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Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Saturday, June 28th, 2008

Hoje eu vi uma revoada de Tucanos de bico amarelo.

Eles estavam aqui em frente de casa nas árvores.

Quando eu chamei o Gigio para tomar o leitinho matinal, eu os assustei. Também… Estava um silêncio tão gostoso por aqui… Que só poderiam aparecer bichos bonitos.

Eles saíram voando, um bando. Depois, os retardatários foram indo um por um. Eu tinha que escolher entre ir pegar a câmera para fotografar e ficar vendo. Preferi ficar vendo e não perder nada. 

Tão coloridos!

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    Liliana | Payton Place, São Francisco Xavier | Tuesday, June 24th, 2008

    Eu não me canso de dizer que São Francisco Xavier é o umbigo do mundo, que todo mundo se encontra aqui e tudo aqui acontece. Quem conhece este lugar pode comprovar e ver que não estou mentindo.

    Vou contar agora a última que fiquei sabendo por fonte garantida que soube direto dos “políça”.

    Nosso caixa eletrônico, que por acaso está soando seu alarme neste exato momento que escrevo, foi roubado.

    Ele fica numa pequena entrada na parte da frente do banco que está na praça principal da cidade. Pertinho da casinha da Guarda Municipal.

    Ficou famosa a história quando seu alarme tocou a primeira vez.

    Em vez dos guardas municipais correrem para o banco, fugiram na direção contrária. E quem foi avaliar o que estava se passando foram os pacatos cidadãos que passeavam pela pracinha, incluída esta que vos escreve. Desde então, o alarme toca e ninguém liga.

    Porém, noite dessas, o caixa eletrônico foi de fato roubado.

    O esperto ladrão, como num filme, cobriu as câmeras de segurança e perfurou um buraco na lateral do caixa durante a madrugada.

    Na manhã seguinte, havia desaparecido a quantia de 28 mil reais.

    A dúvida ficou como o ladrão havia conseguido retirar o dinheiro pelo buraquinho.

    E pensa daqui e pensa dalí. E todos os peões da cidade não entendiam a mágica do dinheiro passar no buraquinho.

    A mágica que poucos entenderam e que o PM tentava explicar, era que o ladrão pelo buraquinho puxou a fiação do caixa eletrônico, conectou um laptop e fez o caixa soltar o dinheiro pelo local onde se faz a retirada do mesmo.

    De mau elemento o ladrão virou herói.

    Foi muito elogiado e desejaram que ele nunca seja preso.

    Que beleza de roubo!

    E essa é São Francisco Xavier.

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    Liliana | Filosofando, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Sunday, June 15th, 2008

    Adoro domingos silenciosos.

    Não é todo domingo que é silencioso aqui em São Francisco Xavier. Dia de festa tem música na praça e o som se transmite pelo vale todo e chega até aqui em casa. Nos dias de semana eu escuto o barulho das crianças na escolinha do outro lado, lá longe e meus cachorros respondem a cada gritaria.

    Domingo não. Domingo tudo fica calmo e quieto.

    E eu adoro silêncio.

    Minha música preferida no player é “OFF”.

    Tem pessoas que gostam de deixar TV ou som ligados para ficar um barulhinho de fundo enquanto fazem outras coisas. Eu abomino isso.

    Não é que eu não goste de música. Eu gosto. Mas quando eu vou escutar música, eu escuto música. Minha atenção é para a música e eu entro nela. Mas escuto pouca música. Só de vez em quando. Em ocasiões especiais.

    A trilha sonora da minha vida é o silêncio e meus pensamentos.

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  • A Feira Literária De SFX E Meu Fim De Semana

    Liliana | Blogworld, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Monday, June 2nd, 2008

    Esperei a semana toda pelo fim de semana porque a cidade ia receber uma festa nova: uma Feira Literária que pretende no futuro vir a ser uma Parati da Serra. Ia ser a primeira vez da feira e as enormes tendas brancas já estavam montadas na praça principal desde a semana passada. Diziam que a cidade ia lotar. Eu até pensei em descer para o centro a pé com medo de não ter lugar para parar o carro.

