Aborto, O Problema É Mais Embaixo

Ontem um dos blogs que eu leio, o Papo de Homem publicou um post sobre Aborto.

Eu odiei o texto porque o autor, um leitor convidado, foi muito infeliz ao escrever sua opinião e eu achei que por ser um assunto tão importante, o PdH poderia tê-lo apresentado de outra forma, com mais qualidade e informação. Uma pena. Um desperdício de espaço virtual e de tempo de quem leu o tal post.

Independente se sou contra ou a favor do aborto, a questão primeira que defendo sempre e continuarei defendo é a LIBERDADE INDIVIDUAL DO SER HUMANO DE GERIR SUA PRÓPRIA VIDA.

Quanto mais desenvolvida uma sociedade e seus participantes, precisaríamos de menos leis que a regulassem, teoricamente. Pois as pessoas se auto-regulariam. Isso é totalmente utópico, anárquico. Mas a anarquia parece que é a forma mais avançada de organização social. Por isso estamos longe dela.

Mas todo passo em direção à liberadade individual é bem-vindo.

Hoje, o Estado decide por nós várias coisas. O que podemos ou não fazer. Não temos autonomia de decisão sobre nosso corpo.

Por exemplo, seria meu direito andar de moto sem capacete e ter minha cabeça esbugalhada no asfalto se eu quisesse. Mas a Lei não o permite. Seria meu direito andar sem cinto de segurança e ser arremessada do carro numa batida, mas a Lei não me permite. Esses são exemplos corriqueiros de como o Estado interfere em minha liberdade individual. O mérito do porquê ele o faz, não importa. Mas ele o faz.

Como ia dizendo, eu defendo a liberdade individual, para a pessoa fazer o que bem entender consigo mesma, sem interferir com outros.

Hoje no Brasil é negado o direito de escolha às mulheres do que fazer no caso de engravidarem. A única opção é que levem suas gravidezes a termo salvo no caso de estupro ou risco de vida da mãe me parece.

Isso que me incomoda: a falta de liberdade de escolha. A imposição de um resultado.

Cada indivíduo, na minha opinião deve poder decidir sobre as questões fundamentais de sua vida. E ter uma filho é uma questão fundamental. O Estado não é capacitado para decidir isso por ninguém.

Permitindo a liberdade de escolha, daí sim o indivíduo poderá formular sua decisão baseada em suas próprias convicções morais, religiosas, éticas, culturais, psicológicas, financeiras.

Não precisamos de um Estado paternalista. E sim de um governo que nos respeite.

Posts Relacionados

  • Aborto
  • Eu Sou A Favor Do Aborto
  • Sobre Descriminalização do Aborto
  • Luciano Huck, o Ladrão e Tropa de Elite
  • Resolvido.


  • Mauricio, Estou Com Frio!

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!, Minha vida num sítio | Thursday, May 1st, 2008

    Mauricio,

    São dez e tanto da noite e eu estou dentro do meu jipinho, que vocês chamam de noventinha, mas eu chamo de jipinho mesmo. Estou no meio da Ayrton Senna indo para minha distante casa em São Francisco Xavier e você não me sai da cabeça.
    O vento gelado que corta meu rosto quando abro o vidro para poder fumar é o mesmo vento que atinge meus pézinhos desnudos nesta noite fria.
    Eu não sei onde estava com a cabeça de colocar aqueles sapatinhos de salto fino e dedos a mostra entre tirinhas finas e uma flor.
    Porém eu contava com o ar quente do meu carro.
    Eu reconheço sua gentileza em intervir no retorno do meu querido jipinho vermelho de teto branco para sua casinha no alto do morro. E agradeço.
    Mas Mauricio, estou com frio.
    E por ter frio nas cinzentas madrugadas da serra eu abandonei meu querido companheiro de 10 anos para consertar seu ar quente.
    A revisão era apenas um detalhe.
    Eu entreguei meu carro para uma mocinha de nariz empinado e junto uma listinha onde no topo de minhas recomendações estava lá: ar quente.
    Não bastando, telefonei para o Gustavo várias vezes nos quase 15 dias que demoraram para me dar o orçamento do serviço e sempre o lembrei: ar quente.
    Hoje, cinquenta e dois dias depois de ter confiado meu companheiro que me leva para lá e para cá nessas estradinhas de terra onde moro, a primeira coisa que perguntei para o Gustavo foi: consertaram o o ar quente?
    Ele disse que sim. Que assim que o motor estivesse funcionando o ar sairia quente.
    Pois não saiu.
    (Imediatamente à tarde telefonei para o Gustavo para avisar do ar frio que saia e ele disse que me ligaria em seguida e não ligou mais.)
    Estou com frio.
    Mexi e remexi na alavanquinha vermelha e não houve diferença: o vento que sai é gelado como a noite.
    E eu pensei em você. E resolvi escrever esta cartinha singela para te dizer…
    Mauricio, estou com frio.

