As Coisas Bem Acabadinhas Ou Cloverfield

Liliana | Filmes, TV e Séries | Wednesday, July 2nd, 2008

Acabei de ver o filme Cloverfield.

Enquanto estava vendo, eu estava adorando. Um bom e moderno e bem feito filme de monstro. Com monstro grande, feio, malvado destruindo a Estátua da Liberdade e toda Nova Iorque como todo filme de monstro legal tem que ser.

Eu estava adorando enquanto via o filme.

Enquanto.

Porque chegou uma hora que o filme acaba e…

Isso mesmo. Nada.

Podem achar moderno, diferente, o que for. Eu detesto filme que não tem final.

Mas vocês podem argumentar que o filme teve final sim, que os mocinhos da aventura morrem e pronto. Acaba o filme.

AHÁ!

Eu discordo.

O filme foi feito do ponto de vista de coadjuvantes da aventura. Justamente essa seria a graça do filme: personagens comuns, gente normal, nada de mais, enquanto os heróis seriam os caras lá lutando contra o monstro ou o próprio monstro, talvez.

Não sei se sou só eu, mas eu não costumo me identificar com o cara normal coadjuvante da história que é pisado pelo monstro.

Então, o que eu queria ver era o herói explodindo o monstro no final.

Ou uma bela bomba atômica pulverizando Manhattan, isso também servia. (E eles dão a entender que isso acontece mas não ficou claro para mim.)

Para mim não tem nada mais brochante do que coisa mal resolvida. Eu acho que não deixar as coisas claras, não por ponto final é coisa tão de coadjuvante, como de estar andando na rua e de repente ser pisado pelo monstro. Do nada.

Coisa de herói é sair do esconderijo e enfrentar o que for para enfrentar, nem que seja uma retirada estratégica para depois voltar a carga.

E acabar com o monstro. (Porque o herói sempre vence.)

E ficar de alma lavada.

É.

No fim, não gostei de Cloverfield. Me distraiu, mas não lavou minha alma como toda boa história deve fazer.

(Eu não dou bola para quem é coadjuvante na vida, vou dar bola para um filme de coadjuvantes?)

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Filmes, TV e Séries, Filosofando | Sunday, June 22nd, 2008

    Ontem eu fiz uma mágica no computador que envolve downloads e torrents e vi os tais episódios de House.

    É. Legal. Mas não achei nada de mais. 

    House foi House.

    Eu achei que ele tinha um caso com a Amber porque só isso justificaria o Wilson ficar tão bravo a ponto de perder a amizade.

    Ela só foi buscá-lo no bar. O amigo bêbado do marido. Foi uma acidente. Ele não tem culpa do ônibus ter batido.

    Qual o drama aí?

    Foi um puta azar, isso sim. Mas como diz o I Ching, sem culpa.

    Daí vocês poderiam dizer que se ele não bebesse nada disso teria acontecido.

    Mas o Wilson já era amigo dele do jeito que ele era, bêbado e drogado. 

    Foi azar.

    Como ele falou, é randômico.

    Eu vejo a vida como House: a vida é randômica. Nada mais que isso.

    Sem culpas, sem predestinações, sem carma, sem leis de causa e efeito. Pura e simples randômica.

    Se Wilson culpar House por alguma coisa,  que pode acontecer, porque Wilson não é House e talvez a visão dele seja diferente, a série talvez fique um draminha meio bobo. Espero que não aconteça. 

    É uma boa série, sem dúvida.

    Valeu ter visto.

    Realmente o que chamou a atenção foi a culpa de House. Ele sim assumiu a culpa durante os dois episódios, coisa anômala. Mas no final, na conversa final com Amber ele volta às suas convicções de que a vida é randômica mesmo e que ele não tem culpa e vive.

    As coisas são como são.

    Coisas ruins acontecem com gente boa. O tempo todo.

    E os caras maus nem sempre se dão mal. É um fato. 

    Essa é uma verdade da vida nem sempre fácil de se conviver numa boa. Por isso que tanta gente precisa de religião. Para explicar, justificar.

    Para pessoas como eu, que não tem a religião como suporte, vemos a vida de uma forma meio dura e fria: as coisas acontecem e pronto. Randomicamente. Pode acontecer com qualquer um, a qualquer hora, sem razão nenhuma.

