Primeiro um muro pra começar.

Liliana | São Miguel do Gostoso | Friday, October 3rd, 2008

Um dia, vou ter uma casa aí.

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    Liliana | Admirável Mundo Velho, Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Tuesday, September 16th, 2008

    Sunset at Tourinhos Beach - Liliana

    Consegui subir um video, muito mal editado por sinal, mas que ficou menor do que os 8 minutos originais.

    (Detalhe para a conversa mole que o Macaíba tenta jogar para cima de mim…)

    A parte tremida é que a câmera estava apoiada no teto de plástico do buggy e ele teimava em mexer.

    O video definitivamente ficaria melhor sem som. Mas no fim, ficou até engraçado. ;)

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Sunday, September 14th, 2008

    Em primeiro lugar quero dizer que estou brava com a conexão da pousada e com o Flickr Uploadr. Está praticamente impossível subir fotos e videos para o Flickr e para o Videolog. Tenho tirado muitas fotos e filmado coisas legais para vocês mas está muito difícil subir as imagens. E quando sobe uma foto, sobe 2, 3 vezes a mesma foto. Isso está atrapalhando muito a experiência que eu queria passar para vocês daqui.

    Dito isso, vamos ao relatório das atividades…

    A reforma da casa no Reduto começou. Desmontaram a casa inteira e só sobraram as paredes de taipa. Prometeram que tudo ficará pronto em 70 dias contando de segunda-feira que vem, amanhã. Vamos ficar em cima, certo? Assim, poderei me mudar definitivamente com mudança e cachorros na primeira quinzena de dezembro.

    O chefe dos pedreiros é o Jonas e todo mundo fala que ele é legal, caprichoso e de confiança. Parece que escolhi bem.

    O Povoado do Reduto, onde vou morar, fica a 5 km do centro de São Miguel do Gostoso e é supertranquilo. Fica a pouco menos de 2 km da Praia de Tourinhos.

    Numa das vezes que fui jantar na Madame Chita da Rosana, uma creperia que tem aqui na Praia do Maceió, conheci o Humberto Macaíba, um bugueiro antigo de profissão (84 9953 1374).

    Eu entrei em contato com essa profissão de bugueiro com o Sebah, que trabalhou na Pipa antes de se mudar para cá. E achei muito interessante.

    Esses bugueiros equivalem aos antigos guias dos filmes que levavam os caçadores desbravadores na África para cima e para baixo através de terras desconhecidas. Ou os índios que guiavam os americanos indo para o oeste bravio. No caso do Macaíba, ele entende a natureza do local e é um só com seu buggy há mais de 17 anos. O buggy é uma extensão do bugueiro.

    Pois Humberto resolveu que ia me mostrar o por do sol. Me arrancou a força do computador e ficava dizendo: você tem que rever seus conceitos…

    E eu tentando explicar para ele que eu me divirto com o que eu faço, se não não estaria fazendo…

    Fomos para a Praia de Tourinhos, perto de minha casa com o sol já baixando, pela areia, claro. Muita música no som do buggy.

    Tirei fotos lindas. Filmei o por do sol. Filmei tudo em volta.

    Ele me convida para abrirmos um negócio de turismo: você fala inglês, você vai de guia. Eu dou risada. Respondo, vamos ver… Deixa eu me instalar primeiro.

    - Vamos para Galinhos segunda-feira. Vou levar uns turistas e voltar na terça. Tem pousada barata lá, com internet.

    - Quero por meu buggy na areia…

    - Vamos pra Porto de Galinhas então… Pipa… Quero ver como seu buggy se comporta. Você precisa ter aulas de buggy.

    Humberto propõe sociedade num negócio de turismo.

    - Mas Humberto, eu não quero mais trabalho… 

    - Com seu jipe…

    Eu dou risada…

    Percebo que aqui dá para fazer qualquer coisa. As opções são infinitas. No dia que eu quiser montar uma operação de turismo com gringos, é só falar com o Macaíba.

    Na volta, ele para num coqueiro, abre a tampa do motor e pega um facão. Abre dois cocos e a gente se farta. Na beira da estrada. Me lambuzo toda.