    Chegou o sábado e o dia estava horrível. Um frio tremendo e aquela garoa chata. Tudo encoberto. E a vontade de descer? Nenhuma. Fiquei o dia todo em casa, com a lareira acesa, no computador, lendo gibis da Marvel, vendo televisão, batendo papo no telefone e no MSN, passando cremes e essas coisas que mulher faz. Bem de noitinha, ouvi a música que vinha da praça. Teve show. Mesmo assim, não fui. Minha amiga falava ao telefone: “eu que não saio de casa com esse frio. Estou aqui nas minhas cobertas.” E eu respondia: “amanhã eu vou sem falta…” e me afundava mais no edredon.

    Domingo chegou e eu decidida a ir na Feira. O dia estava horrível do mesmo jeito. O termômetro marcava 11 graus mas a sensação térmica era menor por causa da chuva.

    Eu sabia que haveria uma palestra do Mario Prata lá pelas 4 da tarde então resolvi ir por esta hora.

    Eu conheci o Mario Prata no Spa que ele frequenta e onde ele escreveu o famoso Diário de Um Magro. A gente chegou a bater uns papos lá e achei legal ele vir parar aqui em São Francisco. Por um tempo ele foi leitor deste blog também e eu fiquei muito lisonjeada.

    Bem agasalhada fui para a cidade e entrei na tenda da livraria. Pois o Mario estava lá com o Fernando Moraes dando autógrafos. Comprei um livro dele, Purgatório e fui falar com ele.

    Cheguei me apresentando dizendo que era a Liliana do Spa e para minha surpresa ele abriu um sorriso e falou: Lili!!! Você se lembra de mim? Perguntei. “Você é a dos cachorros!”

    Ele lembrava mesmo. Que bacana. Conversamos um pouquinho e o convidei para vir me visitar em casa, meu spa particular, numa próxima vez em São Francisco. Quando ele falou: “por que você não apareceu ontem?” eu me arrependi de ter ficado em casa no sábado.

    No fim, meu passeio pela Feira foi muito bom. Encontrei vários amigos, fui no Sereno comer um Cheese-burguer com o pessoal, tirei uma foto da Bruna Lombardi exclusiva só para vocês e principalmente fui lembrada por um escritor que eu gosto muito.

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    Eu acho que comentei por aqui, ou não, não sei, que o correspondente de filme do Sob O Sol Da Toscana para os homens é Um Bom Ano, com Russel Crowe.

    Esses dois filmes deviam ser obrigatórios para homens e mulheres.

    Achei bem legal minha amiga Joaninha dar o nome ao seu blog LadybugBrazil por causa do Sob O Sol da Toscana.

    Vou explicar para quem não sabe do que se trata.

    Em ambos os filmes temos dois adultos solitários, tristes. Cada um viaja para um local diferente. A mulher vai para a Toscana, na Itália e compra uma casa velha e a reforma. O homem herda um vinhedo na França caindo aos pedaços e o ergue de novo. Nestes processos de reforma de lugares velhos e abandonados, os protagonistas vão se modificando e se descobrindo como pessoas diferentes do que imaginavam ser até então.

    A mulher, que queria tanto um monte de coisas, como um amor, uma família, um casamento, aprende nesse processo a levar sua vida e ficar numa posição mais receptiva para que “as joaninhas possam chegar até ela”. Ou seja, a gente deve levar nossa vida por nós, sem depender de ninguém, sem esperar nada, e quando a gente menos esperar, estaremos cobertos de ladybugs (joaninhas).

    O homem no vinhedo tinha tudo que ele achava que queria: dinheiro, poder, mulheres. Mas ao se deparar com a vida completamente diferente e com valores completamente diferentes, ele se reavalia. E percebe que o que ele tinha antes na verdade não valia nada. O vinhedo era de seu tio e ele não entendia a vida que o tio escolhera. Depois, ele passa a entender, inclusive o porquê de seu tio ter deixado o vinhedo para ele.

