dá para o estacionamento, e pela qual saímos todas as vezes, estava fechada e todas as pessoas precisavam sair pela porta de trás do prédio, precisando dar a volta por todo o edifício da Bienal. Eu perguntei para os segurancas a simples pergunta: “quem teve essa brilhante idéia de fechar a porta que dá para o estacionamento?”

    O zum-zum-zum começou.

    Eu repeti a pergunta até que um segurança mais corajoso veio falar comigo. Ele disse que foi um dos organizadores. Daí eu perguntei por que haviam fechado a porta? E disse que queria entrevistar a pessoa responsável por tal decisão que atrapalhava todos os visitantes. Queria saber a razão, pois obviamente deveria ter uma excelente razão para tal determinação de fechar a porta que dava para o estacionamento. O segurança disse que eu não podia falar com ninguém. Daí eu saquei minha câmera e pedi para ele repetir isso para a câmera que eu filmaria dalí para frente.

    O homem fugiu de mim.

    Logo em seguida apareceu um organizador que não soube explicar porque haviam fechado a porta que dava para o estacionamento. Mas me ofereceu escolta de segurança para mim e meus amigos até o meu carro pois realmente era muito perigoso nós andarmos com nossos laptops durante altas horas da noite por aquelas bandas do parque. E que ele não tinha como abrir a porta do estacionamento para mim pois a mesma estava lacrada!

    Hoje pretendo voltar ao cparty. Espero que meu humor esteja melhor, porque com certeza a organização de lá continua a  mesma. 

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  • Me Xingaram de Brasileirinho de Merda

    Liliana | Comentando Comentários, Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Wednesday, January 23rd, 2008

    Olha que engraçado.

    Recebi este comentário, que vou postar aqui porque está uma piada no contexto que foi escrito: por quem, da onde e porque.

    “Tasse | tborges@portugalmail.pt | IP: 194.210.67.7

    És mesmo um parvalhão chapado …

    A piada n tem piada nenhuma e as explicações da mesma!!!

    N somos atrasados como tu.

    Brasileirinho de merda!!!”

     

    O comentário diz respeito ao post: As Piadas Mais Engraçadas Do Mundo.

    Muito engraçado. Muito engraçado mesmo.

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    A profissão de Petaleiras foi imortalizada no filme Um Príncipe Em Nova York com Eddie Murphy. E eram as mocinhas que jogavam pétalas no caminho do rei para que ele pisasse nelas ao andar.

    Desde que vi as petaleiras eu nutri esse sonho diabólico de ter minhas próprias petaleiras.

    Finalmente, meu sonho se realizou.

    Fui num lugar onde essa inútil profissão realmente existe!

    Cada vez que você ia ao banheiro, depois uma petaleira entrava e colocava flores no vaso. 

    Hilário e nonsense.

    Quando minha amiga chamou minha atenção para o que tinha na privada é claro que eu logo imaginei que o que ela chamou de flores na minha cabeça conhecedora dos seres humanos não podiam ser flores. 

     

    (Por falar em nonsense, vocês já conhecem meu Lado Negro?) 

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  • Feliz Festivus!

    Liliana | Etiqueta ou o Óbvio Repassado, Filmes, TV e Séries | Sunday, December 23rd, 2007

    Para todos os fãs de Seinfeld, como eu…

    Feliz Festivus!

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    Uma querida amiga, eterna namorada, me pediu para eu escrever o Manual dos Namorados. Tenho que dizer isso antes para não tirarem conclusões erradas ao meu respeito como quando escrevi o Como Arrumar Um Namorado, texto endereçado a outra amiga.

    Dito isso, vamos lá, O Manual dos Namorados.

    Primeiro vamos definir o que é namoro.

    Namoro é um relacionamento afetivo entre dois indivíduos marcados por encontros românticos. Isso significa que há períodos em que as pessoas se encontram para ficarem juntas e há períodos em que elas ficam separadas.

    E eu falei dois indivíduos. Eu sempre explico que indivíduo é uma pessoa inteira. Com vida própria, estrutura interna própria, conteúdos psicológicos próprios e auto-sustentáveis. Ou seja, a pessoa existe por si mesma. Ela não precisa de ninguém para existir. Só uma pessoa inteira está pronta para se relacionar com outra. Se não for assim não há relacionamento, nem namoro, nem casamento.

    Então namoro são marcados por encontros românticos entre pessoas que tem um laço afetivo. Ou seja, quando a gente gosta de encontrar uma pessoa, se sente bem ao lado dela, quer encontrar de novo. A sucessão desses encontros é o namoro.

    Assim, basicamente o namoro faz a gente se sentir bem. Por isso que tem gente que quer só namorar, como minha amiga em questão.

    No casamento, vale o “na alegria e na tristeza, na saúde e na doença…” No namoro, o que prevalece ou deveria, é só “na alegria e na saúde” pois o objetivo do encontro é amoroso. E o na tristeza e na doença ficam para os amigos cuidarem. Não quer dizer que o namorado(a) não possa participar dos momentos ruins, mas nessa hora, não é namorado(a), é amigo. E talvez não seja assim que o parceiro queria se mostrar para o seu par romântico, numa situação desfavorável…

    Porque…

    Nos encontros românticos que caracterizam o namoro queremos ou deveríamos querer aparecer no nosso melhor.

    Encontrar o(a) namorado(a) é uma situação especial. Ter qualquer contato com seu par de namoro é uma situação especial, romântica. É o namoro.

    É a hora na qual você vai se relacionar com o  outro. E não pode ser de qualquer jeito. Não é casamento (se bem que nem no casamento é para ser de qualquer jeito).