    Liliana

    (Carta Aberta ao Mauricio da Autostar)

    Posts Relacionados

  • Frio
  • O que o frio faz com a gente
  • Piquet e Pechincha
  • Prontinha para o frio.
  • Aconteceu o que eu mais temia


  • O Livro Da Maitê - Uma Vida Inventada

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!, Minha vida num sítio | Thursday, April 10th, 2008

    Fui convidada pela Ediouro para escrever uma resenha do novo livro da Maitê Proença - Uma Vida Inventada em troca de receber dois exemplares: um para mim, claro, e outro para dar para algum leitor aqui do blog.

    A tal resenha era para ter saído na semana de lançamento do livro, semana passada. Porém, morar na roça tem suas desvantagens como puderam constatar na última peripécia de minha cara metade. Eu só recebi os livros bem depois do lançamento.

    Então, relaxei e resolvi fazer o que sempre faço: fui ver direitinho do que se tratava o tal livro da Maitê e escrever para vocês minha opinião mais sincera possível. Pois afinal, meu compromisso é com meus leitores. Ganhando livro de graça ou não. 

    Primeiro, Maitê Proença para mim era só um rosto bonito que eu sabia que participava de um programa de mulheres na GNT. Minha amiga Angélica vivia falando para mim: você viu o Saia Justa? E eu: eu não, pra quê? Já tenho minhas opiniões, pra que quero ouvir opiniões de outras mulheres? E parecia que eu era a única mulher do mundo que não assistia Saia Justa e não sabia nada de Maitê Proença. Nunca tinha lido nada dela antes também. Nunca me interessei. Confesso que nem novelas com ela eu vi. Não sou de ver novelas.

    O máximo de Maitê que eu falava é que minha ex-cunhada é a cara dela. E só.

    Acho que quis ler o livro dela por causa de uma dessas coisas do destino que me fizeram vê-la como mulher. Nada a ver com a atriz, com a figura pública. Apenas uma coincidência e para mim ela era uma mulher real perdida na minha memória numa história do meu passado. 

    E foi exatamente isso que encontrei em seu livro: uma mulher fantástica. Com uma vida incrível. Que MULHER! Que tesão de mulher.

    Para mim fica difícil dizer o que é inventado ou não no livro. Prefiro acreditar que tudo é verdade. Ela tem estofo para aguentar tudo que escreveu e sair do outro lado linda e maravilhosa. Isso que a faz uma puta mulher. 

    Eu recomendo que as mulheres leiam este livro para não terem vidas bundas.

    E recomendo para os homens lerem este livro para verem como é que é uma mulher de verdade.

    Adorei o livro. Adorei Maitê. Gostaria de tê-la como amiga e bater longos papos com ela. Deve ser bem divertido.

    Querida Maitê, se algum dia ler isso aqui, fique sabendo que está convidada para vir ficar uns dias aqui em casa jogando conversa fora. Você é das minhas. (E como escreve bem!) [dou o maior apoio - Cara Metade]

    Bem, queridos, um dos livros não vou dar de jeito nenhum. Vai ficar comigo. O outro, vou mandar para o primeiro que fizer um resumo básico do primeiro livro dela aqui nos comentários porque fiquei curiosa. Certo? 

    Posts Relacionados

  • Sua Vida Dava Um Livro?
  • Não leiam esse livro
  • Coração De Pedra
  • Diário de Uma Bipolar
  • A Vida É Foda


  • Thoughts.Com

    Há um bom tempo atrás eu me inscrevi no site ReviewMe para fazer resenhas pagas na internet. Recebi algumas ofertas que recusei por não achar que tinha a ver com o conteúdo deste blog, (como uma companhia aérea!) até que hoje me ofereceram para escrever sobre o Thoughts.Com.

    Thoughts. Com é um site de Midia Social para criar blogs. O que achei legal é que além de blogs, sem limite de banda e uma comunidade online, você pode hospedar fotos, vídeos e podcasts. Tudo junto num lugar só. E de graça.

