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Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Saturday, June 28th, 2008

Hoje eu vi uma revoada de Tucanos de bico amarelo.

Eles estavam aqui em frente de casa nas árvores.

Quando eu chamei o Gigio para tomar o leitinho matinal, eu os assustei. Também… Estava um silêncio tão gostoso por aqui… Que só poderiam aparecer bichos bonitos.

Eles saíram voando, um bando. Depois, os retardatários foram indo um por um. Eu tinha que escolher entre ir pegar a câmera para fotografar e ficar vendo. Preferi ficar vendo e não perder nada. 

Tão coloridos!

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    Liliana | Filosofando, Minha vida num sítio | Thursday, June 19th, 2008

    Além de bichos eu gosto de plantas.

    Desde de criança eu convivo com plantas no meu quarto, cuidando, regando, podando.

    Lembro que eu era menininha e tinha uma enorme plantação de feijões em algodão e embalagem de ovos.

    Quando mudamos para o apartamento, meu quarto era uma selva. Eu tinha uma batata num vaso pendurada no lustre que subia para o teto e dava folhagem por todo o lado. Eu não podia ver uma vaso bonito que eu comprava e levava para o quarto, meu reino particular.

    Quando casei e tive minha casa finalmente, eu arrumei minhas árvores. Era um apartamento minúsculo e na época era moda ter um vaso de Árvores da Felicidade, macho e fêmea. Também era moda ter fícus, chifléria… Eu tinha todos eles. E samambaia, renda portuguesa, orquídea. Até frequentei um orquidário durante um tempo para aprender a mexer nas orquídeas. Comprei livros, estudei, transplantei, enxertei…

    As plantas sempre me acompanharam em todos os lugares que eu morei. E sempre as mesmas, porque eu sempre cuidei muito bem delas.

    Nesses vinte e tantos anos que eu saí da casa de minha mãe e tenho minha própria casa, a maioria das plantas morreram. Muitas de velha, outras de doenças incuráveis, outras comidas por cachorros (essas foram as orquídeas devoradas pela Graça filhote). Porém, uma árvore permaneceu comigo num vaso durante todo este tempo: o fícus.

    Este fícus me acompanhou por mais de vinte anos  em seu vaso pequeno para o potencial de uma grande árvore que ele é a espera de seu local final.

    Há 3 anos, mudei-me para a casa que estou e finalmente senti que o fícus encontrou seu lugar: ao lado de minha casa. Ele saiu de seu vaso apertado e foi para a terra. E começou a crescer.

    Este fícus, na minha cabeça, representava meu casamento pois havia comprado para o apartamento de recém-casada. E para reforçar essa idéia, seu tronco era bipartido, representando as duas pessoas do casal.

    Passeando no meu jardim reparei algo estranho nele.

    Sua copa estava diferente. Algo faltava.

    Chegando mais perto pude constatar que um dos troncos foi decepado.

    Não sei como, nem porquê, nem quando.

    Só sei que agora só tem um tronco apenas. Mas o que sobrou está forte, bonito, verde, cheio de folhas.

    Não sei se acredito que é mais que uma coincidência. Mas é um fato.

    E o fícus me ficou mais simpático ainda e me compadeci dele por sofrer esta mutilação.

    Além do fícus existe outra árvore importante para mim aqui em casa: a paineira da frente.

    Ela foi plantada logo que o platô foi aberto há uns 9 anos atrás juntamente com as outras árvores do reflorestamento. Mas diferente das outras, ela cresceu mais que todas. Também não sei porquê. As outras paineiras que foram plantadas ao mesmo tempo estão pequenas e mirradas, bem diferentes dela. Esta está exuberante, linda, e até já deu uma flor. Uma só apenas, mas já deu uma flor.

    Não me perguntem a razão, mas a paineira também tem o tronco bifurcado. Porém, ao contrário do fícus, os dois galhos que derivam crescem fortes e simétricos.

    O que será que significa?