    Ambos os protagonistas saíram de grandes cidades, tiveram revezes na vida, foram parar em ambientes bucólicos caindo aos pedaços e reconstruíram esses lugares ao mesmo tempo que descobriam novos valores para si mesmo.

    Lembra alguém?

    Pois é. São Francisco Xavier… Preciso dizer mais?

    E hoje eu acordei exatamente com a sensação da mulher do filme: satisfeita.

    Que venham as joaninhas!

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  • Hoje foi Aniversário da Nanda

    E teve feijoada lá na Santa Cruz.

    Eu fui de jipe depois de resolver problemas do banco, comprar ração dos cachorros e ir pagar o arame farpado.

    Foi quase todo mundo. Faltou só um.

    E a feijoada estava muito boa. Até um torresminho eu comi. Um só.

    O Pinga e o Paulinho resolveram ensaiar um show pra gente. Eu não sou de escutar muita música então eu fiquei conhecendo esta canção hoje e gostei muito.

    Te Ver - Skank

    Daí eu lembrei de outra música do Skank que eu gosto. Não sei se já postei aqui antes, mas lá vai:

    Resposta - Skank

     

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  • Previsão Do Tempo Para São Francisco Xavier

    previsaodotemposfx

    Finalmente sol por estas bandas.

    E frio.

    Se eu soubesse que aqui chovia tanto, São Francisco Xovier, eu não vinha para cá…

    Mas agora, tarde demais. Eu amo este lugar.

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  • E Lá Em Cima Do Morro…

    Liliana | Bichos Incríveis, Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Thursday, April 24th, 2008

    Aqui em São Francisco, tinha um amontoado de casinhas na beira do rio que a gente chamava de favelinha. As construções estavam prá lá de perigosas e numa politicagem safada que não tenho estômago para explicar (fizeram o povo comprar casas e não deram indenizações pelas casas desapropriadas) ela foi derrubada e o povo foi transferido para umas novas casas na Rua da Pedra, bem em frente a meu terreno. 

    Assim, dá para ver minha casa lá das casinhas novas. Minha casa lá no alto do morro, meu gramado. E é lá que mora a Andréia, minha amiga e fiel empregada.

    Quando, de repente, ontem um alvoroço começa na rua da Andréia: uns latidos fortes e bravos ecoam pelo ar.

    Andréia sai na rua junto com outros vizinhos para saber de onde vêm os latidos tão bravos.

    - Será que vem de lá de cima? Perguntam-se uns aos outros.

    - Parece o Tai. Responde Andréia.

    - Mas pode ser o Gigio.

    - Não, acho que é o Tai mesmo. Olhe ele lá! O Branquinho no gramado!

    E o povo ficou olhando o Tai latindo bravo na ponta do gramado.

    E especularam:

    - Deve ser um cachorro que subiu o morro.

    - Eu acho que foi um lagarto que cruzou o gramado.

    E sei lá quanto tempo ficaram na discussão do porque o Tai estava tão bravo latindo na ponta do gramado. 

    Hoje de manhã, claro, Andréia quis saber o que aconteceu.

    - Eu não sei. Mas que o Tai ficou bravo, ficou. Até correu, tadinho, com as pernas machucadas.

    - E os outros?

    - Os pastores estavam dormindo e foram depois.

    - A gente viu… 

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  • Esquizofrenia Bloguística

    Tou maluca.

    Eu olho para meu navegador e vejo na Barra de Favoritos 6 atalhos para 6 blogs diferentes. E o que acontece?

    Eu travo.

    Acabo não conseguindo escrever para nenhum deles.

    Eu fico pensando: tal assunto é para tal blog. Tal assunto é muito pessoal. Tal assunto envolve terceiros e não posso contar. No fim, não escrevo nada em lugar nenhum.