    Então deixa eu explicar melhor: em vez de ter um site para fotos como o Flickr, um site para vídeos como o YouTube, um site para blogs como o WordPress ou Blogspot, você junta tudo no Thoughts.Com, além de ferramentas de chat com Forum e podcasts.

    Eu achei bem interessante para quem está se iniciando no mundo dos blogs e quer uma nova opção. Por isso aceitei esta resenha paga.

    Eu me inscrevi no serviço, testei a interface e achei bem fácil de usar. As opções são enormes. Dá para fazer bastante coisa. Rapidamente fiz um post e coloquei online sem me preocupar com o visual. O próprio serviço também disponibiliza meios de divulgação para outros sites como Google, Del.ici.ous, etc..

    E você pode ter feedback de seus leitores de várias formas, não só por comentários, que é outro diferencial do site. As pessoas podem comentar suas fotos, seus vídeos, indicar você, é um serviço dinâmico como deve ser.

    Assim, divirtam-se! Para acessar o site e criar seu próprio blog clique aqui: Create Blog!

    Posts Relacionados

  • No related posts


  • Minha Quinta-Feira No Campus Party

    O dia prometia ser agradável. Mas, começou mal.

    Meu carro demorou 20 minutos para aparecer da garagem do hotel.  Deu tempo de olhar no relógio do celular, fumar um cigarro e conferir o tempo de espera no relógio do carro. Enquanto isso, fiquei torrando ao sol na porta do Travel Inn Ibirapuera. Não seria tão desagradável se não tivesse acontecido a outra situação com meu carro na quarta-feira. Parecia brincadeira.

    Já irritada, me dirigi à Bienal e ao cparty.

    Na seção de cadastramento, fiquei esperando os funcionários incompetentes cadastrarem um dos blogueiros mais famosos do Brasil sem sucesso. Uma desorganização e uma política de empurra-empurra que nem a Lucia Freitas falando pelo celular com a mocinha da recepção adiantou. 

    Lá pelas tantas vi que havia um homem fumando perto da entrada junto aos seguranças e fui para lá fumar também para não me irritar mais. Pois os seguranças vieram falar comigo que eu não podia fumar alí. Mas o outro cara estava fumando alí agora mesmo! Então eu falei que sairia pela porta logo na minha frente ao lado deles e fumaria ao lado deles e pedi licença. Eles grosseiramente disseram que não. Que era para eu descer no andar de baixo para eu sair. Eu falei que eu não estava saindo do prédio. Que eu estava apenas ficando na porta, que estava vazia. Eles mandaram que eu saísse do prédio. Eu disse que eu não ia sair do prédio. Eles se juntaram, 3 seguranças enormes e encostaram bem perto de mim e disseram que iam me retirar do prédio e do evento. Eu voltei a falar com ênfase que ninguém ia me tirar dalí. E que eu achava aquilo tudo um absurdo. Como ninguém veio em meu socorro diante de um abuso descabido desses, eu joguei meu cigarro para fora da porta e subi finalmente para o andar de cima sem esperar o credenciamento de ninguém. Agora me arrependo de não ter fotografado os tais seguranças para fazer uma queixa formal.

    Chateada, subi para o local que me foi indicado como permitido para fumar: o banheiro feminino.

    E não deu outra: vieram reclamar que eu estava fumando lá.

    Minha paciência se esgotou. Então quis saber onde era permitido fumar. Pois haviam me dito que teria local para fumantes, pois eu não me disporia a ficar trancada 7 dias sem poder fumar. Se não pudesse, nem teria ido. Nospheratt e eu saímos perguntando seriamente onde se pode fumar aqui. Ninguém sabia. “Mas tem que ter um lugar.” A Lucia Freitas milagrosamente conseguiu falar com um dos chefes da organização que destacou um espaço especialmente para os fumantes no andar de cima. Eu declaro que este espaço só saiu por pressão da Nospheratt, minha e da Lúcia. ( E dizem que um pessoa não faz diferença. Faz sim.)

    Resolvido o problema do fumódromo, pude me dedicar a ver a feira em si.

    Ontem conheci o Nick Ellis do Digital Drops, um amor de pessoa, e junto com ele, o Ian e o Cardoso, fomos passear no andar de baixo. A única coisa que valeu a pena por lá é o capuccino do stand da Microsoft, que é de graça e é gostoso. O resto, nada que  se destaque. Um calor infernal que parecia que o ar condicionado não estava ligado a ponto de eu passar mal e ter que sentar e beber água. Deu para ver uns notebooks ridículos e feios e as únicas coisas que eu levaria para casa se pudesse seriam as inúmeras televisões de LCD nas paredes. 