    Eu trabalhei com emergências durante bom tempo e vi isso acontecer. Você está vivo e logo depois você está morto.

    Os críticos de pessoas como eu sempre mencionam: e se acontece comigo? Eu continuaria a pensar do mesmo jeito? Eu não me voltaria a uma estância superior, não buscaria conforto em deus, na religião ou coisa parecida?

    Pois coisas ruins já aconteceram comigo e eu não me voltei a nada porque não acredito que há nada. Quando estamos próximos à morte há um silêncio muito grande e uma solidão enorme. E eu tive mais que certeza que foi tudo por acaso. Randômico. Eram coisas ruins acontecendo com uma pessoa boa.

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    Liliana | Filmes, TV e Séries | Saturday, June 21st, 2008

    Falando em séries de TV, eu gosto muito de Criminal Minds.

    É sobre uma equipe de Análise Comportamental do FBI que caça serial killers.

    Eu tenho curiosidade por serial killers. Acho fascinante.

    E os personagens são muito bons. Meus preferidos são o Dr. Reed, um jovem gênio e o agente velhão que volta da aposentadoria feito pelo Mantegna.

    Muito boa série. Passa no AXN.

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  • Parece Que Vou Ter Que Assistir House

    Depois que li o post da Lu Monte sobre o capítulo final de House fiquei com vontade de ver. A Tina também falou dele. A Lu Freitas…

    Parece que só eu no mundo não vi.

    Confesso que faz tempo que não vejo televisão. No máximo algum filme de vez em quando.

    Eu quero estórias que comecem e acabem na hora. Não quero nada para deixar para a semana que vem. Não quero coisas por fazer, a ver, a acertar. Estou querendo tudo resolvido, pronto. Acabado.

    E acompanhar séries não está combinado com meu perfil atual.

    Completamente sem paciência.

    Ou melhor, com paciência para outras coisas, não isso.

    E eu adoro séries.

    Não as uso como catarse como a Lu, mas já as usei como meu universo particular onde me refugiava na infância. Elas foram muito importantes para mim. Eram meu refúgio de uma infância de abusos de pais maus.

    Hoje já não preciso entrar nesse mundo de fantasia, nem ser um personagem de uma série de televisão.

    Eu cresci.

    E elas puderam se tornar apenas o que sempre deveriam ter sido: uma saudável diversão.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Blogworld, Filmes, TV e Séries | Saturday, June 14th, 2008

    Dando uma de MarinaW no Blowg

    Montgomery Clift.

    Um gato.

    Problemático.

    Morreu com 45 anos.

    Puta ator.

    Todo mundo só fala do James Dean.

    Eu gosto mais do Monty.

    (Por que que a gente gosta dos complicados?)

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  • Sex And The City: Já Vi Este Filme Antes

    Liliana | Admirável Mundo Velho, Filmes, TV e Séries | Friday, June 13th, 2008

    CUIDADO! CONTÉM SPOILERS!

    Era o que me faltava ver este filme no Dia Dos Namorados.

    Eu queria fazer um programa leve, me distrair do fato de passar o primeiro Dia dos Namorados sozinha em 25 anos e caí numa armadilha.

    Em vez de me divertir, este filme foi uma tortura.

    Eu juro que tentei prestar atenção nas roupas e sapatos, que estão bárbaros. Mas na verdade, o filme é a história de 4 quarentonas com problemas de mulheres na faixa de seus quarenta anos e adivinhem. Será que eu me identifiquei com elas?

    Não dá para fazer um filme de contos de fadas com mulheres de quarenta e tantos anos.

    Principalmente se a gente pensar que as 4 personagens são facetas de todas nós. Ninguém é uma só. Temos nosso lado Carrie, o lado Samantha, o lado Charlotte e o lado Miranda.

    E foi identificada com a Carrie que comecei vendo o filme: ela escrevendo em seu Macbook, profissional, resolvida, em seu apartamento. E as semelhanças acabaram aí e um filme psicodélico para minha cabeça que me lembrou meus vinte e um anos passou tudo de novo. Ela entra numas de casar de véu e grinalda com o Big para morar numa pent-house maravilhosa na Quinta Avenida. Coisa de sonho e de me fazer morrer de inveja. Nessa hora do filme eu quis morrer.

    Quando Big não aparece para o casamento e a decepciona eu voltei a um terreno mais atual, real e que eu pudesse me identificar de novo. Que alívio.