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  • Adoro Domingos

    Liliana | Filosofando, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Sunday, June 15th, 2008

    Adoro domingos silenciosos.

    Não é todo domingo que é silencioso aqui em São Francisco Xavier. Dia de festa tem música na praça e o som se transmite pelo vale todo e chega até aqui em casa. Nos dias de semana eu escuto o barulho das crianças na escolinha do outro lado, lá longe e meus cachorros respondem a cada gritaria.

    Domingo não. Domingo tudo fica calmo e quieto.

    E eu adoro silêncio.

    Minha música preferida no player é “OFF”.

    Tem pessoas que gostam de deixar TV ou som ligados para ficar um barulhinho de fundo enquanto fazem outras coisas. Eu abomino isso.

    Não é que eu não goste de música. Eu gosto. Mas quando eu vou escutar música, eu escuto música. Minha atenção é para a música e eu entro nela. Mas escuto pouca música. Só de vez em quando. Em ocasiões especiais.

    A trilha sonora da minha vida é o silêncio e meus pensamentos.

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  • A Feira Literária De SFX E Meu Fim De Semana

    Liliana | Blogworld, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Monday, June 2nd, 2008

    Esperei a semana toda pelo fim de semana porque a cidade ia receber uma festa nova: uma Feira Literária que pretende no futuro vir a ser uma Parati da Serra. Ia ser a primeira vez da feira e as enormes tendas brancas já estavam montadas na praça principal desde a semana passada. Diziam que a cidade ia lotar. Eu até pensei em descer para o centro a pé com medo de não ter lugar para parar o carro.

    Chegou o sábado e o dia estava horrível. Um frio tremendo e aquela garoa chata. Tudo encoberto. E a vontade de descer? Nenhuma. Fiquei o dia todo em casa, com a lareira acesa, no computador, lendo gibis da Marvel, vendo televisão, batendo papo no telefone e no MSN, passando cremes e essas coisas que mulher faz. Bem de noitinha, ouvi a música que vinha da praça. Teve show. Mesmo assim, não fui. Minha amiga falava ao telefone: “eu que não saio de casa com esse frio. Estou aqui nas minhas cobertas.” E eu respondia: “amanhã eu vou sem falta…” e me afundava mais no edredon.

    Domingo chegou e eu decidida a ir na Feira. O dia estava horrível do mesmo jeito. O termômetro marcava 11 graus mas a sensação térmica era menor por causa da chuva.

    Eu sabia que haveria uma palestra do Mario Prata lá pelas 4 da tarde então resolvi ir por esta hora.

    Eu conheci o Mario Prata no Spa que ele frequenta e onde ele escreveu o famoso Diário de Um Magro. A gente chegou a bater uns papos lá e achei legal ele vir parar aqui em São Francisco. Por um tempo ele foi leitor deste blog também e eu fiquei muito lisonjeada.

    Bem agasalhada fui para a cidade e entrei na tenda da livraria. Pois o Mario estava lá com o Fernando Moraes dando autógrafos. Comprei um livro dele, Purgatório e fui falar com ele.

    Cheguei me apresentando dizendo que era a Liliana do Spa e para minha surpresa ele abriu um sorriso e falou: Lili!!! Você se lembra de mim? Perguntei. “Você é a dos cachorros!”

    Ele lembrava mesmo. Que bacana. Conversamos um pouquinho e o convidei para vir me visitar em casa, meu spa particular, numa próxima vez em São Francisco. Quando ele falou: “por que você não apareceu ontem?” eu me arrependi de ter ficado em casa no sábado.

    No fim, meu passeio pela Feira foi muito bom. Encontrei vários amigos, fui no Sereno comer um Cheese-burguer com o pessoal, tirei uma foto da Bruna Lombardi exclusiva só para vocês e principalmente fui lembrada por um escritor que eu gosto muito.

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    Eu adoro ficar em casa. Saio muito pouco. Minha casa é meu castelo e blá blá blá.