    De volta a Xepa, ele acende um fogo na praia e põe para assar um robalo. Enquanto comemos petiscos de lagosta no Jardim do Seridó do Rogério.

    - Vida dura a nossa. Fala Rogério.

    - A vida tem o bom e o ótimo. Fala Humberto.

    Eu concordo…

    Deitado na rede, tomando cerveja, Macaíba fala a frase que fecha o dia: às vezes é chato ter bom gosto…

    -Gostei da frase. Posso usar? “É chato ter bom gosto.”

    - Pode. Mas é “às vezes”. Porque se a gente não fala “às vezes” pode parecer arrogância… E dá risada… Como quem sabe os segredos da vida.

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    Pedi para o Gabriel me levar lá no terreno da Tabua porque eu não sabia chegar lá sozinha. 

    Ele disse que ia mas a gente tinha que ir e voltar correndo porque ele ainda ia levar a avó dele para Natal às 5 da tarde e eram 4.

    Ficou combinado que nós não íamos entrar no terreno. A gente só ia ver de longe e voltaríamos na quinta-feria de manhã para passar um bom tempo lá, tipo piquenique.

    Se bem que não vai ser piquenique nenhum porque a gente vai tratar de negócios, para variar.

    Fomos no meu buggy e ele foi reclamando da Penélope o tempo todo. De como o buggy dele é maravilhoso e o meu é ruim. Eu sei que a Penélope tem um longo caminho pela frente na estrada da restauração. Ela é um Cobra que foi fabricado em 1973. E trabalhou nas areias da Praia da Pipa com turismo. Judiada que só. No fim eu falei: “olha, eu sei que dirigir esse buggy é igual dirigir um fusca ruim. Mas o ser humano é incrível: é capaz de se acostumar com qualquer coisa, não é?” Ele concordou comigo e não falou mais da Penélope.

    Chegamos ao Povoado de Tabua, que fica passando o Povoado do Reduto, onde vou morar, e como o anterior é um amontoadinho de casinhas simples de taipa e algumas de tijolo. Galinhas soltas por todo canto e uns cachorros magros dormindo no meio da rua.

    Ele pede para eu entrar do lado de uma casa no meio de umas bananeiras e fala para eu passar por cima delas sem dó.

    “Você está num buggy, pode passar por cima.”

    E eu entro num mato rasteiro completamente off-road.

    “Você não gosta de aventuras?”

    Eu dou risada. “Adoro!”

    Paramos o carro antes de uma descida de frente para a tal Lagoa da Tabua.

    Em duas palavras: é bonito.

    Não é como a Lagoa do Reduto que tem a água toda visível. A tabua, que é uma planta aquática, uma praga, cobre a grande extensão de água deixando olhos vazios de vez em quando. E ela é inteira cercada de coqueiros enormes. A volta toda a perder de vista.

    Gabriel começa a apontar para o outro lado: “está vendo aquela ponta alí? Conte uns vinte metros para cá e começa seu terreno. Naquela curva.”

    “Onde tem aquele ipê amarelo florido?”

    “‘Sim! Está no seu terreno. É a Ponta do Jacaré.”

    “Como assim? Jacaré?”

    “É. Curva do Jacaré. Dali dá para ouvir o barulho que eles fazem. E eles fazem uma algazarra!”

    “Péra aí. Eu comprei um terreno na Ponta do Jacaré? E vocês não me falaram esse pequeno detalhe?”

    E Gabriel ria.

    “Imagina, Liliana! Nunca teve caso de jacaré machucar ninguém.”

    “Mas eu vou escutar os jacarés gritando?”

    “Sim, mas eles vão estar longe. Uns 100 metros.”

    “Você acha 100 metros longe? E meus cachorros?”

    E Gabriel ria.

    E eu ria e não acreditava que ia ter que lidar com jacarés.

    Estranhamente não tenho medo de jacaré.

    Já contei que adoro aventuras?