    Então a primeira coisa é se preparar para este encontro. Veja se você está em condições de se relacionar. Se é um bom momento para você. Porque se for para não dar o melhor de você, nem vá, nem encontre, nem se relacione. Fique na sua até estar digno de seu par e de poder tratá-lo(a)  como ele(a) merece.

    Num encontro de namoro a gente se arruma, capricha na roupa, no banho, na depilação, no perfume, se apronta para o outro. Isso é respeito e carinho. É dar importância ao momento solene de encontrar seu par.

    E quando a gente encontra o outro, nossa atenção é para o outro. Mesmo que se esteja fazendo um programa com outras pessoas, amigos, palestra, churrasco, cinema, etc., a diferença é que você está ao lado de seu par romântico e esse programa é basicamente e em primeiro lugar um encontro romântico. Nunca se esqueça disso. O seu par e o namoro vêm em primeiro lugar. O churrasco, o cinema, os amigos, vêm depois. Por isso que algumas pessoas mudam de jeito quando estão com seus pares e ficam diferentes quando estão sozinhos. É exatamente assim que deve ser. Quando acompanhados por seus pares românticos o encontro é romântico.

    No namoro o que une o par é o prazer da companhia de um com o outro ( na verdade deveria ser esta a única causa de se unir um casal). Fora isso, não há mais nada que os une. Assim é fundamental que os contatos entre eles sejam prazerosos para ambos. Namorar é um eterno reconquistar (ficar casado também).

    No decorrer do tempo as pessoas mudam, ou na pior das hipóteses, não mudam. Geralmente quem tem vida própria muda, cresce, se modifica com as experiências da vida. E essas experiências e modificações nos reinventam todo dia. Somos novas pessoas a cada encontro amoroso. E isso mantém ou afasta o casal. Aí, se o casal vai para o encontro ou o contato com o outro com sua atenção voltada para seu par, como deve ser, vai perceber as mudanças do outro. E vice-versa. Tais mudanças podem uní-los mais ou afastá-los, depende do que eles fazem com a constatação delas.

    É a famosa hora de conversar. Detesto o termo “discutir a relação”.Ninguém é obrigado a conversar nada com ninguém. Mas se aquele contato que antes era prazeroso não está sendo mais, e se a pessoa gostaria que voltasse a ser, a única forma de se resolver o problema é falar o que se sente. E ouvir também. Sem medo das consequências. Sempre procurando deixar melhor, ou retomar uma coisa que antes era boa e deixou de ser.

    Pode ser o fim? Pode.

    Pode melhorar? Pode.

    Pode evoluir para um casamento? Também pode.

    Mas casamento é assunto para outro post.

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    Há meses atrás eu fui num restaurante aqui em SFX e tive uma experiência não muito agradável e detonei o chef aqui no blog.

    Claro que o pessoal do restaurante ficou sabendo.

    Mais cedo ou mais tarde eu iria encontrar o tal chef cara a cara.

    Este final de semana conheci um casal muito simpático com quem fui com a cara de imediato. Conversamos e rimos bastante no sábado e nos encontramos no almoço de domingo na casa de um amigo em comum.

    Foi quando descobri que o cara era o tal chef que eu tinha falado tão mal no blog.

    E o que gente grande faz numa hora dessas?

    Eu falei pra ele, olha, eu sou aquela que fez aquela crítica de você aquela vez. Só agora percebi quem era você.

    E a gente estava em volta de uma mesa e conversamos longamente. Daí a mulher dele, de quem eu gostei muito, se juntou a nós e continuamos a conversar. Tudo numa boa. E eles foram finíssimos dizendo que críticas fazem bem e que são raras as pessoas que dão feedback e que ajudam os outros a melhorarem. E eu falei que eu entendia tudo pois todos somos humanos e temos dias ruins.

    E acabamos a conversa com promessas que eu vou no novo restaurante deles, que o pessoal elogia muito.

    E minha impressão inicial que eles eram um casal muito legal se confirmou.

    Naquela mesa só tinha gente grande.

    PS - O restaurante deles se chama Armazém e o pessoal tem gostado muito.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Blogworld, Etiqueta ou o Óbvio Repassado | Wednesday, November 28th, 2007

    “Não sou machista, só acho que a mulher tem o seu lugar, em geral perto dos pimpolhos. Juro que não é machismo, mas faço questão que ele sustente a nossa casa.

    Não é que ele bata em mim sempre, mas quando eu reclamo que ele chega bêbado tarde em casa ele não aguenta. “Ele me dá cama, comida e máquina de lavar pra eu, uma vagabunda, encher o saco?”, aí, ele não aguenta e senta a porrada.

    Só sei que depois de uns socos eu estou mais macia e até choro de amor por ele. Alguns dias, se ele não estiver bêbado demais, até rola algo mais profundo, entende?
    Sério, ele me ama, mas homem não nasceu para ser monogâmico. Sim, isso só se aplica a ele porquê é ele quem passa o dia inteiro na rua batalhando para pagar o meu conforto.

    Suspeito que tempos atrás era mais fácil sustentar uma casa, mas desde que as empresas passaram a empregar mulheres para fazer serviço de homem os salários se deterioraram. Veja só, hoje há até mulheres jogando futebol.

    Não, isso não é trabalho de mulher. Nós devemos sempre ficar em casa, cuidando da cria e não podemos reclamar que às vezes ele dá suas escapadas.

    Veja bem, há três tipos de mulher: para ter filhos, para dançar e aquelas que controlam os maridos.

    Case com o primeiro tipo, gaste com o segundo e evite o terceiro.”

    Interessante.

    Colocado assim não parece mais piada, não é?

    Para entender tudo visite o PdH.

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