    Alguém já me apelidou de Ermitã Assassina porque gosto de ficar aqui na minha.

    Adoro gente. Se alguém me convidar para sair eu saio com o maior prazer. Adoro conversar e bater papo.

    Mas se depender de mim, Ermitã Assassina.

    Hoje, num ato irresistível, fiz uma assinatura anual de Digital Comics no site da Marvel. Milhares de quadrinhos para eu ler.

    Realmente, desse jeito, meu príncipe encantado vai ter que subir meu morro num cavalo branco e lutar contra 3 cachorros ciumentos para poder me encontrar. Princesa difícil essa, né?

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    Eu acho que comentei por aqui, ou não, não sei, que o correspondente de filme do Sob O Sol Da Toscana para os homens é Um Bom Ano, com Russel Crowe.

    Esses dois filmes deviam ser obrigatórios para homens e mulheres.

    Achei bem legal minha amiga Joaninha dar o nome ao seu blog LadybugBrazil por causa do Sob O Sol da Toscana.

    Vou explicar para quem não sabe do que se trata.

    Em ambos os filmes temos dois adultos solitários, tristes. Cada um viaja para um local diferente. A mulher vai para a Toscana, na Itália e compra uma casa velha e a reforma. O homem herda um vinhedo na França caindo aos pedaços e o ergue de novo. Nestes processos de reforma de lugares velhos e abandonados, os protagonistas vão se modificando e se descobrindo como pessoas diferentes do que imaginavam ser até então.

    A mulher, que queria tanto um monte de coisas, como um amor, uma família, um casamento, aprende nesse processo a levar sua vida e ficar numa posição mais receptiva para que “as joaninhas possam chegar até ela”. Ou seja, a gente deve levar nossa vida por nós, sem depender de ninguém, sem esperar nada, e quando a gente menos esperar, estaremos cobertos de ladybugs (joaninhas).

    O homem no vinhedo tinha tudo que ele achava que queria: dinheiro, poder, mulheres. Mas ao se deparar com a vida completamente diferente e com valores completamente diferentes, ele se reavalia. E percebe que o que ele tinha antes na verdade não valia nada. O vinhedo era de seu tio e ele não entendia a vida que o tio escolhera. Depois, ele passa a entender, inclusive o porquê de seu tio ter deixado o vinhedo para ele.

    Ambos os protagonistas saíram de grandes cidades, tiveram revezes na vida, foram parar em ambientes bucólicos caindo aos pedaços e reconstruíram esses lugares ao mesmo tempo que descobriam novos valores para si mesmo.

    Lembra alguém?

    Pois é. São Francisco Xavier… Preciso dizer mais?

    E hoje eu acordei exatamente com a sensação da mulher do filme: satisfeita.

    Que venham as joaninhas!

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  • With A Little Help From My Friends

    Liliana | Etiqueta ou o Óbvio Repassado, Minha vida num sítio | Tuesday, May 6th, 2008

    Vejam o video! Jimmy Hendrix e Beatles.

    E a gente fundou o Clube dos Solteiros Temporários.

    Tem reunião aqui em casa hoje.

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    E teve feijoada lá na Santa Cruz.

    Eu fui de jipe depois de resolver problemas do banco, comprar ração dos cachorros e ir pagar o arame farpado.

    Foi quase todo mundo. Faltou só um.

    E a feijoada estava muito boa. Até um torresminho eu comi. Um só.

    O Pinga e o Paulinho resolveram ensaiar um show pra gente. Eu não sou de escutar muita música então eu fiquei conhecendo esta canção hoje e gostei muito.

    Te Ver - Skank

    Daí eu lembrei de outra música do Skank que eu gosto. Não sei se já postei aqui antes, mas lá vai:

    Resposta - Skank

     

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    previsaodotemposfx

    Finalmente sol por estas bandas.

    E frio.

    Se eu soubesse que aqui chovia tanto, São Francisco Xovier, eu não vinha para cá…

    Mas agora, tarde demais. Eu amo este lugar.