    PS- Quando eu era criança tinha um disquinho colorido de uma coleção Disney de estorinhas que tinha uma sobre jacarés e havia uma musiquinha: “lá se vai a xícara de chá, lalalalalalalala, e as mesas todas pelo ar, com jacarés a passear… os jacarés não são tão maus, bichinhos sim, mas afinal, são jacarés de estimação, bichinhos de bom coração.” Eu adorava essa estorinha.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Sunday, September 7th, 2008

    Hoje fui jantar num restaurante novo para mim. Já haviam me recomendado muito o lugar dizendo que era o melhor restaurante da cidade. Em minha outra passagem por Gostoso eu não fui lá. Não tinha pressa porque sabia que voltaria e não faltaria oportunidade para conhecê-lo.

    Daí que hoje, pensei, domingo, vou fazer algo especial: vou jantar fora num restaurante chique.

    Subi no buggy, não sem antes tirar a água que ficou acumulada nos bancos depois da chuva. (E quase me molho, porque buggy tem dessas, chove e os bancos ficam cheios de água e você tem que levantar os bancos e depois secá-los antes de sentar ou por a bolsa. E é claro que eu já molhei minha bunda e minha bolsa para aprender este detalhe.) E parti para procurar o tal restaurante La Brisa. 

    Eu lembrava de ter visto um anúncio pintado numa casa de esquina apontando “La Brisa” e achei que seria fácil chegar lá.

    Bobinha…

    São Miguel é muito maior que São Francisco. Tem muitas ruas. Mais que 3.

    Andei e andei e estava quase saindo da cidade quando percebi que o tal anúncio não deveria mais existir.

    Então, fiz algo bem feminino: fui perguntar onde ficava o restaurante. Para encurtar, demorou muito mas achei. O povo é bem simpático, prestativo, mas não é o Google Maps.

    Só tinha eu no restaurante. E o garçon Augusto e o dono, Seu Leonardo. Ainda bem que eu sabia o nome do dono antes de chegar no restaurante porque ninguém conhecia o restaurante pelo nome. Só conheciam pelo nome de “Restaurante do Seu Leonardo”. 

    (Abro outro parênteses aqui para contar que voltei correndo para casa para registrar os domínios blogdaliliana.com e blogdaliliana.com.br, porque no fim, é como conhecem a gente, não é?)

    Bem, voltando ao assunto, pedi um peixe cozido na água de coco com pirão delicioso e entabulei conversa com os dois. No entanto, fomos rudemente interrompidos por uma música superalta vinda das cercanias.

    Perguntei: que música é essa?

    O que me respondem: é o vizinho que é pescador de alto-mar, que passa dois, três meses fora e quando volta é isso aí. Mas ele fica pouco, ainda bem. Em três dias pega a maré de novo.

    E a conversa começou a girar em torno da pesca em alto-mar. Nos grandes pesqueiros com porões cheios de gelo.

    - Eles mexem o gelo com pás! Falou admirado o garçon.

    - Mas que peixe eles pegam?

    - O peixe que você vai comer hoje… E desfiou um monte de nomes estranhos que nunca tinha ouvido.

    E eu viajei ouvindo a musica do pescador de alto-mar. E pensei nas aventuras dele que eu só tinha visto pela televisão.

    - Não sei o que deu nele, hoje a música é brega. Disse Augusto, o garçon.

    Era música de coração partido.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Thursday, August 21st, 2008

    - E então, Liliana, o que você vai fazer com sua produção?

    - Que produção?

    - Ora, de castanha de caju.

    - Castanha de caju?

    - É.

    - Que castanha de caju?

    - Do seu terreno.

    - Do terreno?

    - É. Do seu terreno. Tem uma plantação de caju.

    - Tem?

    - Tem.

    - E quanto caju tem lá?

    - Tem uns trezentos e cinquenta pés de caju.

    - Poxa, eu adoro suco de caju. Vou beber bastante suco de caju, né?

    - Mas você precisa ver o que vai fazer com a produção de castanhas. O homem que te vendeu disse que quer colher para você.

    - Mesmo? Produção de castanhas?

    - A época de colher está chegando e tem umas cinco toneladas lá.

    - Cinco toneladas? Eu adoro castanha de caju mas acho que isso é muito para mim.

    Só me faltava essa: me sinto um esquilo.

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    Liliana | São Francisco Xavier, São Miguel do Gostoso | Saturday, August 9th, 2008

    - Nossa, Liliana, o que houve com sua voz?