    E a tal profissionalização então?

    Pior!

    Desde que eu resolvi levar blog a sério como fonte de renda só me travei mais. (Sou muito séria com negócios.)

    Conclusão: pára tudo!

    Vamos reavaliar um por um. Logo de cara elimino dois que não estão cheirando nem fedendo. Sobram 4.

    Melhorou.

    Como eu tenho outra carreira além de ser blogueira e blog definitivamente não é minha primeira fonte de renda, determinei um tempo proporcional para trabalhar com eles. E nessa hora determinada minha atenção é totalmente voltada para isso. Por exemplo, hoje é dia de Blog!

    Para quem não sabe, eu sou médica psicoterapeuta, atendo em consultório e vivo fazendo cursos de especialização. 

    Além de escrever aqui no Chá de Hortelã, eu tenho uma coluna semanal no Deusario, que é a Opinando, escrevo e faço reportagens na Revista de São Francisco Xavier e, como se não me bastasse, lancei um novo projeto: o Poderosa Afrodite.

    Poderosa Afrodite é para ser mais que um blog. É um espaço para as pessoas participarem mandando histórias, artigos, depoimentos, discutindo, perguntando, respondendo, dando palpites, tudo sobre sexo, amor, relacionamentos, coisas de homens e mulheres. Minha função no Poderosa Afrodite é ser uma mediadora, organizar os textos que vão chegando, ir atrás das respostas para as dúvidas que surgirem. É um lugar onde o anonimato é respeitado como num consultório médico ou num confessionário. Aproveito para convidá-los para conhecerem o blog e participarem.

    Enfim, este é o balanço de minha vida bloguística até o momento. Numa época de recomeços de vida, eu precisava fazer este inventário e organização. Agora está tudo em pratos limpos.

    Como me desejaram ontem: feliz ano novo para mim! 

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  • Que Belo Inverno

    Eu detesto chuva com todas as minhas forças. E eu detesto tanto que acabo me cansando de tanto detestar.

    E dá nisso: estou exausta.

    Não aguento mais chuva.

    Chove ininterruptamente em São Francisco Xavier há uns 20 dias sem brincadeira. 

    Posso jogar fora meu aquecedor solar.

    O chão está tão encharcado que a água da chuva voltou pelo encanamento do esgoto e entra pelos meus ralos deixando um cheiro de fossa no ar.

    Nem o sapo que mora dentro da casa quer entrar na vasilha de água dos cachorros de tanta humidade. 

    Eu estou usando dois edredons e um cobertor na cama e pijamas de manga comprida. E só não acendi a lareira por pura preguiça de pegar lenha. As mínimas chegaram a 12, 13 graus.

    Eu detesto tempo cinzento. Odeio.

    Detesto barulho de chuva. Ainda mais quando é constante há dias. É uma tortura. Acaba com meu humor.

    Eu sou uma pessoa solar. De dias claros, céu azul, sol bem laranja. Adoro a cor laranja e o vermelho. Adoro a cor do ouro, brilhante. 

    Eu prefiro ficar de janelas fechadas com luz artificial do que receber os raios cinzas azulados desses dias de chuvas.

    Esse tempo realmente me faz mal. E todo ano eu me prometo que não vou passar outro janeiro em SFX. Mas todo ano acontece alguma coisa que me impede de migrar para paragens mais douradas.

    Eu chego lá. Paciência. Eu chego lá. 

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  • Hoje Não Foi O Dia De Comprar Celular Novo

    Eu adoro celulares. Sou fascinada por eles.

    E pirei quando o Cardoso me levou passear no finado StandCenter na Paulista (olha que romântico) e eu vi de pertinho o iPhone e o N95. A sorte é que ele me tirou correndo de lá e eu não tive tempo suficiente de fazer um estrago no meu cartão de crédito.

    Mas continuei com aquela masturbação mental: se eu tivesse que troca de celular, qual eu escolheria?