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    Liliana | Bichos Incríveis, Filmes, TV e Séries, Minha vida num sítio | Sunday, May 4th, 2008

    Ontem eu vi o filme sobre a vida de Rim Tim Tim antes dele ir para os Estados Unidos e se tornar astro de cinema.

    Não sei o quanto foi fantasiado mas foi muito interessante.

    Pena que não peguei o começo do filme e não sei como o cão se juntou ao seu dono. Porém, o filme mostra o pastor alemão em todos os seus aspectos. Desde o adolescente brincalhão até o adulto bem treinado e com forte personalidade.

    Pela história, Rim Tim Tim foi treinado por um prisioneiro alemão durante a Primeira Guerra Mundial num campo francês e pertencia a um piloto americano da Califórnia. Tal prisioneiro era filho de um grande treinador de pastores alemães que havia escrito vários livros sobre o tema os quais o piloto leu.

    Eu tenho dois pastores mestiços: a Graça e o Gigio. Eles não são pastores alemães legítimos porém as características da raça estão todas neles. Eles são minha sombra, onde vou, eles vão aqui em casa.

    Infelizmente já não posso sair a rua com eles pois como aprendi ontem no filme, eles são muito fortes e são capazes de puxar 5 vezes seu peso e eu sofri um acidente com a Graça. Na tentativa de controlá-la, ela acabou rompendo o tendão da minha mão. Tive que me submeter a uma cirurgia reconstrutiva da mão por causa disso. Mas consegui salvar o cachorrinho que ela queria pegar.

    Meus cachorros foram treinados, mesmo o chow chow. A performance dos pastores, principalmente da Graça, era excelente: ela fazia de tudo. Apenas o reflexo de perseguição, que nos levou ao meu acidente, não foi controlado. Depois do acidente e de resolver não mais sair a rua com eles, parei de manter o treinamento. Deixei-os a vontade.

    Hoje, eles fazem o que querem.

    Vocês podem me perguntar como é ter cachorros que fazem o que querem e que nunca levam bronca nem nunca ouvem “não”?

    Eles nunca levam bronca nem ouvem “não” porque não fazem nada errado.

    Eu converso normalmente com eles e peço o que quero e eles fazem.

    “Entra”, “vai comer”, “vai fazer xixi”, “vai para a caminha”, “sobe no jipe”, “pára”, “senta”, “quieto”, “vem”, “sai de cima do meu pé”, “dá licença” e assim por diante.

    Eu percebo que eles me pastoreiam pela casa. Os pastores, claro, não o chow chow. Eu acordo e eles me levam para o banheiro. Depois me levam para a cozinha. Depois me levam para trocar de roupa. Depois me levam para o computador. E quando eu fico muito tempo trabalhando no computador eles vêm e me distraem para eu sair da minha mesa e dar uma volta.

    À noite, se eu cochilo no sofá, eles lambem meu rosto para eu ir dormir na cama.

    E se eu demoro para sair da cama pela manhã, eles reclamam e me arrancam a força para aproveitar o dia.

    Como hoje, domingo. 

    Um belo dia de sol.

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  • Mauricio, Estou Com Frio!

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!, Minha vida num sítio | Thursday, May 1st, 2008