    O ponto alto de ontem foi o debate entre “jornalistas”e “blogueiros”.

    Essa é uma palavra que eu não aguento mais ouvir: jornalista.

    Fala-se muito de jornalista e pouco de blogueiro neste evento.

    Querem tanto que a “Velha Midia” esteja morta mas dão tanta importância para ela que desse jeito vai ser difícil segurá-la no caixão.

    Volto a dizer aqui, como já disse várias vezes nesse blog que os blogueiros têm um sério problema de auto-estima. Nós não somos “jornalistas” apenas. Somos mais que isso. Nossos blogs, por mais que sejam de nicho, são essencialmente blogs. E blogs são livres. Como bem falou Manoel Netto: ”eu sou o editor, o repórter, o jornalista, o comentarista, o fotógrafo, o designer, eu sou tudo do meu blog.”

    Como expliquei para a Ceila, nós blogueiros somos “personalidades” que se mostram nos blogs. Eu sou Chá de Hortelã. Existe a Nospheratt, o Contraditorium, o Tecnocracia, a LadyBug, o Digital Drops, somos ideologias próprias, um acumulado de funções diversas nos nossos veículos, linhas editorias de cada um. Enfim, é a nossa cara que damos a tapa.

    E, por isso, somos aceitos ou não. Refletindo nisso em credibilidade.

    E credibilidade é a palavra que mais jogam na nossa cara. 

    Se temos credibilidade? Claro que temos!

    Dezenas ou centenas de milhares de leitores dizem que temos. E também a qualidade de nossos leitores dizem que temos credibilidade. 

    Eu não consegui assistir o debate até o fim. Confesso que estou velha e ontem estava particularmente irritada para ouvir certas bobagens. Eu tenho minha opinião e não vou mudar. Aqueles jornalistas têm a opinião deles e não vão mudar. Então deixa para lá.  Não estavam me acrescentando nada.

    Passeie mais um pouco, tirei várias fotos que vocês podem ver no meu Flickr, conheci finalmente o Enio, conversei com o Caloã e o dia acabou num restaurante na Alameda Santos de comida árabe com um pessoal.

    E para encerrar os descalabros da organização do cparty, na saída, a porta que dá para o estacionamento, e pela qual saímos todas as vezes, estava fechada e todas as pessoas precisavam sair pela porta de trás do prédio, precisando dar a volta por todo o edifício da Bienal. Eu perguntei para os segurancas a simples pergunta: “quem teve essa brilhante idéia de fechar a porta que dá para o estacionamento?”

    O zum-zum-zum começou.

    Eu repeti a pergunta até que um segurança mais corajoso veio falar comigo. Ele disse que foi um dos organizadores. Daí eu perguntei por que haviam fechado a porta? E disse que queria entrevistar a pessoa responsável por tal decisão que atrapalhava todos os visitantes. Queria saber a razão, pois obviamente deveria ter uma excelente razão para tal determinação de fechar a porta que dava para o estacionamento. O segurança disse que eu não podia falar com ninguém. Daí eu saquei minha câmera e pedi para ele repetir isso para a câmera que eu filmaria dalí para frente.

    O homem fugiu de mim.

    Logo em seguida apareceu um organizador que não soube explicar porque haviam fechado a porta que dava para o estacionamento. Mas me ofereceu escolta de segurança para mim e meus amigos até o meu carro pois realmente era muito perigoso nós andarmos com nossos laptops durante altas horas da noite por aquelas bandas do parque. E que ele não tinha como abrir a porta do estacionamento para mim pois a mesma estava lacrada!

    Hoje pretendo voltar ao cparty. Espero que meu humor esteja melhor, porque com certeza a organização de lá continua a  mesma. 

    Posts Relacionados

  • Mais Uma No Campus Party. Assim Fica Difícil.
  • Eu Comprei Um Pedaço Da Blogueira Famosa
  • Foi Esse Aqui
  • 007 e sequestro
  • Minha quinta-feira


  • Meus Dias Em São Paulo e o Campus Party

    Liliana | Blogworld, Minha Opinião Vale Ouro!, Tecnologia para viver | Wednesday, February 13th, 2008

    Finalmente pude me sentar no quarto do hotel e escrever alguma coisa. Cheguei a São Paulo na segunda-feira e hoje já é quarta! E o que menos fiz foi blogar.

    Está sendo uma experiência interessante pois me lembra da época que morei aqui. Nem parece que saí dessa cidade há 10 anos. Vários compromissos, trânsito, chuva, calor, mais trânsito, correria, gente esbarrando em mim com pressa. Até ir ao supermercado eu fui.