    A depressão, o sofrimento, a decepção, as esperanças estraçalhadas. Isso sim eu entendo.

    Miranda casada já não faz sexo com o marido. A vida profissional, o filho, as circunstâncias os afastaram. Também já vi este filme. Traição, separação, mágoa. Miranda infeliz destila veneno contra o casamento.

    Charlotte é a única que está feliz. Todos os seus sonhos se realizaram. Até o da gravidez tão desejada. E até ela desempenha um papel importantíssimo em nossa psique: o da culpa de ser feliz e daquela pessoa que tem medo. Todos temos medo de sermos felizes e por causa de nossa felicidade achamos que então algo de mal vai acontecer. Não podemos acreditar que sim, está tudo bem. É isso mesmo. Estamos felizes e não tem nada de errado em ser feliz. Sem culpa, como diz o I Ching. Este é o sofrimento de Charlotte.

    E Samantha?

    Ahh, Samantha…

    Quando eu fiz o tal teste “Que personagem de Sex And The City você é?” meu resultado foi Samantha. 

    Eu não passo nem perto do desprendimento sexual que Samantha demonstrou em toda a série da televisão. Porém, eu era a Samantha do filme sem tirar nem por.

    E isso acabou comigo.

    Samantha está num relacionamento estável com Jerrod. Eles se amam. E a vida dela, pasmem, passa a girar em torno da dele. Samantha é movida a energia sexual e ele como único parceiro e única fonte de descarga dessa energia fica como o farol da vida dela. Ela começa a sublimar esta energia sexual: comendo, daí engorda e, se apegando a um cachorrinho, seu novo objeto de carinho.

    Quando perguntam para ela quando ela foi feliz, a resposta: há seis meses.

    Claro que no final ela fala para Jerrod: “Darling, I love you, but I love me most”, ou algo parecido. E acaba o filme sozinha, gorda com o cachorro.

    Miranda perdoa o marido traidor e volta para o Brooklin. Claro, foi tudo culpa dela ele a ter traído. Quem mandou não fazer sexo com ele? Arre!

    Charlotte simplesmente perde a culpa de ser feliz, num estalo, rapidinho, superficialmente. 

    Carrie amarga meses detestando Big e por acaso encontra com ele e se joga nos seus braços e topa se casar na prefeitura. Claro, a culpa de tudo foi dela que o forçou a uma cerimônia de casamento que ele tinha trauma e por isso ele a abandonou.

    Carrie culpada, Miranda culpada, Samantha culpada.

    Foi um tal de assumir culpa que eu saí do cinema pesando quinhentos quilos e triste.

    Pensei: esse é um retrato de nós mulheres nos seus quarenta anos e eu estou fudida.

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    Liliana | Filmes, TV e Séries, Tem de tudo nessa Internet maravilhosa | Tuesday, June 10th, 2008

    Eu também não conhecia esse.

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    Liliana | Filmes, TV e Séries, Tem de tudo nessa Internet maravilhosa | Tuesday, June 10th, 2008

    Eu não sei se vocês já viram. Eu só vi hoje.

    Shining

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    Quem é você em “Sex and the City”?

    Samantha Jones

    Livre, linda e solta, essa é Samantha, personagem fogosa interpretada por Kim Catrall. Pessoas com esse tipo de personalidade são marcantes e brilham quando entram em qualquer ambiente. Você é provavelmente aquela amiga que não deixa ninguém de baixo astral, sempre mostrando o lado bom, divertido e glamuroso de tudo. Autoconfiança e sexualidade à flor da pele revelam uma mulher que sempre faz questão de ser forte e desejável. Mesmo que seja alguém incrível, o medo de se mostrar vulnerável pode atrapalhar seu crescimento pessoal, impedindo de vivenciar sentimentos bons.

    Eu adoro a série. Adoro as personagens. Adoro as roupas. Os sapatos. Ai, os sapatos!

    Claro que vou ver o filme.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Filmes, TV e Séries | Monday, May 26th, 2008

    Tem filmes na vida da gente que nos acompanham e significam muito. MASH é um deles no meu caso.

    Passou ontem no Telecine Cult e eu vi.

    Se você ainda não viu precisa ver. É daqueles filmes fundamentais. Lição de vida mesmo.