    Mauricio,

    São dez e tanto da noite e eu estou dentro do meu jipinho, que vocês chamam de noventinha, mas eu chamo de jipinho mesmo. Estou no meio da Ayrton Senna indo para minha distante casa em São Francisco Xavier e você não me sai da cabeça.
    O vento gelado que corta meu rosto quando abro o vidro para poder fumar é o mesmo vento que atinge meus pézinhos desnudos nesta noite fria.
    Eu não sei onde estava com a cabeça de colocar aqueles sapatinhos de salto fino e dedos a mostra entre tirinhas finas e uma flor.
    Porém eu contava com o ar quente do meu carro.
    Eu reconheço sua gentileza em intervir no retorno do meu querido jipinho vermelho de teto branco para sua casinha no alto do morro. E agradeço.
    Mas Mauricio, estou com frio.
    E por ter frio nas cinzentas madrugadas da serra eu abandonei meu querido companheiro de 10 anos para consertar seu ar quente.
    A revisão era apenas um detalhe.
    Eu entreguei meu carro para uma mocinha de nariz empinado e junto uma listinha onde no topo de minhas recomendações estava lá: ar quente.
    Não bastando, telefonei para o Gustavo várias vezes nos quase 15 dias que demoraram para me dar o orçamento do serviço e sempre o lembrei: ar quente.
    Hoje, cinquenta e dois dias depois de ter confiado meu companheiro que me leva para lá e para cá nessas estradinhas de terra onde moro, a primeira coisa que perguntei para o Gustavo foi: consertaram o o ar quente?
    Ele disse que sim. Que assim que o motor estivesse funcionando o ar sairia quente.
    Pois não saiu.
    (Imediatamente à tarde telefonei para o Gustavo para avisar do ar frio que saia e ele disse que me ligaria em seguida e não ligou mais.)
    Estou com frio.
    Mexi e remexi na alavanquinha vermelha e não houve diferença: o vento que sai é gelado como a noite.
    E eu pensei em você. E resolvi escrever esta cartinha singela para te dizer…
    Mauricio, estou com frio.

    Liliana

    (Carta Aberta ao Mauricio da Autostar)

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  • E Lá Em Cima Do Morro…

    Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Thursday, April 24th, 2008

    Aqui em São Francisco, tinha um amontoado de casinhas na beira do rio que a gente chamava de favelinha. As construções estavam prá lá de perigosas e numa politicagem safada que não tenho estômago para explicar (fizeram o povo comprar casas e não deram indenizações pelas casas desapropriadas) ela foi derrubada e o povo foi transferido para umas novas casas na Rua da Pedra, bem em frente a meu terreno. 

    Assim, dá para ver minha casa lá das casinhas novas. Minha casa lá no alto do morro, meu gramado. E é lá que mora a Andréia, minha amiga e fiel empregada.

    Quando, de repente, ontem um alvoroço começa na rua da Andréia: uns latidos fortes e bravos ecoam pelo ar.

    Andréia sai na rua junto com outros vizinhos para saber de onde vêm os latidos tão bravos.

    - Será que vem de lá de cima? Perguntam-se uns aos outros.

    - Parece o Tai. Responde Andréia.

    - Mas pode ser o Gigio.

    - Não, acho que é o Tai mesmo. Olhe ele lá! O Branquinho no gramado!

    E o povo ficou olhando o Tai latindo bravo na ponta do gramado.

    E especularam:

    - Deve ser um cachorro que subiu o morro.

    - Eu acho que foi um lagarto que cruzou o gramado.

    E sei lá quanto tempo ficaram na discussão do porque o Tai estava tão bravo latindo na ponta do gramado. 

    Hoje de manhã, claro, Andréia quis saber o que aconteceu.

    - Eu não sei. Mas que o Tai ficou bravo, ficou. Até correu, tadinho, com as pernas machucadas.

    - E os outros?

    - Os pastores estavam dormindo e foram depois.

    - A gente viu… 

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  • Sua Vida Dava Um Livro?

    Liliana | Filosofando, Minha vida num sítio | Friday, April 11th, 2008

    Lendo o livro da Maitê deu uma satisfaçãozinha porque minha vida dava um livro sim.

    Mas dá uma preguiça escrever…

    Então por enquanto, vou fazendo o blog. 

    E você? Está vivendo sua vida como deve ser vivida, dando o valor que ela merece?  

    Você é o protagonista de seu livro? 

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  • Duas Lindas Histórias De Amor

    Liliana | Admirável Mundo Velho, Celulares, Minha vida num sítio | Thursday, April 10th, 2008

    Ontem fiz uma promessa e agora vou cumpri-la: escrever para a posteridade um lindo caso de amor de um homem apaixonado chamado Isaías.