    Os compromissos que me trouxeram a São Paulo eram e são tão importantes quanto o CampusParty. Por isso minha atenção dividida e eu ainda não ter feito uma cobertura digna do evento que está acontecendo na Bienal.

    Eu tentei postar de lá. Juro que tentei mas a conexão WiFi estava péssima.

    A novela do cparty começou já na entrada.

    Ainda bem que fui só no fim da tarde de segunda porque a fila para entrar no começo da tarde estava desumana e ridícula. Fui pegar o meu crachá e é claro, não havia crachá.

    Um mocinho me indicou uma fila quilométrica para eu me cadastrar de novo. Eu me recusei. E o “convidei” a me apresentar para a chefe do lugar (sempre procure falar com o chefe) para quem eu expliquei que era uma blogueira convidada da Lucia Freitas e estava lá para fazer a cobertura do evento. Um idiota perguntou se eu era da imprensa e eu disse que era de um blog. Quando eu falei que eu era de um blog ele me mostrou a fila quilométrica. Eu disse: olha, se você não considera blog órgão de imprensa neste evento, onde vão considerar? Imediatamente eu tirei uma foto do sujeito com o meu celular e disse que ia postar sobre isso. A chefe dele se mostrou muito solícita e fez meu novo crachá rapidinho. 

    Munida de crachá pude adentrar ao recinto.

    O que me interessava principalmente era rever meus amigos, principalmente a Nospheratt, a blogueira que vendeu o corpo para poder comparecer no cparty, já que não haveria nenhuma outra atividade naquele dia. Reencontrei a Nospheratt, a Lúcia, o Ian, o Cobra, o Jonny, o Edney, conheci o Manoel, o Rafael, o Luiz, a Paula, a Rosana, a Marina, a Miriam, o Guilherme e mais um monte de gente.

    Realmente o que vale a pena nesses encontros é ver o pessoal.

    Eu estava muito curiosa para ver a infra-estrutura do lugar, as barracas, a organização, experimentar uma conexão de 5 giga… E como iam acomodar toda aquela gente naquele espaço morando por uma semana dentro do prédio da Bienal.

    Bem.

    Acredito que deva ser uma aventura legal estar acampando lá dentro. Mas passo com prazer essa experiência. Eu me pergunto: como os bombeiros deixaram isso acontecer? Me deu uma aflição horrorosa ver aquelas barracas altamente inflamáveis tão juntinhas. Ficou lindo, parece um mar azul de igluzinhos igual uma instalação de arte. Mas não me sai da cabeça aquilo pegando fogo. 

     

    Em relação à famosa conexão de 5 giga, cadê? Todas as vezes que eu tentei conectar meu fiel PDA eu tinha que caçar uma conexão WiFi dentre as várias presentes. Havia pelo menos 3 ou 4 abertas e mesmo elas, quando conectadas, não conseguia navegação. Era um tal de pular de uma conexão para outra. Eventualmente desisti todas as vezes que me conectei. Para mim, em matéria de conexão, nota zero.

    Estou pensando em levar meu MacBook para lá , porque fiquei animada com a segurança, embora não vá deixá-lo sozinho na mesa de jeito nenhum. Porém, a dificuldade de conexão através do WiFi me desanima muito e eu não tenho cabo. 

    De evento no duro participei de apenas um por enquanto: um bate-papo com Heather Champ do Flickr. Ela dentre outras coisas faz o blog do Flickr. Foi também no stand deles que eu paguei um mico tirando um foto Polaroid(!?) toda fantasiada para ganhar uma conta Pro para dar de presente para meu digníssimo. Eu não resisti e tive que falar: mas a Polaroid morreu!!!!

    Tentei marcar uma massagem no stand da Telefonica Speedy mas eles pedem para chegar às 9 da manhã para agendar a massagem. Achei que não valia a pena pois o stress de chegar às 9 ia piorar meu nós musculares e preferi ficar sem nós e não precisar da massagem gratuita.

    Fui no stand do Limão, que não faço idéia o que seja, mas que estavam dando frozen de limão de graça por 4 vezes mas nunca tinha.  Uma enganação!

    Perdi tempo precioso indo trocar o cartão de Zona Azul que custa UM REAL E OITENTA CENTAVOS POR UMA HORA! Eu jurava que a zona azul durava duas horas. 

    Daqui a pouco vou voltar para a Bienal. Depois de comer alguma coisa aqui no hotel mesmo porque a comida lá no Campus Party é  ECA!