    Eu já uso meu PDA que graças ao Missing Sync sincroniza perfeitamente com o MacBook. Muito melhor que o sincronizador original para Windows, inclusive. E estou satisfeita com o Dell Axim x51v apesar de ter sido descontinuado, tadinho. Um bichinho tão bom. Quebrando todos os meus galhos de trabalho. Eu uso o Opera nele, claro. Seria perfeito se tivesse o Safari. Mas daí seria um Ipod Touch, e não um Axim.

    Bem, voltando ao celular, meu Nokia 6265 estava bem. Nem pensava em trocar porque estava fazendo ligações e o calendário estava OK, mesmo sem sincronizar nada com o LiMacLil.

    Mas de repente, sem mais nem menos, as teclas começaram a não responder direito. Os comandos começaram a ficar lentos que só. Achar um contato na agenda é um horror e leva uma eternidade. E como este celular é meu telefone principal, ficou impossível de usar.

    Pensei: agora vai ser a hora de adquirir o iPhone? Mas porca miséria! 1900 reais é muito! E o N95 por aí também, ou mais…  

    Decidi que ia ver um na Loja Virtual da Vivo. Porque aqui onde me escondo não tem nenhuma loja real de minha operadora.

    E qual minha surpresa: a tal loja não funciona no meu navegador Safari. Tentei o outro que tenho instalado, o Firefox e… Incrível! Também não funciona! Não pude comprar pela internet na Loja Virtual.

    Ainda decidida a comprar um celular da Vivo, telefonei para o Call Center deles. E não havia a opção “Loja” dentre as escolhas a teclar e tive que ligar duas vezes até alguém me direcionar corretamente até alguém que me pudesse vender um telefone.

    Preenchida a ficha quilométrica com dados de minha afiliação, tipo sanguíneo, nome dos cachorros e tudo o mais, descubro que a venda não pode ser realizada porque o local onde moro não existe.

    Exatamente. São Francisco Xavier não existe. Por isso a venda não foi autorizada e por conseguinte, não realizada.

    Implorei para mudarem o local para São José dos Campos, que é o município onde o Distrito de São Francisco Xavier está localizado, mas a atendente falou que pelo meu CEP, o sistema indica que o “município”que aparece é São Francisco Xavier. E como São Francisco Xavier não existe (claro que não, pois não é município, é Distrito) a venda não pode ser autorizada e não tem jeito. E encerrou a conversa.

    Eu havia escolhido comprar o Nokia E65.

    Agora, terei que ir a outra cidade e ver qual celular eles dispõe para venda no estoque da loja na hora. Pode ser qualquer porcaria. Porque eu tentei telefonar para a tal loja do Shopping Colinas de São José dos Campos. (Eu sou chata.) Liguei para o escritório do condomínio do shopping para arrumar o telefone da Loja da Vivo de lá para saber quais modelos de celular eles tinham antes de viajar para lá. Consegui o telefone da loja e liguei várias vezes. Supreendentemente nunca atenderam o telefone. Só chamava e chamava.

    Estou quase indo no Mercado Livre fazer uma loucura. 

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    Liliana | Payton Place, São Francisco Xavier, Tecnologia para viver | Thursday, January 17th, 2008

    O mercado aqui de São Francisco Xavier é carinhosamente chamado de Máriomercadinho porque é do Mário, óbvio.

    Estava eu querendo pagar com o cartão de débito (olha que avanço tecnológico!) quando eu soube que a única linha de telefone estava ocupada com o recém-inaugurado terminal da Nossa Caixa.

    E espera, espera e espera… 

    Até que eu, num momento Liliana de ser, solto um: “Mas que pobreza heim, Mário! Uma linha só de telefone?!” 

    No segundo seguinte, cai uma chuva de notas de dinheiro do escritório da sobreloja por cima de nós.

    O Mário estava usando um barbantinho com um clip para baixar um bolo de notas para os caixas quando o clip se soltou espalhando as notas (outra coisa de tecnologia muito avançada, diga-se de passagem). 