    Minha história se confunde com a do Isaías então vocês terão duas histórias pelo preço de uma. Uma verdadeira pechincha.

    Há anos eu viajo para São Paulo praticamente todas as semanas e Isaías é o motorista que me leva e me acompanha religiosamente. Nesse tempo todo ambos sofremos com casamentos problemáticos, separações, divórcios, solidões, paqueras e finalmente o encontro de novos amores. Nem preciso dizer que o Isaías virou um grande amigo pelas longas horas de estrada e longas conversas de ambas as partes desfiando todas as novidades das semanas.

    Enfim, ontem, constatávamos que ambos estávamos muito felizes cada um com seu novo amor.

    “Quem diria, né Isaías? Você casado!”

    “Pois é, doutora. Quem diria!”

    “Há quanto tempo?”

    “Já faz 3 meses!”

    “Eu vou fazer 5!”

    “E o Cardoso, onde está?”

    “Tá lá em casa. Menino! Eu acho que eu casei também!”

    “Como é que é, doutora?”

    “Olha só. Ele deu uma entrevista para uma revista e quando eu leio, tá lá: Carlos Cardoso se mudou para a bucólica São Francisco Xavier…  E foi assim que eu descobri que a gente estava morando junto. Pela revista! Eu falei pra ele que ia andar com um xerox autenticado da entrevista na carteira que ia servir de certidão de casamento. Ele riu. Depois foi na VIVO e comprou uma linha de celular 012 e deu o endereço da nossa casa e falou: agora você pode me processar pra pedir pensão alimentícia se a gente se separar, já tem prova… Parece que eu casei também, né?”

    “Nossa, doutora. Tamos casados… Quem diria, né?”

    “Quem diria…”

    “Sabe, Isaías, eu fiquei tão contente que mostrei a revista para um monte de gente. E ele não falou nada, parecia satisfeito. Daí, eu comecei a encher ele querendo um anel. Você sabe, né? Mulher adora receber anel. Eu enchi tanto o saco dele…  Mas eu acho que o dia que ele me der um anel ele seca e cai duro e morto. E você? Já deu anel pra sua mulher?”

    “Nossa, doutora! Eu tenho que dar! Como é que eu faço agora?”

    “Pega um anel dela, desse dedo aqui (anular) e escolhe um e manda fazer do tamanho certo. Porque é tão broxante você dar um anel e ele não servir na hora. Ou então leva ela para ela escolher o que ela preferir. Ihhh, essa história de anel tá dando uma confusão… Tem mulher que ainda não ganhou anel e só porque eu falei, agora quer ganhar e o marido tá louco da vida comigo. Quer me matar porque eu toquei no assunto. Mas eu falei: o Pinga deu um anel pra Moema! Mulher acha isso importante.”

    “Verdade. E casar no papel? A senhora pretende casar no papel?”

    “Ahhh, Isaías… O dia que o Cardoso pedir alguém em casamento o universo entra em colapso. O sol apaga!”

    “Hahahaha. Então se de repente ficar tudo escuro em São Francsico Xavier já sei o que aconteceu!” 

    “Além do mais, nós dois somos divorciados… Você casaria?”

    “Não.”

    “Pois é. Difícil, né? Mas tem um contrato no cartório que é quase que nem casamento, mas não é casamento.”

    “Opa, isso me interessa.”

    (Neste momento eu fui fazer umas coisas e o Isaías ficou no carro me esperando… Quando eu volto…)

    “Doutora! Pedi minha mulher em casamento!”

    “Como é que é?”

    “Então. Essa nossa conversa… Eu estou apaixonado, sabe. Peguei o celular e liguei para ela e falei: e se a gente casasse? Ela ficou muda!”

    “Nossa Isaías, que romântico… Mas você pediu ela em casamento pelo celular?”