    Ele deu origem a uma série de televisão que durou anos e eu me lembro do episódio final ainda hoje como se tivesse acabado de ver.

    Tanto o filme quanto a série marcaram minha vida e participaram nas escolhas que eu fiz. Eu fantasiava quando pequena que eu era cirurgiã junto com o Falcão e o Caçador e me imaginava operando lá no MASH. Isso me inspirou para a Medicina e a Cirurgia.

    A música-tema, Suicide is Painless, é um clássico de momentos de depressão. Quem nunca ficou puto com a vida e não sorriu ao ouvir a canção atire a primeira pedra. Ouvi muito “the game of life is hard to play, we’re gonna lose it anyway…” e “suicide is painless, it brings on many changes…”

    E foi por causa de MASH que eu conheci um grande amor. E foi vendo MASH que meu coração se partiu.

    Sincronicidades…

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  • Iris e Amanda

    Liliana | Admirável Mundo Velho, Filmes, TV e Séries | Monday, May 26th, 2008

    Ontem eu vi o filme Holiday com Kate Winslet e Cameron Diaz. Um filme bem de menina com final feliz, ainda bem.

    Kate Winslet faz o papel de Iris, uma mulher apaixonada por um ex-namorado que não quer saber mais dela romanticamente, porém, ele sempre a procura e faz questão de manter contato. Quando ele fica noivo de outra, Iris decide trocar de casa com Amanda para tentar esquecê-lo.

    Não consegue.

    Ele vai atrás dela mesmo assim. Mesmo noivo da outra.

    Enquanto isso, Amanda é uma mulher de sucesso profissional, envolvida com sua vida e seu namorado se ressente com isso e a trai com a recepcionista de 24 anos. Ela é quem troca de casa com Iris.

    Temos então dois opostos em termos de mulher: uma perdida de amores e a outra sendo acusada por amar de menos. E fica aquela sensação de que nenhum dos dois homens em questão nunca ficam satisfeitos com nada.

    É claro que no final feliz as duas encontram novos amores. Iris dá um basta no cara chato que a persegue e se abre para o cara legal que era seu amigo. Amanda se solta e se apaixona perdidamente pelo irmão de Iris. E o filme acaba aí.

    E era a continuação que eu queria ver.

    Porque Amanda não resolveu seu problema de morar em Los Angeles e seu amor morar na Inglaterra; de ela ser muito mais bem sucedida que ele e ele ter dado a entender que ficava assoberbado com isso. E sobre Iris então, não mostram nada. Apenas os dois passando o Natal juntos na Inglaterra. Mas como Iris iria se comportar? Será que ela resolveu seu problema de auto-estima ou ela abandonaria sua vida para seguir o novo amor no novo país?

    Relacionamentos podem ser tão complicados. Ou podem ser simples. São as pessoas que são complicadas.

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    Eu acho que comentei por aqui, ou não, não sei, que o correspondente de filme do Sob O Sol Da Toscana para os homens é Um Bom Ano, com Russel Crowe.

    Esses dois filmes deviam ser obrigatórios para homens e mulheres.

    Achei bem legal minha amiga Joaninha dar o nome ao seu blog LadybugBrazil por causa do Sob O Sol da Toscana.

    Vou explicar para quem não sabe do que se trata.

    Em ambos os filmes temos dois adultos solitários, tristes. Cada um viaja para um local diferente. A mulher vai para a Toscana, na Itália e compra uma casa velha e a reforma. O homem herda um vinhedo na França caindo aos pedaços e o ergue de novo. Nestes processos de reforma de lugares velhos e abandonados, os protagonistas vão se modificando e se descobrindo como pessoas diferentes do que imaginavam ser até então.

    A mulher, que queria tanto um monte de coisas, como um amor, uma família, um casamento, aprende nesse processo a levar sua vida e ficar numa posição mais receptiva para que “as joaninhas possam chegar até ela”. Ou seja, a gente deve levar nossa vida por nós, sem depender de ninguém, sem esperar nada, e quando a gente menos esperar, estaremos cobertos de ladybugs (joaninhas).

    O homem no vinhedo tinha tudo que ele achava que queria: dinheiro, poder, mulheres. Mas ao se deparar com a vida completamente diferente e com valores completamente diferentes, ele se reavalia. E percebe que o que ele tinha antes na verdade não valia nada. O vinhedo era de seu tio e ele não entendia a vida que o tio escolhera. Depois, ele passa a entender, inclusive o porquê de seu tio ter deixado o vinhedo para ele.