    Isso foi meu amigo Sebah lá de Gostoso perguntando porque eu parecia tão desanimada ao conversar com ele pelo Skype.

    - É o tempo aqui, Sebah. Só chove. Não aguento esse clima. Não dá mais. Preciso de sol.

    - Aqui está um sol lindo. O céu está bem azul.

    - Nem me fale… E a reforma Sebah?

    - O Otávio (o engenheiro) está acabando as plantas e o inventário de material. Logo, logo te mando tudo.

    - Liliana, quer que eu te veja uma casa para você ficar aqui até sua casa ficar pronta? Eu estava procurando uma casa para eu me mudar com M. e vi uma no fim da cidade que pode te interessar. 

    - Ai, Sebah, eu quero! Mas tem que ter espaço para os cachorros… O terreno tem que ser grande, esse é o problema. E tem que ser cercado, para eles não fugirem. Se não vai ser um horror, a Graça sai e vai matar tudo que é bicho por aí e eu vou ter dor de cabeça.

    - Eu tenho a casa para você. O terreno é grande mas o único problema é que é uma casa meio sem pé nem cabeça tipo a pia do banheiro é dentro do box do chuveiro.

    - Hahaha. Jura?

    - Mas ela é grande. E o aluguel é bom. Vou tirar umas fotos de lá e te mando. A gente quer muito que você venha morar aqui…

    - Ah, eu também quero, Sebah.

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    O dia começou agitado em São Francisco Xavier. Logo cedo já estava numa reunião via internet tratando de trabalho. E o tempo nublado, chuvoso, cinza e muito frio não contribuíram para tornar mais agradável a situação. 

    A parte boa é que a reunião era com um cara de São Miguel do Gostoso, que queria minha presença lá, como se fosse fácil pegar um avião com os preços das passagens do jeito que estão e resolvesse ao vivo o que tinha que resolver.

    Ele disse que choveu também em Gostoso, porém, a chuva de lá é diferente. A chuva de lá dura pouco tempo e o sol aparece.

    Não gosto de fazer planos para futuros distantes, mas acho que vou me mudar para lá mesmo. Quem viver, verá. Sei lá.

    Me pego imaginando a casa nova. Os cachorros andando na areia do quintal.

    Já contei que sou dona de coqueiros anões que dão coco e que para pegá-los eu só tenho que esticar o braço? E que minhas bananeiras estão carregadas de bananas? E que meu quintal tem uma areia branca deliciosa para se andar?

    E lá é quente.

    E eu estou com tanto frio…

    Eu tive um veleiro quando eu era jovem. Um Hobie Cat 14 na represa de Guarapiranga em São Paulo. Eu gostava de velejar. Tive que vender o veleiro para poder comprar meu carro quando fiz 18 anos. Era o carro ou ele.

    (Esse é igual ao veleiro que eu tinha.)

     

    Hobie Cat 14 by Rodrigo Jannis

    Naquela época, há décadas atrás, um alemão apareceu com uma prancha esquisita. Era o primeiro Windsurf do Brasil. A gente achou genial. Ele era enorme, tinha uma quilha gigantesca e era muito pesado. Eu não conseguia carregá-lo sozinha. O mastro era superalto. Eu tentei aprender a winsurfar. Nunca tive muito equilíbrio em cima de pranchas.

    Tive um namorado que teve um windsurf. Experimentei várias vezes o dele sem muito resultado. Coincidentemente esse mesmo ex-namorado hoje mora em Natal e a gente voltou a se falar. Ele tem uma boa vida lá. Veleja, faz mergulho em Fernando de Noronha. Está superbem.

    Gostoso tem ventos muitos fortes e isso atrai turistas de toda parte do mundo e do Brasil para esportes de vela, principalmente kite-surf e windsurf. Eu nunca tinha ouvido falar de kite-surf. Fui ouvir disso lá a primeira vez. O grosso do turismo de Gostoso são de kite-surfistas.

    É um esporte muito bonito.

    Mas eu não me vejo praticando.

    No entanto, posso me imaginar tendo aulas de windsurf. As pranchas hoje são menores, com outra tecnologia. Barco de novo, não.