     

    Posts Relacionados

  • Foi Esse Aqui
  • Eu Comprei Um Pedaço Da Blogueira Famosa
  • Mais Uma No Campus Party. Assim Fica Difícil.
  • Seis Graus de Separação de Kevin Bacon
  • Meus Cachorros


  • Minha Opinião Sobre O Tratamento de Depressão

    Em primeiro lugar, se alguém está com dúvidas de estar sofrendo de depressão deve procurar um médico. De preferência um psiquiatra, que é o especialista nisso. Outros médicos como clínicos gerais e neurologistas às vezes podem ajudar também, depende de sua sorte de cair com um com boa experiência em depressão. Mas o especialista é o psiquiatra. E é sempre o médico que vai orientar o tratamento.

    Uma vez confirmado o diagnóstico, o médico vai ver qual abordagem de tratamento ele vai usar. Se é necessário dar medicação ou não. E ele vai escolher qual deverá ser usado dentre uma grande variedade. E se, depois de um tempo, o remédio não fizer efeito, ele deverá ser mudado até que se ache um com boa aceitação e que cumpra seu papel.

    Às vezes é necessário trocar de medicação várias vezes. Achar um bom remédio pode demorar muito e o paciente deve ter paciência pois o processo tem que ser feito lentamente e os remédios podem demorar para fazer efeito. 

    Porém, apenas remédios não são o suficiente.

    Existe o ser humano como um todo. Existem os hábitos, o ambiente, as reações de comportamento prejudiciais que mantém a doença. E existem as fraquezas interiores que podem ser fortalecidas para que a depressão não se instale de novo. Tudo isso deve ser abordado em terapia com profissional especializado. Médico ou psicólogo.

    Não adianta nada tomar medicação sem fazer terapia. Ou adianta muito pouco. Mesmo nos casos da depressão “sem causa”, quando a pessoa já tem o desequilíbrio químico favorável. Mesmo assim, é necessário um fortalecimento e equilíbrio da pessoa para que não ocorra mais depressão e que ela consiga sair da atual.

    Nos tempos atuais eu não aceito mais gente sofrendo sem necessidade quando temos à disposição profissionais e tratamentos para depressão. 

    No entanto, sou contra a banalização da doença quando qualquer contrariedade e tristeza é chamada de depressão. Depressão é uma entidade clínica, uma doença bem descrita com tratamento bem definido e deve ser tratada por médico.

    PS- Este é a segunda parte do post sobre Depressão. 

    Posts Relacionados

  • Minha Visão De Depressão
  • Tratamento de Transtorno Bipolar de Humor e Ganho de Peso
  • Perguntinha sobre o PodCha
  • TPM
  • Viva as diferenças!


  • Coração De Pedra

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro! | Friday, January 18th, 2008

    Recebi da Ediouro, através do Ian Black, o livro Coração De Pedra do escritor Charlie Fletcher para dar uma lida e contar para vocês minha opinião.

    Eu não vou mencionar aquela outra famosa série de livros que querem comparar de qualquer jeito.

    Não vou.

    Porque simplesmente é outra coisa.

    Não tem nada a ver.

    O nosso herói, o George, é um garoto comum que a gente vai com a cara desde o início. E se identifica com ele.

    E logo nas primeiras páginas começa uma correria que prende a gente e vai assim até o fim do livro.

    E a gente torce pelo George. 

    A estória se passa numa Londres paralela que só lendo para entender.

    Eu não vou contar a trama e não vou estragar a surpresa. Mas tem ação, aventura, mistério e suspense num ritmo de perder o fôlego.

    Tanto jovens quanto adultos vão se divertir e se distrair acompanhando as correrias de George. (Deviam trocar o título para Corra, George, Corra.)

    Achei legal e vou passar meu livro para a Moema, que tenho certeza que vai gostar também.

    Dá uma olhada no site do Coração De Pedra. Tem promoção, o primeiro capítulo para dar água na boca e wallpaper para baixar.

    PS- Como gentileza pela minha resenha eu recebi o livro Vida Dupla de Rajaa Alsanca. 

    Posts Relacionados

  • M*A*S*H
  • Panela Velha É Que Faz Comida Boa?
  • Blogosfera
  • Ateu chateia Mórmons
  • Bíblia que vale a pena - Parte III


  • Powered by WordPress | Theme by Roy Tanck
    Liliana Pellegrini. Todos Os Direitos Reservados.

    Fechar
    Envie por e-mail