    Ambos os protagonistas saíram de grandes cidades, tiveram revezes na vida, foram parar em ambientes bucólicos caindo aos pedaços e reconstruíram esses lugares ao mesmo tempo que descobriam novos valores para si mesmo.

    Lembra alguém?

    Pois é. São Francisco Xavier… Preciso dizer mais?

    E hoje eu acordei exatamente com a sensação da mulher do filme: satisfeita.

    Que venham as joaninhas!

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  • E Assim Caminha A “Umanidade”

    Eu não sou de ficar falando muito dessas coisas por causa da Primeira Diretriz.

    Mas eu não resisto: Mulheres proibidas de deixar o país, Malásia, sem autorização da família ou empregadores.

    Depois eu falo que o mundo vai ser apenas de gente burra, fanática religiosa e obesa e acham que eu estou exagerando.

    Por falar nisso, vocês viram Idiocracy? Ótimo filme.

     

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    Liliana | Bichos Incríveis, Filmes, TV e Séries, Minha vida num sítio | Sunday, May 4th, 2008

    Ontem eu vi o filme sobre a vida de Rim Tim Tim antes dele ir para os Estados Unidos e se tornar astro de cinema.

    Não sei o quanto foi fantasiado mas foi muito interessante.

    Pena que não peguei o começo do filme e não sei como o cão se juntou ao seu dono. Porém, o filme mostra o pastor alemão em todos os seus aspectos. Desde o adolescente brincalhão até o adulto bem treinado e com forte personalidade.

    Pela história, Rim Tim Tim foi treinado por um prisioneiro alemão durante a Primeira Guerra Mundial num campo francês e pertencia a um piloto americano da Califórnia. Tal prisioneiro era filho de um grande treinador de pastores alemães que havia escrito vários livros sobre o tema os quais o piloto leu.

    Eu tenho dois pastores mestiços: a Graça e o Gigio. Eles não são pastores alemães legítimos porém as características da raça estão todas neles. Eles são minha sombra, onde vou, eles vão aqui em casa.

    Infelizmente já não posso sair a rua com eles pois como aprendi ontem no filme, eles são muito fortes e são capazes de puxar 5 vezes seu peso e eu sofri um acidente com a Graça. Na tentativa de controlá-la, ela acabou rompendo o tendão da minha mão. Tive que me submeter a uma cirurgia reconstrutiva da mão por causa disso. Mas consegui salvar o cachorrinho que ela queria pegar.

    Meus cachorros foram treinados, mesmo o chow chow. A performance dos pastores, principalmente da Graça, era excelente: ela fazia de tudo. Apenas o reflexo de perseguição, que nos levou ao meu acidente, não foi controlado. Depois do acidente e de resolver não mais sair a rua com eles, parei de manter o treinamento. Deixei-os a vontade.

    Hoje, eles fazem o que querem.

    Vocês podem me perguntar como é ter cachorros que fazem o que querem e que nunca levam bronca nem nunca ouvem “não”?

    Eles nunca levam bronca nem ouvem “não” porque não fazem nada errado.

    Eu converso normalmente com eles e peço o que quero e eles fazem.

    “Entra”, “vai comer”, “vai fazer xixi”, “vai para a caminha”, “sobe no jipe”, “pára”, “senta”, “quieto”, “vem”, “sai de cima do meu pé”, “dá licença” e assim por diante.

    Eu percebo que eles me pastoreiam pela casa. Os pastores, claro, não o chow chow. Eu acordo e eles me levam para o banheiro. Depois me levam para a cozinha. Depois me levam para trocar de roupa. Depois me levam para o computador. E quando eu fico muito tempo trabalhando no computador eles vêm e me distraem para eu sair da minha mesa e dar uma volta.

    À noite, se eu cochilo no sofá, eles lambem meu rosto para eu ir dormir na cama.

    E se eu demoro para sair da cama pela manhã, eles reclamam e me arrancam a força para aproveitar o dia.

    Como hoje, domingo. 

    Um belo dia de sol.

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  • A Megera Domada

    E não é que acabaram de subir para o YouTube o filme todo?

    Aqui está a parte 1: 

    (Qualquer semelhança com a vida real não é uma coincidência…) 

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