    Eu não me aguentei:

    “Pô, Mário! Foi só chamar de pobre que começou a chover dinheiro?”

    Isso aconteceu ontem.

    E depois não sei porque me olharam de jeito esquisito quando voltei lá hoje.

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    Liliana | Filosofando, São Francisco Xavier | Wednesday, January 9th, 2008

    Minha rua não existe.

    Cada um chama do que quiser.

    Ela margeia o Ribeirão das Couves que tem esse nome porque disseram que havia uma grande plantação de couves perto da cachoeira que tem o mesmo nome, Das Couves.

    Eu a chamo de Rua das Couves.

    Meu vizinho chama de Viela Rio das Couves. Um nome mais charmoso para endereço de pousada.

    Mas ela está aí, para ninguém negar: tem chão, tem árvores, os cavalos pastam e atrapalham meu jipe.

    Tem uma subida antes de chegar na minha porteira. E depois da subida dá para ver a serra que se descortina como um cartão postal. Você vem vindo como quem não quer nada. Vai achando a rua simpática, sobe a subida e pimba! Dá de cara com a visão da serra.

    Um casal que me deu uma carona esses dias falou que rua bonitinha, escondidinha. 

    Ela é de terra, sabe. E na época de eleição a prefeitura manda o trator dar uma aplainada. E os carros passam através de galhos baixos e que invadem a pista única com pitangas e flores.

    Todo mundo conhece mas não conhece minha rua.

    É a rua do Aníbal, a rua da Doutora, do Paulinho, da Pousada do Duda, a rua sem nome e com vários nomes e de localização única: a rua atrás da Pousada São Francisco, depois da ponte de madeira.

    A rua que o carteiro não vai mas que a conta de luz chega.

    São sete moradores nessa rua.

    Cada um com uma história de amor diferente.

    Mas vocês querem saber mesmo onde eu moro?

    Na Rua dos Bobos, Número Zero. 

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  • As árvores de Natal mais lindas

    Liliana | Minha vida num sítio, São Francisco Xavier | Tuesday, December 25th, 2007

    Ontem eu vi as árvores de Natal mais lindas da minha vida.

    Pena que não podia tirar fotos para mostrar para vocês.

    Dezenas de vagalumes na mata iluminavam as árvores piscando e voando.

    Eles aparecem mais no verão.

    Não é milagre.

    É biologia.

    Mas foi lindo, lindo!

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    Há meses atrás eu fui num restaurante aqui em SFX e tive uma experiência não muito agradável e detonei o chef aqui no blog.

    Claro que o pessoal do restaurante ficou sabendo.

    Mais cedo ou mais tarde eu iria encontrar o tal chef cara a cara.

    Este final de semana conheci um casal muito simpático com quem fui com a cara de imediato. Conversamos e rimos bastante no sábado e nos encontramos no almoço de domingo na casa de um amigo em comum.

    Foi quando descobri que o cara era o tal chef que eu tinha falado tão mal no blog.

    E o que gente grande faz numa hora dessas?

    Eu falei pra ele, olha, eu sou aquela que fez aquela crítica de você aquela vez. Só agora percebi quem era você.

    E a gente estava em volta de uma mesa e conversamos longamente. Daí a mulher dele, de quem eu gostei muito, se juntou a nós e continuamos a conversar. Tudo numa boa. E eles foram finíssimos dizendo que críticas fazem bem e que são raras as pessoas que dão feedback e que ajudam os outros a melhorarem. E eu falei que eu entendia tudo pois todos somos humanos e temos dias ruins.

    E acabamos a conversa com promessas que eu vou no novo restaurante deles, que o pessoal elogia muito.

    E minha impressão inicial que eles eram um casal muito legal se confirmou.

    Naquela mesa só tinha gente grande.

    PS - O restaurante deles se chama Armazém e o pessoal tem gostado muito.

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