    “É. Ela parece que não gostou muito. Tomou um baita susto.”

    “Imagino.”

    “Doutora, esse tal de contrato no cartório precisa de testemunhas?”

    “Acredito que sim.”

    “Então sobrou pra senhora: você vai ser minha madrinha! A gente vai no cartório e depois vai pra festança.”

    “Querido, o Isaías pediu a mulher dele em casamento pelo celular hoje e eu vou ser a madrinha. E tudo começou por causa da sua entrevista e a história do anel.”

    “(silêncio cardosiano)”

    “Querido, eu estou espantando você com essas histórias?”

    “Nem um pouco.” 

     ” :)

    Mas afinal, por que eu escrevi tudo isso?

    Porque o Isaías me pediu para contar o que aconteceu ontem para mostrar para a Juliana o quanto ele a ama. E ele ainda perguntou: isso vai ficar para sempre escrito? Eu disse: vai, Isaías, vai.

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  • O Livro Da Maitê - Uma Vida Inventada

    Liliana | Minha Opinião Vale Ouro!, Minha vida num sítio | Thursday, April 10th, 2008

    Fui convidada pela Ediouro para escrever uma resenha do novo livro da Maitê Proença - Uma Vida Inventada em troca de receber dois exemplares: um para mim, claro, e outro para dar para algum leitor aqui do blog.

    A tal resenha era para ter saído na semana de lançamento do livro, semana passada. Porém, morar na roça tem suas desvantagens como puderam constatar na última peripécia de minha cara metade. Eu só recebi os livros bem depois do lançamento.

    Então, relaxei e resolvi fazer o que sempre faço: fui ver direitinho do que se tratava o tal livro da Maitê e escrever para vocês minha opinião mais sincera possível. Pois afinal, meu compromisso é com meus leitores. Ganhando livro de graça ou não. 

    Primeiro, Maitê Proença para mim era só um rosto bonito que eu sabia que participava de um programa de mulheres na GNT. Minha amiga Angélica vivia falando para mim: você viu o Saia Justa? E eu: eu não, pra quê? Já tenho minhas opiniões, pra que quero ouvir opiniões de outras mulheres? E parecia que eu era a única mulher do mundo que não assistia Saia Justa e não sabia nada de Maitê Proença. Nunca tinha lido nada dela antes também. Nunca me interessei. Confesso que nem novelas com ela eu vi. Não sou de ver novelas.

    O máximo de Maitê que eu falava é que minha ex-cunhada é a cara dela. E só.

    Acho que quis ler o livro dela por causa de uma dessas coisas do destino que me fizeram vê-la como mulher. Nada a ver com a atriz, com a figura pública. Apenas uma coincidência e para mim ela era uma mulher real perdida na minha memória numa história do meu passado. 

    E foi exatamente isso que encontrei em seu livro: uma mulher fantástica. Com uma vida incrível. Que MULHER! Que tesão de mulher.

    Para mim fica difícil dizer o que é inventado ou não no livro. Prefiro acreditar que tudo é verdade. Ela tem estofo para aguentar tudo que escreveu e sair do outro lado linda e maravilhosa. Isso que a faz uma puta mulher. 

    Eu recomendo que as mulheres leiam este livro para não terem vidas bundas.

    E recomendo para os homens lerem este livro para verem como é que é uma mulher de verdade.

    Adorei o livro. Adorei Maitê. Gostaria de tê-la como amiga e bater longos papos com ela. Deve ser bem divertido.

    Querida Maitê, se algum dia ler isso aqui, fique sabendo que está convidada para vir ficar uns dias aqui em casa jogando conversa fora. Você é das minhas. (E como escreve bem!) [dou o maior apoio - Cara Metade]

    Bem, queridos, um dos livros não vou dar de jeito nenhum. Vai ficar comigo. O outro, vou mandar para o primeiro que fizer um resumo básico do primeiro livro dela aqui nos comentários porque fiquei curiosa. Certo? 

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