    Bem, enquanto eu vou pensando o que eu faço da vida, quero mostrar para vocês esse esporte que é o kite-surf num video feito em Gostoso. Vale ver. Divirtam-se!

    Meeting em São Miguel do Gostoso by Junior The Hand

    Mais um pouquinho…Ahh, é tão legal…

    Kite Trip SMG by Junior The Hand

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    Liliana | Minha vida num sítio, São Francisco Xavier, São Miguel do Gostoso | Wednesday, August 6th, 2008

    O que vocês vêem acima são os widgets de previsão do tempo do meu computador para as cidades de São Francisco Xavier e São Miguel do Gostoso.

    Como podem observar, chove em SFX e faz sol em SMG.

    Eu odeio chuva.

    Teoricamente, estamos na época das secas em SFX e na época das chuvas em SMG.

    Entenderam? Era para chover em SMG e não era para estar chovendo em SFX.

    Cada vez eu tenho menos vontade de ficar em SFX e mais vontade de ficar em SMG.

    Sinceramente, está faltando um tiquinho para encher minha paciência.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Sunday, July 27th, 2008

    Tudo indica que minha fama de ter carros exóticos continua.

    Depois de ser conhecida mundialmente por ser a “mulher do jipe vermelho”, vejam como ficou meu buggy quando ele voltou do mecânico para colocar a capota branca.

    Agora quando ando pela rua só dá ele, o Gostosinho, apelido carinhoso que dei.

    Ele ficou tão discreto, mas tão discreto que o comentário que mais escuto é: se fosse rosa você seria a Penélope Charmosa!

    Ainda bem que não é rosa.

    E sim, tenho um carro inconfundível. De novo.

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    Liliana | Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Sunday, July 27th, 2008

    Não digo adeus porque já, já estou voltando. Amanhã cedo parto para o aeroporto e rumo a SFX.

    Tenho muito o que fazer aqui!

    Ponta de Santo Cristo - O Vento e Eu

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    Noite dessas, o bar de praia mais frequentado do pedaço foi arrobando e levaram todas as bebidas e o som.

    Estava eu andando tranquilamente, fazendo minha caminhada diária e ouvindo música com meus foninhos, e pensando em comprar um iPod para caber trocentas músicasa até que cheguei no tal bar.

    O mocinho que trabalha lá estava desolado com o silêncio.

    Ele olhou para meus foninhos e disse: Olá, Liliana! (sim, as pessoas já sabem meu nome) Veio trazer música pra gente?

    Olha que vim! Respondi. E tirei o plug dos fones de ouvido do Nokia N73.

    O som era tão bom, mas tão bom que parecia que tinham colocado umas caixas de som tudo de novo.

    Os pedreiros da casa do lado vieram tomar cerveja e perguntaram: ué, não tinham levado o som?

    E o bar ficou feliz de novo.

    (Pelo menos até eu ir embora e levar o celular junto.)

    Este post não é pago, não é patrocinado. Eu não ganhei o telefone de ninguém. Paguei por ele. E gosto dele e quis vir contar isso para vocês.

    Isso não impede que a Nokia possa me convidar para um evento legal em Buenos Aires. Certo, Nokia?

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    Hoje não deu praia. Choveu o dia inteiro e aproveitei e fiquei trabalhando na internet, resolvendo coisinhas da semana que vem.

    Mas no por do sol, depois da massagem ayurvédica com os pés, eu fui descansar de um dia estafante que ninguém merece, né?

    Ouvi essa música do Zeca Baleiro que tem tudo a ver.

    Babylon - Zeca Baleiro
     

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    Liliana | Bichos Incríveis, Minha Vida Na Praia, São Miguel do Gostoso | Friday, July 25th, 2008

    Esta é para apreciadores de cachorros como eu.

    De repente aqui na pousada apareceu um cachorro muito raro, um Boerboel ou Mastim Sul-Africano.

    So existem 25 deles em todo o Brasil.

    O nome dessa gracinha é Rocha e ele tem dois anos.

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    A grande maioria dos hóspedes da pousada aqui em São Miguel do Gostoso, RN usam Macs.

    Acho que faz mais o perfil de gente que vem para cá.

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